sábado, 23 de outubro de 2021

Allyson faz marketing de conquista deixada por Rosalba

Em ano pandêmico, com salas de aulas sem alunos, sem professores e com escolas fechadas, o prefeito mossoroense Allyson Bezerra (Solidariedade) conseguiu um feito extraordinário: fazer com que a educação de Mossoró conquistasse o primeiro lugar em premiação feita pela Band em parceria com o o Instituto Áquila (conheça aqui). Como não houve nada, absolutamente nada que pudesse comprovar a veracidade de que a colocação de Mossoró, no quesito educação, tenha sido alusivo às ações deste ano, tudo leva a crer que se teria subtraído a informação de que o ranking tem base em projetos e atividades de anos anteriores.

Eé também bom que se diga que o resultado anunciado pela assessoria do prefeito, da premiação em si, tem base em dados coletados, provavelmente, de outras instituições, como o  IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Este ano, de publicação de destaque na área ocorreu o lançamento de um relatório sobre a Educação, pelo Governo Federal (veja aqui).

Com isso, estranha-se o feito de Allyson Bezerra em ter as ações de sua gestão terem projetado educação de destaque logo no primeiro ano. Sabe-se perfeitamente que números que são analisados agora,de bons resultados que supostamente possam aparecer, são frutos de ações do passado. Por tabela, o blog não tem nem medo de errar ao afirmar que Allyson Bezerra está fazendo marketing por uma vitória conquistada por Rosalba Ciarlini.

E se for analisar a gestão atual de Mossoró, especificamente na área da educação, o blog também afirma que ficou muito a desejar. A começar pelo aspecto social e por ter deixado de fora as crianças e adolescentes de famílias da Venezuela que aqui chegaram e que estão, ainda, à espera da boa vontade da Prefeitura de Mossoró, no sentido de garantir, ao menos, que tenham acesso à educação. Sobre isso o blog está elaborando um material e publicará em breve.

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Allyson precisa explicar porque dados fiscais foram vazados

Quem vai responder, criminalmente, pela violação de dados fiscais do espólio de Adalgisa de Sousa Rosado,viúva do ex-governador Dix-sept Rosado e que teve o nome achincalhado por blogs que mantém ligações pessoais e políticas com o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade)? Com base em questionamento feito pelo jornalista Márcio Alexandre à Secretaria de Finanças de Mossoró sobre devedores do IPTU, a informação que ele recebeu foi que os dados não poderiam ser passados pois eram sigilosos (leia aqui).

De maneira que alguém tem que ser responsabilizado. Todo mundo sabe que o prefeito Allyson Bezerra quer execrar moralmente a ex-prefeita Rosalba Ciarlini. E tem deixado entender, pelas publicações que ele faz ou direciona para seus assessores (ou pessoas bem próximas a eles) executarem a tarefa. E isso não importa nada. Nem que se cometa algum crime, como foi o caso da exposição dos dados fiscais do espólio da senhora Adalgisa Rosado, em cujo material se quis ligar o suposto débito do IPTU à ex-prefeita Rosalba Ciarlini.

O certo é que virá retorno judicial. Quem passou a informação sigilosa para blogueiros ligados ao prefeito tinha um claro propósito. A dúvida,porém, é sobre quem autorizou: foi o secretário ou o prefeito em si? Na dúvida, sempre é bom lembrar que a responsabilidade de administrar e zelar, inclusive pela integridade dos cidadãos, é prefeito. Caso tivesse sido uma autorização do secretário, e somente dele, obviamente que já se tinha externado algum posicionamento do prefeito. O que não se teve até agora. E isso apenas confirma o velho ditado popular: "quem cala, consente." 

Contudo, nada que possa ferir a regra,a lei, a ética e os bons costumes passa em branco. E o blog volta a dizer: alguém vai ser responsabilizado judicialmente.

Pouca gente sabe, mas a tal reforma administrativa que o prefeito fez, com a desculpa de descentralizar tudo, nada mais foi do que uma maneira de desvincular dele a responsabilidade de algum mal feito que possa acontecer em alguma secretaria. E, de lambuja, quem, por tabela, deve explicar à Justiça e à sociedade em si o que o levou a expor dados fiscais sigilosos é o secretário de Finanças.

