terça-feira, 31 de maio de 2022

Inauguração de obra inacabada é apenas para tirar tapume da Rio Branco

A inauguração da parte externa do Teatro Municipal Dix-huit Rosado,  de melhorias feitas no Memorial da Resistência e a pintura da Praça da Convivência seerá feita em um mesmo dia, ainda esta semana. Foi desculpa externada pelo prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) ao suspender a inauguração prevista para a noite da segunda-feira (da pintura da Praça da Convivência). Um planejamento que suspendeu outro e que resultou, claro, na falta de um. Sim, porque se já estava tudo certo não teria motivo para cancelar o evento.

A desculpa não colou. E a verdade é que a Prefeitura de Mossoró não planejou o evento Pingo da Mei Dia como deveria. Vamos raciocinar: a Avenida Rio Branco está cheia de tapumes. O cidadão que quisesse apenas observar o evento não teria espaço algum e seria obrigado a entrar na chamada "pipoca", que vai atrás do trio elétrico.

O prefeito Allyson Bezerra percebeu a meleca que iria ser e resolveu cancelar a inauguração da segunda-feira. Mas a ideia é uma só: deixar a avenida Rio Branco bonita para o visitante e passar a imagem de que ele é um bom gestor, que cuida da cidade, isso e aquilo. Pode até funcionar. Mas quem é de Mossoró sabe que, por exemplo, a inauguração da Praça da Covivência e do Teatro Municipal Dix-huit Rosado será apenas de fachada. Sim, porque os dois equipamentos não terão nenhuma condição de funcionamento (leia matéria sobre a Praça da Convivência).

Então, o blog imagina que foi apenas uma maneira que o prefeito encontrou para amenizar a falta de planejamento relacionado ao evento em si. Com a avenida Rio Branco cheia de tapume não rolava. E olhe lá se der tempo para concluir os serviços da parte externa que ele quer inaugurar. O prefeito passou o ano de 2021 praticamente com essas obras em banho maria e agora veio a famosa lei do retorno.


Lawrence Amorim atrasa repasse ao Previ-Mossoró

O presidente da Câmara Municipal de Mossoró, vereador Lawrence Amorim (Solidariedade), não faz o repasse previdenciário, o patronal, ao Previ Mossoró há três meses e está com um débito de R$ 130 mil. Ele tentou parcelar a dívida, mas o presidente da entidade (previ Mossoró), Paulo Linhares, não aceitou.

O assunto veio à tona em publicação no Jornal Oficial do Município e foi tema de reunião da Previ-Mossoró em 17 de maio que passou.

O atraso no repasse ao instituto Previ-Mossoró pode ser um calo para Lawrence Amorim.

Ainda mais em ano eleitoral, quando os mínimos detalhes são apresentados e questionados. Lawrence é pré-candidato à Câmara Federal.

No mínimo o presidente da Câmara Municipal de Mossoró tem o dever de explicar sobre o atraso e dizer porque houve tal situação.

Falar em aumento de despesas não cola. Falar em aumento no número de vereadores também não.

O destino do que é repassado ao Previ e que não chegou ao seu destino deve  muito bem explicado pela Câmara Municipal.

segunda-feira, 30 de maio de 2022

Prefeito suspende inauguração e expõe falta de planejamento

A inauguração da Praça de Convivência, prevista para esta segunda-feira (30/05), foi cancelada pelo prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade). Alegou-se que o ato ocorreria ainda esta semana e que uniria mais dois equipamentos públicos: o Teatro Municipal Dix-huit Rosado e o Memorial da Resistência.

Cá com os seus botões, o blog pensa que o critério para o cancelamento da inauguração não seria mesmo o alegado pela Prefeitura. Até porque uma Prefeitura do porte de Mossoró precisa, de, no mínimo, planejamento para seus atos inaugurais. E se houve o cancelamento, indica dizer que houve pressa do prefeito em apresentar ao cidadão alguma resposta.

E mais: as inaugurações que o prefeito pensa em concretizar ainda essa semana, conforme informação divulgada pela Prefeitura de Mossoró, serão, como se diz no popular, “meia boca”. Ou seja: o prefeito vai entregar obras incompletas, como a própria praça (leia aqui).

A administração Allyson Bezerra cai em descrédito com essa situação. Passa a imagem de amadorismo total e coloca em xeque serviços que fazem a diferença na vida do mossoroense de maneira geral.

