quarta-feira, 1 de julho de 2026
Onde o governo Fátima Bezerra errou?
Natal, Mossoró e Parnamirim nutrem interesses distintos à Câmara Federal
É cedo para prognóstico. Mas o cenário que se desenha, neste período de pré-campanha, apresenta um quadro que tende a alterar a composição da representação do Rio Grande do Norte na Câmara Federal a partir de 1 de janeiro de 2027. Hoje, por exemplo, o Partido dos Trabalhadores (PT) possui duas cadeiras na Casa e, óbvio, a questão que se apresenta é justamente sobre a renovação desses mandatos. Fala-se aqui de Fernando Mineiro e Natália Bonavides.
A dúvida, contudo, não paira somente sobre Mineiro e Natália. Da eleição de 2022, por exemplo, a bancada federal potiguar passou a contar com quatro estreantes: Mineiro, Robinson Faria, Sargento Gonçalves e Paulinho Freire, sendo este substituído por Carla Dikson. A questão é que os quatro que foram reeleitos naquele ano (Natália, João Maia, General Girão e Benes Leocádio) seguiram a divisão política nacional e que acabou refletindo na composição final da bancada potiguar.
Para as eleições deste ano, apesar de apontarem para um acirramento nacional, existiria um esfriamento da polarização que se viu em 2022. Até porque houve mudança na composição partidária. Em 2022, por exemplo, o PL teve quatro deputados federais eleitos. Mas esse número caiu: permaneceram na legenda General Girão, Sargento Gonçalves e Carla Dickson. Saíram Robinson Faria (para o PP) e João Maia (para o PP).
Além dessa particularidade, nomes tidos como competitivos vão entrar na disputa e podem ameaçar, evidentemente, a reeleição de alguns deputados. A vereadora Nina Sousa (PL), que é a primeira-dama de Natal (esposa do prefeito Paulinho Freire), certamente surge como pesadelo para uns, bem como a também vereadora Tábata Pimenta (PV).
Em 2022 Natália Bonavides foi a campeã, com 157.565 votos e puxou, de certo modo, a reeleição de Fernando Mineiro. Sargento Gonçalves foi puxado pela boa votação dos demais candidatos do PL.
Evidente que surpresas podem ser concretizadas pelas urnas. O que se sabe é que até as convenções partidárias muita conversa irá acontecer. Desistências, inclusões de novos nomes ou até mesmo rupturas em parcerias tidas como consolidadas, tudo isso faz parte do que se espera no campo das possibilidades.
Em Natal já se tem um quadro prioritário de candidato governista à Câmara Federal. Não poderia ser diferente: a vereadora Nina Sousa deverá dispor de atenção redobrada do partido. Até porque, via de regra, o que está em jogo não é 2026, e sim as próximas eleições.
Em Mossoró o quadro não se definiu, mas especula-se que o ex-prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) dividiu a bancada governista em quatro para apoiar nomes como Robinson Faria, Benes Leocádio, Kelps Lima e João Maia. Além de tentar eleger sua esposa, Cinthia Pinheiro, à Assembleia Legislativa.
Mossoró tem seis nomes à Câmara dos Deputados: vereadora Marleide Cunha (PT), professor Alexandre Lima (PT), Dr. Heider Irinaldo (PSDB), ex-reitora Ludimilla (PSDB), ex-vereador Zé Peixeiro (PSDB) e vereador Cabo Deyvison (PL). A segunda maior cidade do Rio Grande do Norte perdeu sua representatividade na Câmara Federal em 2018.
Em Parnamirim a prefeita Nilda Cruz (Solidariedade) já declarou que vai apoiar a candidatura do ex-deputado estadual Kelps Lima (União Brasil) à Câmara Federal. Com isso se teria a pré-formação de nomes que interessam diretamente às três maiores cidades do Rio Grande do Norte. Essa configuração estaria, também, provocando rusgas internas nos partidos e sendo o pivô de ciumeira em quem já ocupa vaga na Câmara Federal e quer, obviamente, se reeleger.
segunda-feira, 22 de junho de 2026
Kelps é o calo da pré-campanha
Ninguém segura a língua do ex-deputado estadual Kelps Lima (União Brasil). Ele tem sido, para uns, o diferencial desta pré-campanha por dizer o óbvio. Pré-candidato à Câmara Federal, Kelps causa do para outros, constrangimento e dificuldade ao projeto do ex-prefeito Allysson Bezerra (União Brasil).