Porém, mesmo em nome da descentralização, algum secretário não pode tudo. Quem dita as regras na Prefeitura de Mossoró é quem tem o poder da caneta nas mãos. Ou seja, o prefeito Allyson Bezerra. Assim, o prefeito também tem a obrigação moral e ética de apresentar alguma explicação plausível sobre a exposição de dados fiscais de uma senhora que já faleceu.

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Allyson comete outro crime explícito de exposição contra mulher, dessa vez uma falecida

A revelação da personalidade perturbada, sem noção e desesperada para lucrar com situações de Allyson Bezerra, o sobrinho dos ex-vereadores Manoel Bezerra e Chico Dentista que apesar de fazer parte de uma família que possuiu 2 vereadores acreditava ter dado o golpe perfeito: se fazer de pobre, colocar um chapéu de coro em época de eleição e tal qual a ex-deputada Flor-de-lis do Rio de Janeiro, conseguir com artifícios como choro dramatizar e comover pessoas.

De algumas semanas para cá , no entanto, o comportamento do novo ocupante  de luxuosa casa do condomínio fechado Ninho Residencial  tem feito a população da cidade se espantar e ter ojeriza da personalidade e da mania doentia e perturbada de tentar tirar proveito pessoal político  em coisas normais e comuns da administração pública.

A tentativa de gerar comoção com uma cirurgia ginecológica que não ocorrera antes por decreto da governadora do estado em razão da pandemia , um marketing "vaginal" causou espanto e rejeição não apenas na população da cidade, como também foi assunto na televisão e na imprensa nacional. O Brasil todo curioso e não apenas reprovando, rindo  também da atitude sem humanidade nenhuma do prefeito sem noção.

Muitos se perguntando como uma pessoa sem noção como aquela que violou e agrediu  a intimidade de uma mulher e ainda a expôs a riscos de contaminação e infecção que poderia resultar em óbito, ocuparia temporariamente o cargo de prefeito municipal.

Agora vem uma nova maluquice: a de tentar se beneficiar com a morte da ex-primeira dama do Estado Adalgisa de Sousa Rosado que foi esposa do ex-governador Dix-Sept. Ocorre que em meio a um falecimento de uma pessoa bastante idosa e que passou os últimos anos de sua vida bastante doente, há tempo e questões sobre bens e heranças que passam a ser administrados e resolvidos muitas vezes tempos depois, ficam muitos ativos e também passivos desses ativos  que geralmente são divididos e resolvidos legalmente como rege a lei.

A ideia da administração de Allyson dessa vez foi: sabendo que a ex-sogra da ex-prefeita Rosalba Ciarlini faleceu, cometer o crime de expor o sigilo fiscal da falecida (algo proibido pela lei brasileira) e tentar jogar a culpa para a nora Rosalba que embora não tenha feito nenhum movimento político neste ano, sequer de oposição, gera pesadelos ao menino Allyson e seus asseclas que dormem, acordam e sonham com a ex-prefeita , ex-senadora e ex-governadora praticamente o tempo todo.

Na gíria do momento Rosalba “entrou na mente dele”. Indo para a mitologia, Rosalba Ciarlini é a personificação da espada de Dâmocles do sobrinho de Manoel Bezerra. Mas voltando à nova violação contra as mulheres, repito, dessa vez já falecida. A “macacada” em resumo foi tentar expor uma informação de espólio que certamente como todo o caso de morte e divisão de herança deve estar havendo e haverá no tempo certo e tentar vincular à adversária política de Alysson na cabeça do próprio  que se sente ameaçado 24 horas por dia.

O que não foi dito é que a ex-prefeita não reside no sítio em questão há mais de 22 anos. Há 12 anos atrás (tema da fraude por parte da prefeitura do sigilo fiscal), por exemplo, Rosalba morava em Brasília, era senadora da república. Quando retornou a Mossoró alugou apartamento onde residiu por todo tempo e mais: a utilização do Sítio Canto em quatro reuniões com milhares de pessoas enquanto questões relacionadas a um passivo de um espólio seguem indefinidas não configura nenhuma irregularidade e isto foi devidamente  informado a justiça eleitoral.