O blog torce, sinceramente, que o prefeito encontre o tino da sua gestão e deixe os desatinos para os amadores. Afinal, ele vive se autopromovendo o tempo todo. Torcemos que a administração atual não se transforme no maior fiasco da história política a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte.

‘A coragem é a chave para vencer qualquer medo’


Arton Bezerra Peixoto, 27, tinha o sonho de ser dono do próprio negócio. Quase no final do ano passado ele foi dispensado da empresa onde trabalhava e, tão logo isso aconteceu, resolveu dar vazão ao projeto que estava na sua mente desde cedo. E, em dezembro, abriu uma clínica odontológica, tendo como sócio um profissional da área. Hoje, passado alguns meses, ele analisa que foi a decisão mais certa que tomou. Nesta entrevista, ele conta um pouco da sua experiência e enfatiza que existem obstáculos para quem quer empreender. Mas diz que a pessoa não pode desistir. Graduado em Administração de Empresas e com especialização em Gestão Comercial e em cursos na área da Saúde, Airton enfatiza que existem poucos jovens empreendedores na área que atua e que, apesar das dificuldades iniciais, diz que não se vê atuando em outra área. Leia a entrevista abaixo:

 

O jovem tem encontrado dificuldade em espaço no mercado de trabalho formal. O caminho seria o empreendimento?

Existe, sim, uma dificuldade muito grande do jovem de buscar trabalho no mercado hoje em dia. O mercado de trabalho exige muito. E muitas vezes a exigência é tanta que muitos jovens não conseguem um trabalho básico por diversos motivos: falta de estudo, família desestruturada, falta de apoio dos equipamentos públicos e diversos outros. O que muitas vezes levam muitos jovens a buscarem trabalhar por conta própria, e tem também aqueles que nascem com o espírito empreendedor, como é meu caso, sempre desde pequeno, sempre tive um sonho de ter o meu próprio negócio e de liderar uma equipe. Já fui líder de grupos em igreja, de sala. Lembro bem que quando eu entrava numa disputa, os outros candidatos desistiam, pois sempre eu ganhava a eleição por maioria absoluta, sempre tive o poder de influenciar e gosto do que faço. Mas, como eu estava dizendo, o que muitas vezes levam o jovem a empreender é justamente a falta de oportunidade no mercado de trabalho.

 

A palavra empreender está em evidência e fala-se que os jovens deveriam se voltar para o empreendimento. Existe, realmente, espaço, para o empreendedorismo?

Existe, sim. Empreender não quer dizer que você já vá montar uma grande empresa, contratar muitos funcionários e ganhar muito dinheiro. Empreender é muito mais amplo que isso. Um dos requisitos é ter visão. Você pode empreender sendo funcionário de uma empresa, vendendo pipoca na rua, vendendo sanduíche, vendendo açaí, mas você precisa ser criativo para se diferenciar dos outros e conquistar o diferente. Existem muitas pessoas que, com o básico, conseguem se destacar e ser empreendoras de acordo com sua realidade.

 

Você é graduado em Administração e está atuando em uma clínica odontológica. O que te fez migrar empreender em uma área totalmente diferente da tua?

Eu não costumo dizer que estou atuando em uma área diferente da minha. Quem se forma em administração por amor e gosta da área sai preparado para administrar qualquer instituição, seja ela de saúde ou não. O curso de Administração é amplo. Vemos de tudo. E o que conta também são meus anos de experiência na área.

 

Existem outros casos de jovem empreendedor na Odontologia sem ser graduado na área?

São raros. Geralmente quem empreende na área odontológica são odontólogos, ou pessoas mais maduras, que se envolvem no segmento e com alguns anos veem que é viável e decidem investir. Em outros Estados é mais comum recepcionistas, gerentes formarem sociedade e investirem em clinicas. No meu caso, fui mais ousado. Não peguei uma estrutura pronta. Comecei do zero, onde eu mesmo era quem atendia e fazia a limpeza da clínica, além de ajudar aos dentistas no que tivesse dentro das minhas possibilidades. Com o tempo, fui ampliando e montamos nossa equipe.

 

Quais os obstáculos para quem quer empreender?

Alguns dos obstáculos é o medo da incerteza, que nos faz fazer as perguntas: será que vai dar certo?  Eu devo largar o certo para ir em busca do incerto? A coragem é a chave para vencer qualquer medo e ir em busca dos nossos objetivos. Chegou um determinado ponto que eu tomei a decisão de enfrentar os medos e lutar. E graças a Deus, tomei a decisão certa.

 

Qual o passo a passo para quem quer empreender e ser dono do próprio negócio?