Kelps diz, sem conter emoções e sem medir palavras, que seus adversários diretos são três: os deputados federais Benes Leocádio, João Maia e Robinson Faria. E é sobre este último que a metralhadora verborrágica de Kelps recai.
Em recente evento em Assú, agendado para impulsionar a pré-campanha de Allysson Bezerra, Kelps Lima foi categórico e certeiro ao falar sobre quem considera seu adversário: "o pior governador que o RN já teve".
A adjetivação recaiu sobre Robinson Faria. Principal apoiador do projeto de Allysson Bezerra. Quem escuta as falas de Kelps não duvida: se o pior governador apoia um pré-candidato, quem vai ser pior? A resposta, nas entrelinhas, não seria outra: quem recebe o apoio.
E evidencia outra questão: Allysson Bezerra não estaria sabendo conter os ânimos e deixa que rusgas internas avancem. Falta pulso, comando e diretrizes. Se tudo isso aparece agora, na campanha propriamente dita, a tendência é que a coisa pegue fogo.
Alcolumbre mantém PEC 6x1 travada em semana esvaziada no Senado
| Foto: Lula Marques (Agência Brasil) |
Lucas Pordeus León
Da Agência Brasil
A
tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala
6x1 no Brasil deve seguir travada no Senado em uma semana esvaziada
pelas festas de São João, pelo jogo do Brasil contra a Escócia e pelos
trabalhos semipresenciais na Casa.
O
presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), mantém a PEC 221 de 2019 em
sua mesa, sem despachá-la para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Como a comissão não marcou reuniões para esta semana, a expectativa é que a PEC
siga parada, completando um mês, no próximo sábado (27), desde a aprovação na Câmara dos Deputados.
O
presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), não marca reuniões em semanas
semipresenciais, quando os parlamentares podem votar remotamente, devido ao
baixo quórum.
A
assessoria da CCJ informou à Agência Brasil que não houve sinalização
de Alcolumbre para liberar a PEC. Já a assessoria do presidente do Senado não
respondeu à reportagem.
Com o
feriado de São João no Nordeste, na quarta-feira (24), e também dia do jogo do
Brasil contra a Escócia pela Copa do Mundo, a expectativa é de uma semana
esvaziada no Parlamento.
Na semana
passada, o senador Paulo Paim (PT-RS) cobrou, no plenário, a votação da PEC.
“Não temos mais por que demorar”, afirmou.
“O que
afinal está faltando para que o Senado vote a matéria, já que debatemos esse
tema há anos?”, questionou Paim.
A PEC que
acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas
semanais foi aprovada na Câmara por ampla maioria. Apenas 22 dos 513 deputados
votaram contra. Mesmo assim, o tema não avança no Senado, onde enfrenta resistência da
oposição, que apresentou PEC alternativa para manter a escala 6x1 e permitir
contratos por hora.
A
proposta da oposição foi despachada à CCJ por Alcolumbre no mesmo dia em que
foi apresentada, no dia seguinte à aprovação da PEC do fim da 6x1 na Câmara.
O senador
Otto Alencar informou que vai priorizar a PEC do fim da escala 6x1, por ter
iniciado a tramitação antes da proposta da oposição.
Na semana
seguinte à aprovação na Câmara, Alcolumbre criticou a pressão para despachar a
matéria, sugerindo que ela poderia ser melhorada no Senado e
passar por comissões antes do plenário.
