A campanha eleitoral deste ano serve para mostrar força política em alguns municípios potiguares. E podem ser visto como uma espécie de termômetro "antecipado" para 2028. E, de certo modo, é assim que a coisa funciona. Onde se tem um "ar mais político", por exemplo, fez-se o que seria esperado quando se tem vislumbre de continuação de projeto político, bem como de ruptura para outra vertente.
E é aí que está a questão: uma eleição remete, necessariamente, à próxima. E não foi diferente agora. Em algumas cidades já se tem um "retrato" do que vai acontecer em 2028. E, a depender de circunstâncias futuras, pouco será alterado. É o que se percebe, por exemplo, em Grossos.
Na cidade praiana a prefeita Cinthia Sonale (União Brasil) não esperou por 2028 para colocar o "bloco na rua". Tratou logo de mostrar ao eleitor que o seu sucessor tem nome e rosto: trata-se de Diego Alves. A prefeita sabe que é preciso massificar um nome se quiser chamar de "seu". Até para evitar surpresas. E ela está certa.
Olhe o que aconteceu, por exemplo, no âmbito estadual: a governadora Fátima Bezerra (PT) deixou para última hora a definição e o seu candidato corre o risco de não ir para o segundo turno. Claro que depende de várias nuances, mas é um exemplo.
No caso de Grossos, Cinthia entendeu que precisava se salvaguardar. Até porque ela não tem mais o direito de buscar a reeleição. E, obviamente, quer eleger o sucessor.
As movimentações políticas realizadas pela prefeita indicam que ela estaria no caminho certo.