Para todo e qualquer empreendimento dar certo é bom, primeiro e antes de tudo, fazer o planejamento. Ao se preparar, é bom a gente anotar todas as ideias, economizar e não gastar com coisas desnecessárias. Claro que é preciso buscar entender o ramo, calcular os riscos, ser persistente e, se possível, ter uma reserva que cubra suas despesas para seis. Isso para poder fazer com que o negócio avance sem muitas despesas no início.

 

Obviamente que quando se fala em ser “dono do próprio negócio” alguns critérios devem ser levados em consideração. Quais você destacaria?

Empatia é a palavra que mais uso no meu vocabulário. Quando nos colocamos no lugar das pessoas, temos a oportunidade de ver as coisas de um outro ângulo. Essa empatia, de sempre buscar o melhor, dá satisfação e nos possibilita entender que, apesar das pessoas as vezes serem difíceis, elas estão ali para nos mostrar que sempre podemos ser melhores. E isso atribui a líderes, a funcionários, a clientes. Atribuo às pessoas, de uma forma geral. Quando se tem empatia, o ambiente se torna mais humanizado e os clientes se tornam seus amigos. Cria-se um vínculo que faz bem ambas a partes.

 

Quais erros mais comuns se percebe no empreendedorismo?

Achar que você pode fazer tudo sozinho, que você não precisa de ninguém, que chegou aonde chegou por mérito próprio. E nós sabemos que ninguém chega a lugar nenhum sozinho. Sempre devemos ter a convicção que por trás de nós, sempre vai existir um alguém, ou um grupo que foi ou é responsável pelo nosso sucesso.

 

Ser empreender é sinônimo de mudança de comportamento e no trato com as pessoas?

Para mim não muda nada em relação ao meu relacionamento com as pessoas. O que mudou foi o peso da responsabilidade de saber que muitas pessoas dependem das minhas decisões, errando ou acertando e que a cada dia é um desafio novo, que precisamos ter jogo de cintura para os desafios, e sempre acreditar que tudo vai dá certo.

 

Agora, depois de alguns meses com o próprio negócio, o que você diria para quem quer empreender?

Que tenha humildade, pé no chão, coragem e não ter medo de nada nem de ninguém. Se você tem um sonho, lute e vá em busca dele. Com certeza, você consegue. Não tenha medo das portas que se fecham, muitas outras abrem e tudo quando não se vem para agregar, vem para ensinar.

Prefeito inaugura obra que pode não ter serventia alguma

A Praça da Convivência será reinaugurada nesta segunda-feira, 30/05, pelo prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade). A parte a ser reinaugurada, conforme o blog tem acompanhado pelo projeto que previu a obra no local, é só a parte externa, como pintura e calçada. A interna, nada muda. Tudo continua como antes. Até porque a licitação que se voltava aos serviços foi feita em dezembro, deixada ainda pela gestão Rosalba Ciarlini (PP).

O ato inaugural desta noite será idêntico ao de um teatro que não se pode utilizar o palco. Ou seja: não terá serventia alguma. Como não se viu nenhuma publicação relacionada a um pregão, voltado para escolha de uma empresa para administrar a Praça de Convivência, entende-se que tudo ficará como sempre esteve nestes últimos meses: sem cliente, sem comida e sem movimento.

Pelo projeto elaborado para uso dos recursos do Finisa, haveria a licitação e posteriormente, um pregão para que uma empresa fosse selecionada para administrar o local e, assim, definir como seria a parte interna. É que cada estabelecimento tem sua particularidade: uma pizzaria não pode ter a mesma particularidade envolvendo uma sorveteria, por exemplo.

Além disso, a parte da segurança, banheiros e limpeza não foi resolvido, com relação à manutenção. Então, a pergunta que fica é: por quais motivos o prefeito insiste em ato inaugural sem a devida completude da obra? Foi assim com o piso da Estação das Artes. Sim, isso mesmo: houve a inauguração de um piso.

O blog lembra que foi feito um contato com o Sebrae, na gestão Rosalba, visando se detectar as peculiaridades comerciais de cada empreendimento que viesse a ocupar a Praça da Alimentação. Funcionaria como um shopping a céu aberto.

O blog foi informado que a licitação feita para a obra na Praça da Convivência foi a mesma deixada pela gestão Rosalba Ciarlini, assim como a do Memorial da Resistência e o asfalto da avenida Dom Elder.

O prefeito simplesmente está inaugurando obra que não pode funcionar. Ao menos que tenha havido pregão, que ninguém viu nem leu, para escolha de empresa para administrar o empreendimento.