“Tenho
certeza de que, como outros senadores, seria razoável que o Senado pudesse
melhorar um texto dessa importância e debater o tema com calma”, defendeu
Alcolumbre.
sábado, 7 de fevereiro de 2026
Um futuro nada bom para o RN
O futuro, se não for bem definido, planejado, apenas vai repetir falhas, erros, do passado. Não à toa esta constatação ganhou notoriedade na música de Cazuza. E o cenário que se desenha pelas terras potiguares é desanimador, conforme mostram algumas pesquisas. Pobre do Rio Grande do Norte... Sem sorte, pois terá seu futuro como repeteco do que se percebe em Mossoró.
O repeteco começa pela união política que está envolta no "novo" que as apresenta como futuro do RN. A começar pelo MDB, que passou sete anos na mamata governamental e agora percebeu o erro da gestão estadual. Mais evidente possível: é um partido que tem a conveniência de olhar para o próprio umbigo. O futuro, do o seu. Ao povo, marasmo.
Outro aspecto é para o entorno das outras legendas partidárias que foram e são convenientes coma permanência das desigualdades de uma nação. O objetivo é um só: lascar ainda mais quem já amarga séculos de negação. Falar em futuro é piada.
Em um passado recente o RN acompanhou e viveu o marasmo administrativo, liderado por quem hoje está no rascunho político que vislumbra ao eleitor o futuro... De atraso salarial...
Por fim, Mossoró já tem o seu quinhão de exemplo a mostrar. Futuro de negação de direitos, de informações desencontradas e truncadas e uma vida administrativa do Mundo de Alice.
Futuro bem promissor para o Rio Grande do Norte. Se for desse modelo, Mossoró já conhece. O novo que pode ser para muitos do RN, para a maioria que vivência o drama da negação de direitos em Mossoró não é novidade alguma. Votos considerados excedentes em alguma eleição não significa supremacia política de ninguém. Apenas mostra, claramente, que os adversários não souberam se apresentar ao eleitor.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
Operação Mederi: nome remete a Marcos Medeiros?
A Polícia Federal costuma batizar suas operações com nomes que carregam significados simbólicos, históricos ou linguísticos, muitas vezes fazendo alusão direta ou indireta aos fatos investigados. Não se trata apenas de um rótulo: o nome frequentemente dialoga com o objeto da apuração, com o contexto dos crimes ou com a mensagem institucional que se pretende transmitir à sociedade.
Foi assim em diversas operações que marcaram o combate à corrupção no país — e não parece ser diferente no caso da Operação Mederi, que cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a suspeitos de integrar um esquema de desvios de recursos públicos na área da saúde.
Do ponto de vista etimológico, mederi vem do latim e significa “curar”. Uma possível interpretação é que a operação remeta à ideia de que combater o desvio de verbas da saúde pública é uma forma de “cura” da população ao permitir que recursos destinados à compra de medicamentos e ao atendimento da população cheguem, de fato, a quem precisa.
No entanto, outro aspecto do nome da operação tem chamado atenção nos bastidores políticos. “Mederi” guarda forte semelhança fonética com “Medeiros”, sobrenome do atual vice-prefeito Marcos Medeiros Bezerra, seu primo e nome da cozinha do prefeito Alisson, escolhido pessoalmente para compor a chapa, apesar de não possuir, à época, expressão eleitoral própria ou base política consolidada.
Marcos Medeiros Bezerra, além de vice-prefeito, é primo do prefeito e exercia o cargo de secretário adjunto de Saúde no período em que, segundo as investigações, teriam ocorrido os supostos esquemas envolvendo pedidos de propina e distribuição de valores ilícitos.
Nos trechos da decisão judicial que autorizaram as medidas cautelares, um diálogo entre sócios de uma empresa investigada chama a atenção. Segundo os autos, eles reclamam de pressões insistentes vindas de alguém ligado à estrutura da Secretaria de Saúde, possivelmente ocupante de cargo relevante na hierarquia administrativa. Em determinado momento, um dos sócios, em tom de irritação, teria afirmado: " Se fosse eu, eu dizia(sic) o prefeito é ladrão "— conforme registrado no processo — que estavam sendo excessivamente cobrados, sugerindo que a insistência pelo sigilo tornava explícita a percepção de corrupção no alto escalão.