Desse novo episódio  de violação que,  por ficar claro ao leitor de qualquer notícia, trata-se do político que está na prefeitura mexendo os pauzinhos para tentar prejudicar  quem supostamente o ameaça, não gerou nenhuma comoção ou engajamento. Se há elos e patrocínios já divulgados entre a municipalidade e os veículos que foram escalados a publicar documentos internos da prefeitura protegidos pelo sigilo fiscal da pessoa (nesse caso já falecida) e também será que atacar a memória da ex-primeira dama Adalgisa de forçar tanto a barra para atacar quem está quieto na sua, será que é uma boa estratégia ou estão querendo cutucar onça com vara curta?

Acordar quem não estava querendo briga? Chamar para a briga quem queria paz? Será que a gestão Allyson Bezerra está tão sem flancos abertos assim para sair atacando quem sequer fez e faz oposição ainda. E atacar a honra de outra senhora que sequer está viva? A conferir cenas do próximo capítulo.

A agressão de hoje pode ser o arrependimento de amanhã.

Quem repassou para blogs dados fiscais de espólio?

Quando se fala que a administração mossoroense vive em eterno palanque não falseia a verdade. Pelo contrário: evidencia-se que o cidadão está em perigo constante e aquele que não for conivente com determinadas práticas políticas corre sérios riscos de ter sua privacidade escancarada e dados fiscais amplamente divulgados. Foi o que aconteceu com a ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP), que teve nome envolvido em suposto débito de IPTU sem, sequer, ter o imóvel em seu nome. E o pior: a Prefeitura de Mossoró, talvez sob autorização do prefeito Allyson Bezerra, maculou a imagem, respeito e lembrança da viúva do ex-governador Dix-sept Rosado, Adalgisa de Souza Rosado.

É que a mídia que segue as orientações palacianas estamparam manchetes que fogem totalmente da razoabilidade ética e deixaram bem claro que  tudo pode ser feito para macular a imagem de um adversário político. Até mesmo se cometer crime. Sim, porque a informação relacionada ao suposto débito do IPTU violou direitos básicos do cidadão: sigilo fiscal. 

E isso implica dizer que a Prefeitura de Mossoró pode fazer o mesmo com qualquer cidadão. Basta usar o raciocínio para chegar a tal conclusão. É que para se saber sobre alguma dívida na administração pública é preciso que quem faça a pesquisa saiba de algumas informações pessoais. Algo que só duas frentes poderiam saber:o ente público e o objeto da pesquisa, no caso o cidadão

Nenhum repórter, por mais investigativo que seja, terá acesso a dados sigilosos se não for por meio da administração pública. Assim, tem-se a certeza de que a informação veiculada em blogs que dão "sustentação moral" ao prefeito Allyson Bezerra receberam esses dados com um propósito bem definido: macular a imagem da ex-prefeita Rosalba Ciarline.

Saliente-se que o prefeito Allyson Bezerra dispõe de toda assessoria técnica e jurídica para ser informado que problema envolvendo patrimônio de espólio não é tão simples de ser resolvido. Na dúvida, bastaria uma consulta simples para se saber que houve violação e dados sigilosos, fiscais eque, como tal, deve ser investigado pelas autoridades competentes.

Em nome da informação não se pode tudo. Assim como em nome do achincalhe político tudo não se permite. 

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Fátima Bezerra e Clorisa Linhares são nomes pré-definidos para 2022

Duas pré-candidaturas ao Governo do Estado estão postas para as eleições do ano que vem: a da governadora Fátima Bezerra (PT) e da ex-candidata a prefeita de Grossos, ex-vereadora Clorisa Linhares (PMB). A pré-candidatura de Fátima é, como se diz, irrevogável. Não tem como ela não buscar a reeleição. Não faz sentido ela não ser candidata. Até porque ela não sofrerá o que ocorreu com a ex-governadora Rosalba Ciarlini, que em 2014 o seu então partido, o Democratas, lhe negou legenda.

O PMB externou interesse em lançar o nome de Clorisa Linhares ao Governo do Estado e ela aceitou o convite que lhe foi feito. Resta saber, assim como paira a mesma dúvida com relação à governadora Fátima Bezerra, como será a composição.

Especula-se que o provável companheiro de chapa de Fátima Bezerra será alguém do MDB. Fala-se no deputado federal Walter Alves. O complemento da chapa governista teria a presença do atual senador Jean Paul Prates (PT) e o ex-senador Garibaldi Filho (MDB), que quer retornar ao Senado depois da derrota sofrida em 2018.