 


Allyson ‘surfa’ no trabalho de Rosalba com obras do Finisa

O prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) tem até dezembro deste ano para tirar proveito dos recursos do Finisa. A verba assegurada pela ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP) tem prazo para ser utilizada em dois anos. Como ela não pôde iniciar os serviços em 2020, por ser ano eleitoral, e o prefeito passou 2021 sem assentar uma pedra de paralelepípedo, o “sonho de boa gestão” termina este ano para o prefeito.

A partir de janeiro de 2023, sem verba do Finisa e com o orçamento praticamente comprometido com aspectos da administração (folha de pagamento e outras obrigações legais), é que Allyson Bezerra terá seu momento de mostrar, definitivamente, que é o “melhor prefeito que Mossoró já teve.” Sim, porque a mania de grandeza faz parte do seu vocabulário.

Mesmo que ele esteja economizando nos projetos do Finisa, como é o caso da obra feita na Estação das Artes Elizeu Ventania, que ficou sem palco e camarote fixos, o prefeito não vai poder utilizar a verba economizada em 2023. No caso da Estação, o que fica é a inauguração do piso. E nada mais. O projeto original previa, como já foi dito, palco e camarote fixos, piso lateral de tijolos entrelaçados e asfalto no meio.

Resta saber como ficará o Teatro Municipal Dix-huit Rosado. Ali o maior problema está na parte interna. Quando for reinaugurado pelo prefeito é que a classe artística poderá conferir se houve melhora ou se foi feito apenas uma gambiarra, como aconteceu com o Hospital Psiquiátrico de Mossoró Dr. Milton Marques de Medeiros.

Carlos Eduardo deve usar 'colírio milagroso' ao falar para o eleitor


O ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT) vai ter que expor bons argumentos para que o eleitor possa assimilar a ideia de que ele está na mesma chapa da governadora Fátima Bezerra (PT). No mínimo o pedetista vai dizer que fez uso de um milagroso colírio que o fez enxergar a competência administrativa de Fátima, algo que ele condenou nas eleições de 2018, quando disputou o Governo do Estado contra a petista.

A leitura que se faz é que Carlos Eduardo foi aceito pelo PT pelo fato de que o partido não quer apostar e precisa do apoio dele junto ao eleitorado da capital, onde Fátima Bezerra deixa a desejar, politicamente falando. Tirando esse aspecto, não existiria nada de benéfico para ele.

E é bom que se diga que a governadora Fátima Bezerra foi extremamente habilidosa ao aceitar a presença de um segundo Alves na chapa majoritária (o primeiro é o deputado federal Walter Alves, que será o candidato a vice-governador dela).

Ele era o único que ameaçava diretamente a reeleição dela. Tem quem diga, até, que Carlos Eduardo deixou o cavalo passar selado. Isso pelo fato do Governo Fátima não ter ido tão em quanto se esperava.

Agora, com o nome praticamente aceito pelo PT, Carlos Eduardo terá que se desdobrar para explicar mudança repentina de opinião em menos de quatro anos. O que será que ele vai dizer para passar para o eleitor que Fátima Bezerra é o melhor nome agora? Além disso, como explicar que na eleição de 2018 ele estava apoiando o então candidato Jair Bolsonaro, que vai tentar a reeleição este ano e tem como principal adversário o ex-presidente Lula, do PT?

sexta-feira, 27 de maio de 2022

Estação das Artes fica sem palco e camarote fixos


Um valor superior a R$ 3 milhões, verba do Finisa, está sendo investido na Estação das Artes Eliseu Ventania pela Prefeitura de Mossoró. A placa que sinaliza a obra, contudo, não informa quais serviços estão sendo executados e alude que os trabalhos têm prazo de oito meses. E só. Não fala a fonte dos recursos. São poucas as informações publicizadas, deixando a transparência a desejar e abre margens para especulações diversas. Sendo uma delas a seguir: quanto, verdadeiramente, vai ser investido na Estação das Artes?

A pergunta é pertinente porque quando se olha o quadro de valores informado pela Prefeitura de Mossoró à Caixa Econômica Federal, ainda na gestão da então prefeita Rosalba Ciarlini, existe um montante considerável para investimento em prédios públicos, bem como construção de equipamentos voltados para a cultura e ao lazer dos mossoroenses.