Diante desse contexto, surgem questionamentos inevitáveis. Quem seria a pessoa da estrutura da Secretaria que pressionava para que “ninguém descobrisse” e para que tudo fosse tratado com cautela? O próprio Marcos Medeiros? Teria relação com a função exercida à época pelo então secretário adjunto? E o nome da operação, Mederi, seria apenas uma referência simbólica à saúde pública ou carregaria também um recado indireto ligado a um personagem central do poder municipal?
São perguntas que permanecem em aberto e que, inevitavelmente, ganham relevância política diante do fato de que Marcos Medeiros deverá assumir a Prefeitura. As respostas, naturalmente, caberão às investigações e ao Judiciário. Mas o simbolismo do nome escolhido pela Polícia Federal, como tantas outras vezes na história, segue alimentando debates e interpretações nos meios político e jurídico.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
Quantas pessoas deixaram de receber medicamentos? Quantas morreram?
Cuidar, tratar. Palavras derivadas do verbo mederi, em latim, e que tem origem em outra: medicina. Este suposto entrelaçar veio à tona com a operação Mederi, realizada no Rio Grande do Norte e com foco em cidades potiguares. Pela investigação da Polícia Federal, baseada em dados da Controladoria-Geral da União (CGU), por aqui existiria esquema de corrupção, com desvio de verba pública destinada à área da saúde. Especificamente na aquisição de medicamentos, cuja ação previa licitação e posterior contrato de empresas.
A Controladoria-Geral da União constatou falhas na execução contratual, apontando para suposto esquema de desvio de recursos públicos que atendiam nomes específicos, dentre eles o prefeito Allyson Bezerra (União Brasil). Pelo que se divulgou, algo em torno de R$ 400 mil, dos quais apenas R$ 130 mil se voltavam para a sua finalidade. Maior parte da verba seguia uma divisão, sendo que ao prefeito foi atribuído valor de R$ 60 mil.
Com base nestes detalhes, a Polícia Federal cumpriu 35 mandados de busca e apreensão em Mossoró e outras cidades do Rio Grande do Norte. Foi apreendido dinheiro em uma caixa de isopor, além de notebooks, celulares e drives externos.
Feito essa reapresentação do caso, vem agora o x da questão. Se estava havendo, por mês, desvio de R$ 270 mil, quanto, efetivamente, foi desviado ao longo dos anos? Quantas pessoas deixaram de receber medicamentos nesse período? E o mais grave: quantas pessoas morreram? Se morreram, implica dizer que, diferente do que muitos dizem, o valor da vida seria correspondente ao que teria sido desviado ao longo dos anos.
Para complicar ainda mais a situação, moral e ética, o prefeito mossoroense, quando questionado por uma emissora de tv da capital se teria o "rabo preso" com as denúncias, ele começou a resposta com "o sistema é bruto". E aqui cabe um comentário: o sistema não é bruto. Ele (sistema) busca a retidão e evitar que pessoas de baixa renda e que, na maioria dos casos, estão quase na exclusão social e distante de políticas públicas, pereçam em decorrência de desvio de conduta.
Em outros momentos, ainda na capital do Estado, o prefeito disse que havia descentralizado o poder e que seus secretários tinham autonomia sobre contratos, bem como os servidores que cuidam de processos licitatórios. Com isso, o prefeito passa a culpa, diretamente, para a sua equipe. E certamente todos serão ouvidos.
Mas também cabe questionamento: como um prefeito não tem conhecimento do que ocorre à sua volta? É de se estranhar que, diante de tantas denúncias envolvendo falta de medicamentos, a luz da incerteza não tivesse sido acesa no gabinete do Palácio da Resistência. E se ele realmente não sabia, o que danados está fazendo na Prefeitura? Afinal, alguém tem que administrar, e se não é o prefeito, quem está por trás?
O prefeito acabou recorrendo a algo que se viu, bastante, no cenário brasileiro, e tentou emplacar o uso de instituições como a CGU e Polícia Federal para fins políticos. "É ano eleitoral", tentou ensaiar. Contudo, desqualificar investigações é o primeiro passo... A história recente do País mostra bem isso.