Já com relação a Clorisa Linhares, tudo depende de como o seu partido vai costurar esses entendimentos. Por enquanto, só a pré-definição do nome dela ao Governo do Estado. 

terça-feira, 12 de outubro de 2021

Apamim assume que autorizou entrada de prefeito em sala de cirurgia

A Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró, mantenedora da Maternidade Almeida Castro, assumiu a autorização da entrada do prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) em sala de cirurgia onde estava sendo realizada intervenção ginecológica. O fato ocorreu no dia 8, oportunidade na qual o prefeito fez um vídeo e fotos para propagar a retomada de cirurgias eletivas em Mossoró. A Apamim, na nota que publicou nesta terça-feira, 12/10, deixa entender que tudo seguiu dentro do previsto. Ou seja: não ocorreu nada de mais.

Mas é bom que se diga que a nota da Apamim acoberta uma suposta violação dos direitos de pacientes. No caso em questão, de uma mulher que estava se submetendo a um procedimento cirúrgico íntimo, o qual o prefeito e sua equipe de assessores puderam ver, in loco, as ações que estavam sendo feitas pela equipe médica.

Na nota, a Apamim diz que evita exposição de pacientes. Contudo, quem estava com o prefeito pôde ver, perfeitamente, quem era a mulher que estava fazendo a cirurgia ginecológica. E mais: acompanharam um pouco o que estava sendo feito. Dizer que não houve exposição de paciente, ao ver do blog, não procede: vídeo foi feito e fotos foram tiradas. Se isso não for exposição, certamente a Apamim consegue atribuir outro sentido.

A nota, que foi publicada no blog do jornalista Carlos Santos (leia aqui), enfatiza que a presença do prefeito na Maternidade Almeida Castro era para inspecionar a gestão do SUS e os serviços que a maternidade oferece. E, do nada, surge um vídeo? Do nada se percebe flashes sendo disparados, indicando que fotos estavam sendo feitas? Do nada o prefeito fala sobre a retomada das cirurgias eletivas? O blog sente muito, mas não acredita em nenhuma linha do que foi divulgado pela Apamim.

Talvez para livrar a "cara" do prefeito, a Apamim resolveu assumir que errou. Mas é bom destacar que o Conselho Regional de Medicina já avisou que vai investigar o caso e formalizar denúncia ao Ministério Público. Não se pode tudo em nome do marketing.

E também é bom lembrar que a Apamim segue em intervenção, que deveria durar dois anos, e já passou e muito do tempo. E essa intervenção foi justamente para evitar uso politiqueiro da entidade filantrópica. Será que não seria bom pensar na intervenção da intervenção?

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Quem autorizou o prefeito registrar cirurgia?

A tropa virtual do prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) acha muito natural que ele invada sala de cirurgia, faça vídeo, tire fotos e exponha a paciente que estava em procedimento cirúrgico ginecológico. Alude-se que tudo foi autorizado. E, se realmente foi, cabe um questionamento interessante, já que o Conselho Regional de Medicina (CRM) avisou que vai investigar a conduta do prefeito e de quem seria a responsabilidade: quem autorizou a entrada do prefeito no ambiente restrito?

É sabido que quando algum paciente dá entrada em qualquer unidade hospitalar, a integridade dele passa a ser única e exclusivamente da instituição. E se for órgão público, a situação ainda fica mais problemática. Sim, porque o prefeito poderia ter feito o registro do procedimento cirúrgico de algum parente, seja lá qual fosse. Menos de uma cidadã que paga seus impostos, inclusive paga a cirurgia eletiva à qual se submeteu. Sim, porque a coisa pública não é de graça.

Voltando ao questionamento: quem autorizou a entrada do prefeito? Foi a direção da Maternidade Almeida Castro? Se foi, deve responder pela ação impensada protagonizada pelo prefeito mossoroense. Diante do fato, se foi a direção que autorizou, qual a garantia de que as pacientes terão a privacidade assegurada em casos de cirurgias íntimas, que foi o caso da repercussão que provocou o interesse do Conselho Regional de Medicina em investigar o prefeito?