Para serviços de Construção e Manutenção das Áreas de Esporte e Lazer, por exemplo, o Finisa dispõe de R$ 11.222.255,99. Se a verba de pouco mais de R$ 3 milhões estiver dentro desse valor, implica dizer que a Prefeitura vai enfrentar dificuldade para concretizar outros benefícios na Avenida Rio Brancos, como a construção de uma arena de quadrilha junina.



O blog teve acesso ao projeto do Finisa e lá consta, por exemplo, que a Estação das Artes Elizeu Ventania será contemplada com a construção de um palco fixo, além de restauração na parte superior e construção de banheiros. Pelo que se divulga pela Prefeitura de Mossoró, apenas o piso e restauração parcial do prédio está em execução.

A princípio, o piso da avenida principal seria de asfalto e as laterais ficariam com blocos, como está agora. Tudo indica que o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) alterou o projeto: retirou o palco fixo, um camarote fixo e uma bateria de banheiros (feminino e masculino, com acessibilidade). O camarote fixo ficaria na parte lateral, próximo ao muro. O prédio é histórico e não pode sofrer alterações.

Rosalba descarta candidatura ao Executivo estadual

Não há nenhuma possibilidade da ex-governadora e ex-senadora Rosalba Ciarlini (PP) sair candidata ao Governo do Estado. Essa especulação vem ganhando corpo nos últimos dias, mas é rechaçada pela própria Rosalba. Ao blog, ela afirmou que essa cogitação não existe e vai manifestar interna e publicamente essa decisão ao partido. “Está fora dos meus planos”, comentou.

Rosalba acrescentou que, por dever e responsabilidade de quem recebeu a missão do eleitor de Mossoró e do Rio Grande do Norte a representá-lo por seis vezes, todas em eleições majoritárias, está acompanhando o momento pré-eleitoral, mas isso não quer dizer, necessariamente, que será candidata.

O blog questionou sobre a possibilidade de uma pré-candidatura às outras funções, comopor exemplo ao senado, a deputada federal ou estadual. O tom de convicção da negativa a esses cargos já não é tão enfático quanto à negativa de pré-candidatura ao executivo estadual

“Haverá discussão externa e interna (partidária). Mas não há possibilidade de eu ser candidata ao Governo do Estado por não haver essa pretensão da nossa parte”, afirmou Rosalba Ciarlini.


Foto: Jornal de Fato

quarta-feira, 25 de maio de 2022

'Mundo de Allyson' não vê problemas em Mossoró

O "mundo de Allyson" começa a desmoronar. Entre tantas idas e vindas, em pouco tempo de gestão, parece que a realidade criada pelo prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) começa a ser desfeita. Quem assiste ao anime Naruto, por exemplo, pode-se dizer que o jutso do prefeito encontrou um adversário à altura: a realidade. No ano passado, por exemplo,ele bradou aos quatro cantos da cidade que o problema do alagamento estaria resolvido. E seus assessores, pagos direta e indiretamente, listaram ruas e avenidas que teriam ficado livre dos transtornos provocados pela chuva.

Mas basta que chuvas intensas caiam em Mossoró para derrubar o "mundo de Allyson". Quem tentou trafegar pelas avenidas Dix-neuf Rosado e Diocesana, por exemplo, percebeu claramente que a famosa "mídia Smurf" - tão propagada no passado por quem, hoje, dela participa - mentiu descaradamente. Na Avenida Diocesana, a água chegou a invadir faculdade e escola. Na Dix-neuf Rosado, a conhecida Leste-Oeste, trafegar ficou impossível.

Mas o "mundo de Allyson" segue sua sanha. Tudo está ficando azul. De escolas à suposta realidade, que permanece cantada e decantada virtualmente. Mas o mundo real está mostrando que nem tudo é como se apresenta, via palavras falada e escrita.

Mossoró segue acompanhando esse mundinho à parte criado pelo prefeito e que só serve única e exclusivamente para tentar enfatizar um suposto domínio administrativo. Qualquer palavra dita vai surgir como ensaiada à exaustão. Tal qual o gesto que o prefeito faz nas suas fotos: externa um falso poder. O punho fechado e o chapéu de vaqueiro não colam mais. Só entusiasmam quem está sendo pago para aplaudir.

E, enquanto os aplausos seguem pela claque virtual, principalmente, Mossoró parede pela falta de gestão. O que será do "mundo de Allyson" quando a verba do Finisa acabar? O que o "mundo de Allyson" vai fazer quando não tiver mais recursos para pavimentação, fruto de emenda parlamentar?  Será que alguma lagarta azul (tal qual surge em Alice no País das Maravilhas) vai surgir para dizer ao prefeito que ele precisa mudar? E se surgir, não será uma mudança tendenciosa, já que o prefeito gosta do azul?