Muita coisa não casa. E aqui não se diz que o prefeito é culpado. Apenas levantando dúvidas sobre uma administração que ele dizia ser a "bam,bam,bam", a que era maior em tudo. Agora, pela primeira vez na história de Mossoró, a cidade acompanha uma investigação que pode render, e muito, contra um prefeito que quer chegar ao Governo do Estado.
É algo que seus adversários, certamente, vão questionar: se, enquanto prefeito de Mossoró ele não dava conta do que acontecia, como vai administrar um Estado que tem uma estrutura bem maior que a Prefeitura da segunda maior cidade potiguar?
De certo, apenas uma coisa: a saúde de Mossoró não está cuidando nadica de nada das pessoas. Se tivesse, não estaria acontecendo esse escândalo.
A Matemática de Mossoró
Eu sou filho do meu tempo.
A frase acima não é do titular do blog. É do inglês Eric Hobsbawn. E mede totalmente, em se tratando de educação, a possibilidade de visualizar a imensidão que se encontra nas escolas, sejam públicas ou privadas. O uso da frase requer uma leitura aprofundada e direcionada a um ponto específico, um local: Mossoró.
De uma hora para outra (?) - existem sérias controvérsias sobre essa máxima, já que nada surge do acaso - a questão matemática veio à tona. E alude-se o termo "A Matemática de Mossoró" para ilustrar alguma coisa.
O uso aqui, da frase de Hobsbawn, é apenas com o único motivo de afirmar, categoricamente, que quem entende de Mossoró é quem aqui mora e vivencia seus sabores e dissabores. Isto dito, voltemos ao uso recorrente da Matemática abaixo.
A Matemática sentida em Mossoró é de uma periferia abandonada, ruas esburacadas e abandonadas; é de uma estrutura de saúde capenga, com infraestrutura caindo aos pedaços (basta ir nas UPA's e UBS's para constatar), bem como direitos surrupiados.
A Matemática de Mossoró apresenta ruas com piso intertratavado, mas com poucas e em um mesmo bairro. Em uns, apenas duas ruas, excluindo outras e expondo moradores ao sentimento da não-inclusão.
A Matemática que vive em Mossoró permeia problemas oriundos da álgebra, que estuda a relação entre números e símbolos. Por aqui, os sinais matemáticos clássicos são evidentes: soma-se problemas, divide-se dores, subtrai-se direitos e multiplica-se questões de ordem não-éticas. Vide esta operação realizada pela Polícia Federal, decorrente de análises da Controladoria-Geral da União (CGU).
E será daqui que, de acordo com as pesquisas, poderá sair o próximo governador do Rio Grande do Norte. Sabendo como a Matemática de Mossoró está, resta saber se o resultado será positivo. Ou não.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2025
Dá certo a astrofísica ser usada como marketing?
Personagens do imaginário televisivo e que se voltam ao universo infantil e adolescente reaparecem com gosto de gás em ano de pré-campanha. A saber heróis com superpoderes e capazes de alterar realidades. Não à toa começa-se a visualizar postagens no mundo que o marketing acha ideal.
segunda-feira, 20 de outubro de 2025
Rosalba Ciarlini foi retirada de processo criminal sobre o Hospital da Mulher em Mossoró
A ex-governadora Rosalba Ciarlini foi retirada do processo criminal que tratava da contratação do Hospital da Mulher de Mossoró, após a Justiça reconhecer a inexistência de indícios de irregularidade em sua conduta. O processo criminal apurava exatamente as mesmas questões administrativas que hoje são objeto de uma decisão monocrática de primeira instância na esfera cível , e a exclusão da ex-governadora do caso evidencia a contradição de ela ainda figurar como polo passivo em ação de natureza semelhante.
quarta-feira, 1 de outubro de 2025
Reitora da UERN pode estar sendo vítima da misoginia
Alguns, que deveriam ser a voz da verdade, preferem dar vazão à obscuridade relacionada à falta desta e incorre em alto danoso à sociedade. Fala-se aqui de ética, cuja ausência pode causar desgraça, inverdade e até morte. Vez por outra uma "alma deslocada" da realidade tenta colocar a educação em xeque e evidencia um modelo arcaico de pensar a sociedade. Busca-se denegrir instituições sérias, seus profissionais e, com isso, vale-se de uma tática infame para defender suas ideias. Diga-se, de passagem, péssimas para o mundo.