Se foi o médico, o Conselho Regional de Medicina também deve investigar. Até porque, a exemplo do que foi dito sobre a Maternidade Almeida Castro, se o médico autorizou, qual a garantia de que outras pacientes não terão o procedimento tornado público? Que o blog saiba, as únicas pessoas realmente autorizadas a estarem na sala de cirurgia é a equipe médica. Como não se tratou de parto, porque não se enquadra em cirurgias eletivas, nenhum familiar poderia acompanhar o procedimento.

Os que saem em defesa do prefeito Allyson Bezerra nas redes sociais e afirmam que houve a autorização para que ele registrasse a cirurgia deveriam, também, ser arrolados como testemunhas e serem ouvidos pelo Conselho Regional de Medicina.

Brincar de administrar uma cidade do porte de Mossoró é que não dá para aceitar. Muito menos aplaudir.

sábado, 9 de outubro de 2021

Cirurgias eletivas ginecológicas estavam paradas por conta da pandemia

Faltar com a verdade é feio para o cidadão comum, imagine para quem administra uma cidade. O prefeito Allyson Bezerra incorre nessa onda ao se deixar levar pela afirmação trabalhada pela mídia ligada ao seu governo, de que ele retomou as cirurgias eletivas ginecológicas. Na verdade, a paralisação que ocorreu se deve à pandemia. Inclusive, na gestão passada, centenas cirurgias foram realizadas. Volte-se a dizer: a suspensão não ocorreu por falta de pagamento, incapacidade ou má aplicação da verba pública.

Essa informação foi feita, inclusive, pela enfermeira Fátima Alencar, em comentários em postagem do site Mossoró Notícias. Inclusive a profissional da saúde disse que o mesmo médico ginecologista, Inavan, que realiza as cirurgias ginecológicas e que aparece no vídeo feito pelo prefeito Alllyson Bezerra, foi o responsável por inúmeras cirurgias do gênero na gestão Rosalba Ciarlini.

Enquanto as cirurgias eletias ginecológicas estavam paralisadas, a mídia ligada ao prefeito mossoroense tentou culpar o Governo do Estado. Mas bastava o próprio Allyson ter boa vontade,porque dinheiro existe e de sobra na Prefeitura de Mossoró, já que as obras que estão em andamento são fruto do financiamento Finisa, deixado pela gestão Rosalba Ciarlini.




Mossoró, Sucupira é aqui!

A literatura sempre mostra o que não deve ser feito em termos de gestão. Dias Gomes foi perfeito ao apresentar ao mundo a obra "O Bem Amado", em 1973, e nela a personagem Odorico Paraguaçu. Na ficção, o prefeito queria inaugurar um cemitério e até contratou jagunço para ter primeiro corpo a ser sepultado e, assim, concretizar a inauguração. Mossoró, por analogia, segue o script de Dias Gomes. 

Mas, diferente da obra literária, aqui se "inaugurou" o retorno de cirurgias eletivas, com direito a live do prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) diretamente da sala de cirurgia. A intervenção cirúrgica foi ginecológica, aquela em que a mulher fica praticamente despida. Como se percebe no vídeo, na ânsia de ser mais youtuber do que prefeito, Allyson Bezerra expôs demais: a paciente e, por tabela, colocou em xeque a ética médica.

A bizarra - e merece que se use tal adjetivo, cena é complicada. Expõe bem mais do que a paciente e merece ser analisada pelo Ministério Público. A famosa dignidade da pessoa humana, ao ver do blog, foi para as cucuias.

Sim, porque ao entrar em uma sala de cirurgia, sem ser médico e levar uma equipe da sua comunicação fazer o devido registro, Allyson Bezerra deixa claro que desconhece os limites da razoabilidade administrativa e mistura, por tabela, duas personagens da ficção: Odorico Paraguaçu, prefeito da cidade fictícia de Sucupira, e o jornalista blogueiro Téo Pereira, que aparece na novela Império. Ou seja: tudo é válido por um clique. Tudo vale em nome dos seguidores. Tudo pode para atrair a atenção.

Allyson precisa, urgentemente, aprender a ser prefeito e deixar de lado o aspecto blogueiro. Afinal, administrar não rima com exposição desnecessária. Ainda mais de quem está indefesa em uma maca e estava esperando, talvez com dores e sofrimento, pelo retorno das cirurgias eletivas. Tem limite até para sem limite.