Enquanto a saga do "mundo de Allyson" carece de respostas, assim como os problemas que afetam Mossoró, o cidadão vai ficando à margem da realidade e vivenciando todo tipo de vexame.


Sem veracidade



Para piorar essa realidade do "mundo de Allyson", os auxiliares direto do prefeito não têm a menor preocupação em checar alguma notícia e o próprio prefeito passa uma informação mentirosa para a população. O blogueiro Ismael Sousa,por exemplo, chegou a comentar, ironicamente, que Mossoró seria alvo de ciclones tropicais. 



Foi o bastante para o prefeito twitar nas suas redes sociais, cuja postagem foi apagada posteriormente. Essa constatação passa a imagem de uma gestão despreparada para tudo. Até para checar a veracidade de alguma notícia. O que o prefeito Allyson Bezerra for dizer, de agora em diante, será verdade?


segunda-feira, 16 de maio de 2022

Matéria da prefeitura confirmou soprepreço de estrutura temporária do MCJ

Bizarro, absurdo, esquisito e com odor cada vez pior estão os anúncios públicos do prefeito Alysson Bezerra sobre os preços dessa estrutura. Como foi primeiro anunciado através do JOM que custaria R$ 23 milhões, surgiram notícias em blogs e analistas que não fazem parte do grupo de blogs e meios que estão ‘matriculados’, o prefeito através do JOM esmiuçou e divulgou uma planilha de R$ 12 milhões (quase R$ 10 milhões a mais que em 2019) para fins licitatórios.

Depois a imprensa independente anunciou que a mesma empresa com a estrutura foi contratada por R$ 2,6 milhão e aí, bizarra e pitorescamente, no mesmo dia o prefeito anunciou que não custaria R$ 12 e sim R$ 6 milhões. Novamente um grupo de pessoas livres, dessa vez, militantes da esquerda (enfim fazendo oposição) mostrou um gráfico, enfatizando o quanto que estão superfaturando os itens do Cidade Junina e o salto de valores.

Novamente o prefeito através de release oficial, na mesma hora, afirma que baixou para R$ 4,1 milhão. Pode se falar uma verdade? Se há uma planilha divulgada pela própria Prefeitura afirmando que os itens custariam R$ 12 milhões e a cada ligeira crítica de algum veículo ou jornalista que não é pago pelo Município mostrando o salto, o sobrepreço e o superfaturamento, que seria a princípio de quase R$ 10 milhões, na mesma hora o prefeito solta nota em veículo oficial dizendo que vai baixar e se autoelogiando, dizendo que o sobrepreço de alguns milhões a mais que permanece seria zelo e ética da parte dele.

Cá entre nós – fica explícito que os valores não definidos pelas estruturas, suas quantidades, a mão-de-obra, cálculos e etc. fica explícito que é uma decisão pessoal o valor, baseada em repercussões na imprensa. A estratégia é: se falarem muito, a gente baixa um pouquinho o valor da mamata e divulga notícia dizendo que Alysson está economizando.

 

Outra prova

Outra evidência nítida, explícita e rebolada aos quatro cantos pelos próprios veículos foi que para conter a descoberta de que o valor é absurdamente mais alto do que o praticado no mercado e do valor contratado em 2019, foi o release divulgando que ele baixaria para R$ 6 milhões.

No próprio texto afirma que “ a depender da montagem poderá ser anunciada uma nova redução de valor”... e aí vieram as notícias comparando os valores, antes mesmo do início real da montagem das grandes estruturas e aí mesmo praticamente sem ter começado a montagem, o prefeito anuncia que os valores iriam pular para R$ 4,1 milhão. R$ 2 mi a menos do anúncio de 5 dias atrás.

Ou seja, fica nítido que não foi a montagem que fez haver uma economia e sim uma margem de superfaturamento que existe (e ainda está existindo). Sobrepreço às vésperas de uma eleição.

 

Em tempo

Detalhe: o salto do sobrepreço ainda é grande. As mesmas estruturas contratadas em 2019 à mesma empresa custaram R$ 2,6 milhões ao contribuinte (povo). O sobrepreço está ainda no patamar de R$ 1,5 milhão. Talvez com esta análise a prefeitura divulgue novo valor, confirmando que está trabalhando com uma margem de sobra ou não.

 

Sumiço da matéria

O curioso é que a matéria anunciando nova redução mesmo sem ter começado a montagem para valer, além de não trazer nenhum detalhamento, foi retirada das matérias do site da prefeitura.