Só quem fala que uma instituição como a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) é um ralo de desperdício de verba pública é quem não a conhece, quem não a viveu e quem não usufruiu das atividades de ensino, pesquisa e extensão. Não sabe do alcance social que a UERN possui e tampouco sabe da importância que ela representa para o Rio Grande do Norte.
Só quem denigre a educação é quem está em dessintonia com a realidade econômica do Rio Grande do Norte e, como consequência, não sabe que existe produção científica, conhecimento, a serviço da sociedade e de maneira bem ampla.
Algum interesse existe por trás dessa verborragia contra a UERN. É fato que existe um campo fértil para notícias falsas que levam à falta de conhecimento e à subserviência popular a quem tem pretensões políticas ou está a serviço do gênero.
Quantas pessoas são atendidas pelos projetos de extensão? Quantos agentes multiplicadores são formados pelo ensino? Qual a profundidade do conhecimento científico na sociedade potiguar?
Certamente quem está criticando a suposta inoperância da UERN tem a resposta e seria oportuno que estas fossem apresentadas. E mais: informar quanto está indo para o ralo e como tal situação acontece. E explicar também como as ações de ensino, pesquisa e extensão ocorrem se o dinheiro tem outra finalidade.
A explicação mais evidente que se tem é o da misoginia: a UERN está sendo comandada por uma mulher que acabou de ser empossada para mais quatro anos na função de reitora. Só pode ser isso!
quinta-feira, 26 de junho de 2025
São João de Assú 2025 atrai 300 mil pessoas em 10 dias; Natanzinho bate recorde de público
O São João de Assú 2025 encerrou na última terça-feira (24) com números impressionantes e uma edição que superou todas as expectativas. Ao longo dos 10 dias de festa, mais de 300 mil pessoas circularam pela Praça São João Batista, consagrando o evento como um dos mais tradicionais do Rio Grande do Norte e o Mais Antigo do Mundo.
quarta-feira, 25 de junho de 2025
Quando o cérebro exala podridão
Em tempos modernos, falta de leitura não é sinônimo de burrice. É pura e simplesmente o reflexo de uma sociedade que prefere o modismo baratal do tiktok e de frases feitas, muitas já surradas e com odores fétidos igual cérebro em desuso. É mais fácil não pensar, até porque tal ato não ficou para quem não é adepto à leitura e prefere abanar as ancas em sinal afirmativo feito cachorrinho (com todo respeito aos animais).
A propagação de uma mentira ganhou dimensão muito extensa. E é pior do que uma arma, justamente letalidade que a segue. Grupos de whatsapp estão recheados de gente mesquinha, adepta da preguiça intelectual e que gosta da bajulação exagerada. E que tudo pode fazer em nome de uma tal ideologia.
Cazuza já falou sobre isso e o futuro continua repetindo o passado. O tempo para estas pessoas, que jogam informações falsas em nome de um projeto político velho e carcomido, parece não ter passado. Mas o vento que leva e traz odores diversos apresenta o óbvio: cheiram a carniça, pois são verdadeiros abutres que infernizam a dignidade humana e não estão nem aí para dores de ninguém. Os outros que se lasquem, pois são apenas os outros. E só.
A verborragia corre solta. Impregna-se comentários curtos, muitos em formas de imagem... Como se uma foto, nesse caso, valesse mais que mil palavras. Puro engano, pois o que enaltece é apenas a sofrência de neurônios brigando para não deixar escapar o óbvio: mentir pode ser proveitoso. Mesmo que provoque o mal a alguém.