Outra confissão pública de que a matéria seria somente para tentar conter sentimento de contestação, críticas e silenciar a cidade para que não haja fiscalização por parte de outros poderes e de órgãos como o ministério público.

Últimas do dia dos bastidores da Política

O blog fez uma Blitz de captação de informações sobre os bastidores da sucessão estadual e aqui vão as últimas novidades relativas aos grupos e partidos do Rio Grande do Norte e de Mossoró.

Repercussões do artigo de Ugmar Nogueira sobre oposição em Mossoró e o Rosalbismo

O Jornalista Ugmar Nogueira fez artigo chamado “O Rosalbismo só sabe jogar com a bola no pé?” Criativo o título, que versava sobre a estranheza deste jornalista,  mais alinhado à esquerda, sobre a eventual pouca oposição e pouco ativismo de Carlos Augusto Rosado e Rosalba Ciarlini, meio que afirmando que sem administração eles não saberiam trabalhar politicamente.

Sobre o artigo em si, concordo no aspecto que diz que Alysson não tem nenhuma oposição, ou se tem é muito amena, seria a oposição dos sonhos de qualquer político, mas discordo frontalmente em querer atribuir a Carlos Augusto e Rosalba tal ausência.

Na verdade, eles são os que menos tem responsabilidade nessa sonolência da oposição em Mossoró, na verdade o próprio PT tem faltado qualquer iniciativa de oposição, como também outros grupos de Mossoró. E muitas vezes pareceram mais preocupados em tentar centrar fogo e minar Rosalba que, embora não tenha ganho as ultimas eleições, foi quem polarizou uma disputa à prefeitura que eclipsou a própria Isolda e a ex-prefeita Claudia Regina, fadando ambas a ter votações modestas.

Acredito que Carlos Augusto, que já se aproxima dos 80 anos de idade e Rosalba, daqui a pouco também mudando a casa decimal da idade, tentaram na verdade ligar um “stand-by” político para não criar uma pressão em torno dela de uma candidatura que aparentemente não faz parte dos objetivos e sonhos do casal e do seu grupo. Aparentemente Rosalba não descartava publicamente, mas todos os demais sinais como praticamente desativar suas redes sociais, militavam na direção de que não quer ser candidata nestas eleições de 2022.


Chuva de convites.

Convites não faltaram e até hoje existem para que Rosalba participe do pleito como candidata. Cerca de sete partidos a chamaram para se filiar para concorrer à deputada estadual, houve convite também para que ela concorresse a deputada federal e ainda está em curso um grupo de pessoas próximas a um candidato ao Governo Haroldo Azevedo, mostrando e confidenciando a ela um resultado bastante expressivo e surpreendente para quem subestima a política Rosalba. Isso com o nome dela ao Senado, que estaria tecnicamente empatada na segunda colocação com candidato que está há mais de dois anos está lançado e ambos não muito distante do 1° colocado na sondagem.


Sobre o projeto de Haroldo

A candidatura de Haroldo Azevedo, diga-se de passagem, não pode ser subestimada. Com vários oposicionistas que não se empolgam com Fábio Dantas, a começar pelo Prefeito de Natal Álvaro Dias, se Haroldo conseguisse um apoio como o do Progressistas, ganharia um fôlego E se também viesse a receber o apoio de Álvaro, triplicaria esse fôlego.

Em tempo: Haroldo tem esse fôlego e a tendência é transformar isso em intenção de votos, não só o entusiasmo da turma “bolsonarista de primeira hora, mas uma imagem positiva e limpa no substrato da sociedade que o conhece. Com entrevistas, debates, programas de radio, TV e com a Internet, certamente ampliará essa imagem positiva.

Se poderá ser uma ameaça a Fabio Dantas ou a Styvenson para ser o contendor de Fátima no segundo turno, isso só o tempo dirá. Subestimar uma candidatura de fora do meio político, eu não subestimaria. O atual governador do Distrito Federal, por exemplo, era um “mero” advogado quando se candidatou em 2018. Suplantou todos os políticos de lá e ganhou as eleições.

sábado, 7 de maio de 2022

Valor para estrutura temporária de camarotes e palcos do Cidade Junina será de mais de R$ 11 mi

Alguns acreditam que a atual administração de Mossoró não tem marcas e a única coisa que transparece, mesmo que tardia e lentamente, são as obras do Finisa, cuja verba foi conseguida e trazida pela gestão anterior após uma recuperação das finanças e reestruturação que permitiu a prefeitura contratar tal operação de crédito. No entanto, já se pode dizer que a gestão Allysson Bezerra possui um padrão que ocorre desde uma contratação na saúde até a de estruturas temporárias, sendo que estas serão removidas passadas o período da festa junina.

A contratação de serviços por cinco ou seis vezes o valor pago por outros prefeitos de outras cidades e também de outros prefeitos anteriores. Exemplos não faltam para mostrar esta marca: contratação de empresa para recolhimento hospitalar. Antes custava menos de R$ 100 mil, hoje está custando meio milhão de reais. Banheiros do Cidade junina, antes era contratado por R$ 80 mil,  nesta edição custará R$ 500 mil.

Também impressiona a coincidência de valores cravados e fechados na atual administração. Há calculo técnico por trás balisando? Parece que não. Fica difícil acreditar. Esmiuçaremos abaixo essas contratações ‘polêmicas’, mas antes é preciso dizer o óbvio ululante.

Ao propor na semana passada tomada de preço de R$ 24 milhões (valor também cravado, dividido em duas tomadas, uma de R$ 11,5 milhões e outra de R$ 12,5 milhões) para estruturas de festas e shows. Saliente-se que até o último Cidade Junina tudo custava no máximo R$ 4 milhões. Allyson chamou a atenção de muitos e mais ainda: mostrou que a história de que a Prefeitura estava quebrada e não tinha dinheiro para nada, não tinha nenhuma realidade e que com o decreto da calamidade financeira conseguiu abrir a porteira para diversas contratações sem licitação.

Mesmo planejando torrar mais de 30 milhões com a farra junina (o termo ficou bastante apropriado dessa vez) e constatadas contratações de bandas com valores acima do praticado em outras prefeituras, a exemplo do cachê de Wesley Safadão, com sobrepreço de 20% ao de outras cidades, o prefeito foi mais além e, na prática, debochou da população quando, em alto e bom tom, declarou no twitter e redes sociais que o valor de quase 12 milhoes para esta contratação tinha sido fruto do zelo com o dinheiro público e que esta contratação representava uma economia de 50% aos cofres públicos.

Como assim jovem prefeito? A estrutura de 2019, por exemplo, a mesma utilizada em eventos como o Carnatal, o maior fora de época do país, não custou mais que R$ 4 milhões e ‘uns quebrados’, como diz o matuto. Todo o evento custou R$ 7,9 milhões com o mesmo número de atrações renomadas. Só para se ter ideia, o Pingo fora comandado por ninguém menos que Raí Saia Rodada em 2019. O evento, com todos os artistas nacionais e todas as  despesas  de todas as naturezas pagas de 2019, custou 33% a menos do que será o gasto da estrutura física temporária que será instalada.

Nesse Cidade Junina o gasto superará os R$ 20 milhoes facilmente. Um valor 300% mais caro do que todo o gasto de 2019, que foi o São João mais consagrado de todas as edições.

Se Alysson conseguisse manter o plano manifesto e exposto na tomada de preço de R$ 24 milhões apenas para a estrutura temporária, o cidade Junina vai passar dos R$ 30 milhões facilmente, já que de cachê de artistas ainda será mais R$ 3,6 milhões. Fora o gasto com outros polos, como Chuva de Balas e o das quadrilhas que se apresentarão.

Se o mossoroense fosse informado devidamente desses valores em uma rede social como o whatsapp, ao ver o prefeito e a comunicação oficial afirmando que está economizando 50% de um valor mega superfaturado, o mossoroense responderia no mesmo whatsapp com uma figura (emoji) desconfortante. Afirmar que está reduzindo o valor quando está aumentando em 400% (de R$ 4 para R$ 12 mihões) o preço das estruturas temporárias (banais) quando se pretendia dar estouro de 800% (pretendia-se passar dos R$ 24 milhões) é sim fazer o cidadão de palhaço. Há quem garanta e vaticine que a redução foi feita com muita irritação interna no palácio da resistência. Resta-se saber os motivos.

 

PS: As reformas da estação das artes, teatro não estão dentro desses gastos. São obras do Finisa e como tiveram valores fixados por outra gestão e não têm o mesmo padrão que essas contratações exóticas atuais. A Estação das Artes, por exemplo, tem valor de reforma de algo que ficará para a cidade de R$ 3,1 milhões. E detalhe: não ficará pronta para o São João. Mas, pelo menos após o evento, qualquer reforma ali ficará de forma permanente.