O mundo já viu isso. E, de norte a sul, a peleja é a mesma. Algumas pessoas insistem em passar vexame... Mas para quem? Tem quem aplauda e embriaguez intelectual causada pela falta de leitura. E talvez quem insista nessa prática queira voltar a um tempo de facilidade... O povo, quanto tiver a oportunidade de ler, não vai deixar!
sábado, 21 de junho de 2025
Pablo atrai multidão, canta no meio do povo e é o grande nome da 5ª noite do São João de Assú 2025
O 5º dia de shows do São João de Assú 2025 reuniu uma multidão na Praça São João Batista nesta quinta-feira (19). Pessoas de todas as idades marcaram presença para acompanhar os shows de Pedro e Erick, Nuzio Medeiros e Pablo, a grande atração da noite.
A programação começou com a dupla Pedro e Erick, que se apresentou pela primeira vez em Assú. Eles abriram a noite com um repertório que conectou o público logo nas primeiras músicas. Em seguida, foi a vez de Nuzio Medeiros, representante da nova geração do forró, que manteve o ritmo e colocou a praça para dançar com uma apresentação marcada por batidas fortes e grande interação com o público.
Fechando a noite, Pablo, conhecido como o rei da sofrência, protagonizou um momento marcante: desceu do palco e cantou no meio da multidão, emocionando quem acompanhava o show. Seu repertório romântico, com letras que falam diretamente sobre o amor, prendeu o público até a madrugada.
O São João de Assú, celebrado há 299 anos, é uma das maiores expressões culturais do Rio Grande do Norte. A festa preserva a fé, a música e os costumes de um povo que tem orgulho de sua história e tradição.
A programação continua nesta sexta-feira (20), com os shows de Circuito Musical, Gustavo Mioto e Thullio Milionário.
Uern divulga resultado parcial do PSVNI referente ao semestre 2025.2
A Pró-reitora de Ensino de Graduação, no uso de suas atribuições acadêmicas e administrativas, torna público o Resultado Parcial do Processo Seletivo de Vagas Não Iniciais (PSVNI), referente ao semestre letivo 2025.2, regido pelo Edital nº 59/2025 – Proeg.
Pernambuco e Valentes fazem a grande final do Campeonato Municipal Sub-21 de Serra do Mel
O Estádio Municipal “O Fião” será palco de mais um capítulo da história do futebol de base em Serra do Mel. No próximo sábado, 21, às 15h30, as equipes Pernambuco e Valentes entram em campo para disputar a grande final do Campeonato Municipal Sub-21.
Compromisso mantido: servidores de Assú recebem antecipação do 13º durante os festejos de São João
O pagamento pontual injeta recursos importantes na economia local, movimentando o comércio e aquecendo as vendas neste período de São João.
A gestão municipal destaca que o respeito ao servidor e a organização das finanças são pilares da política administrativa atual.
O cumprimento do calendário anual de pagamentos é resultado de planejamento, responsabilidade fiscal e transparência.
quinta-feira, 5 de junho de 2025
Auto de São João Batista será encenado neste sábado (07) e domingo (08) em Assú
A Prefeitura do Assú convida a população para prestigiar o espetáculo Auto de São João Batista, que acontece neste fim de semana, sábado (07) e domingo (08), a partir das 20h, na Praça Anfiteatro Arcelino Costa Leitão, conhecida como Buraco do Prefeito.
Neste ano, o espetáculo traz como tema central a "chama sagrada", símbolo que representa a paixão de João Batista por Deus e sua trajetória marcada por fé e coragem ao anunciar a verdade, cumprindo sua missão como precursor do Messias e instituidor do batismo.
Com direção da renomada produtora Diana Fontes, texto e trilha sonora assinados por Danilo Guanais e figurinos criados por Marcos Leonardo, o Auto de São João Batista reúne 30 artistas da cidade de Assú, selecionados por meio de Chamamento Público e Audições. Foram 45 dias de intensa preparação artística.
Gratuito e aberto ao público, o evento promete emocionar e envolver o público em uma experiência única, misturando teatro, música e fé, tudo isso como parte da programação do São João de Assú 2025, que neste ano celebra 299 anos de tradição.
“É um momento de celebração, arte e fé que fortalece a identidade do nosso povo. Um presente cultural que emociona e reforça o espírito do nosso São João”, destacou o Prefeito de Assú, Lula Soares.
O Auto de São João Batista é mais uma ação com apoio da Prefeitura do Assú, reafirmando seu compromisso com a valorização da cultura local e a preservação das tradições que fazem do município o verdadeiro berço e coração da tradição.
segunda-feira, 26 de maio de 2025
O milagre que Mossoró fez para não precisar de verbas extras
Não faz muito tempo... Mas saiu na mídia mossoroense que a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte não tinha sido agraciada com nenhuma emenda, seja coletiva ou individual, da bancada federal. Só existe uma explicação para o caso: Mossoró, definitivamente, não precisa de nenhuma verba, de nenhum projeto, de nenhum olhar diferenciado. É que vende-se a imagem de que todas as obras que estão sendo realizadas existem por conta de uma excelente administração, que está sabendo, como nunca antes na história da cidade, utilizar os recursos que possui. Com isso, obviamente, que deputados federais e senadores vão destinar dinheiro para outros locais.
Faz sentido que parlamentares tenham essa visão. Por quais motivos vão destinar verba para Mossoró se a cidade está sabendo otimizar o dinheiro que tem? Vejam a maravilha que existe no Anel Viário em andamento. De acordo com a regra da publicidade institucional da Prefeitura de Mossoró, ali não se tem um centavo do Governo Federal, já que não se diz nada sobre isso. Por tabela, entende-se que tudo é executado com verba própria.
Louve-se, pois, o fato de Mossoró estar nessa nova vertente administrativa. Tudo, efetivamente, funciona. E nada, absolutamente, nada, precisa de olhar diferenciado. E se não se faz é por pura falta de vontade, já que existe dinheiro aos borbotões.
Mossoró apresenta ao Rio Grande do Norte um fato inédito, administrativamente falando: existe um fundo de reserva imenso que garante obras de grande porte. Ao ponto de não precisar de nenhuma verba estadual ou federal. Daí, talvez, venha a explicação para o prefeito mossoroense estar em alta para a eleição do ano que vem: consegue garantir todos os serviços e, ainda, incrementa o desenvolvimento da cidade com grandes obras.
Só precisa explicar como conseguiu tal feito, já que não houve milagre da multiplicação de dinheiro. E, seria realmente interessante, a academia pesquisar o que vem sendo feito para que a cidade possa sobreviver, e bem, sem o aparato de recursos estaduais e federais, pois não se anuncia nadica de nada quem, por ventura, possa ter enviado alguma emenda. Mossoró é, realmente, exemplo a ser seguido.
sábado, 24 de maio de 2025
Imprensa poderá se credenciar para o São João de Assú 2025 na próxima segunda-feira (26)
A Prefeitura do Assú informa que os profissionais de imprensa interessados em realizar a cobertura do São João do Assú 2025 devem realizar o credenciamento nos dias 26 e 27 de maio (segunda e terça) por meio do site oficial: https://assu.rn.gov.br/
Reconhecido como o São João mais antigo do mundo, o evento chega à sua 299ª edição reunindo fé, arte, cultura e tradição. A festa acontecerá de 14 a 24 de junho, com uma programação intensa que contará com grandes atrações nacionais e artistas locais, movimentando a economia, o turismo e a cultura da cidade.
Além dos shows e celebrações religiosas, a programação inclui mais uma edição do tradicional Auto de São João Batista, um espetáculo que emociona e valoriza a história do padroeiro da cidade. Nos dias 7 e 8 de junho, a partir das 20h, o Anfiteatro Arcelino Costa Leitão (Praça do Buraco do Prefeito).
O São João do Assú é uma realização da Prefeitura Municipal em parceria com Governo do Rio Grande do Norte, Fundação José Augusto (Lei Aldir Blanc, Lei de Incentivo a Cultura), Ministério do Turismo/Governo Federal, SESC e SENAC.







