sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Prefeitura utiliza sistema moderno com tabletes para avaliação em UBS

A Prefeitura de Mossoró iniciou a modernização no sistema de avaliação de atendimento médico nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). A ideia é facilitar para que a Secretaria Municipal de Saúde possa melhorar os serviços de assistência médica ofertadas na cidade. Trata-se de um projeto piloto que começou a ser posto em prática no dia 27/10 e que, nesta fase, contemplará cinco Unidades de Saúde. Posteriormente será direcionado para toda a cobertura.

De acordo com a metodologia que já está em vigor, o usuário poderá avaliar o atendimento por meio de um tablete que já está instalado e deverá informar se foi bem atendido ou não, além de informar o seu grau de satisfação, se tinha medicamento.

O usuário também poderá fazer críticas, elogios ou sugestões. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, todas as informações enviadas pelos usuários serão visualizadas apenas pelo pessoal da própria secretaria. Os servidores das UBS não terão acesso às informações apresentadas.

O projeto de modernização no atendimento estava previsto para ser posto em prática no mês de maio que passou. Mas, em virtude da pandemia, a sua instalação foi adiada e começou agora a ser posto em prática.

Inicialmente o serviço vai atender cinco Unidades Básicas de Saúde que contam com o sistema de avaliação, sendo: UBS Chico Costa (Santo Antônio), UBS José Fernandes de Melo (Lagoa do Mato), UBS Moisés da Costa Lopes (Redenção), UBS Vereador Lahyre Rosado (Sumaré) e UBS Epitácio da Costa Carvalho (Pintos).

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Allyson deve estar preso na Matrix

O que dizer de um político que sabe que números poderiam ser tendenciosos, entende dos riscos que tal situação representaria para a democracia, incentiva a alguém a acreditar e crê piamente em uma verdade repleta de enganação? Mossoró está vivenciando o que é típico em cidades pequenas, onde a prática comum seria ludibriar o eleitor para se dar bem no dia da eleição.

E tal situação fica pior quando o político diz ser uma pessoa religiosa, que saberia, em tese, dos mandamentos e dos preceitos que regem a vida do homem em sociedade. Significa dizer que tal político não terá aprendido nada. E não mentir é um dos aspectos fundamentais para uma vida eticamente aceitável. Se a pessoa mente do começo ao fim, em uma campanha, nada garante que não vá enganar o cidadão. Isso caso seja eleito.

É um problema de ordem moral. E implica afirmar que quem pratica tais ações não teria condição alguma de administrar uma cidade, seja ela qual for. Pequena ou de médio porte. A mentira, por si, já desequilibra o processo democrático. E quem faz uso de tal artifício não reuniria as condições necessárias para representar o povo no Executivo. Teríamos, em caso de vitória de um sujeito com tais características, um governo fundamentado em Fakes News o tempo todo.

O marketing do candidato Allyson Bezerra engana o tempo todo e todo o tempo. Passa a imagem de algo que não é real, concreto. Mas se vale da tese de que vale tudo na política. Assim como na vida prática, a mentira também não é salutar em números. Dizer que o candidato do Solidariedade está em primeiro lugar é muito. Seria melhor mentir menos. Está pegando mal. Muito mal. E o que talvez seja pior: o candidato está achando que está com essa bola toda. Ao final, o resultado pode não ser aquilo que se apresenta agora. Pois tudo remete á ideia de realidade falseada. 

O próprio Allyson não sabe se está na Matrix ou fora dela. Talvez quem conduza o seu marketing tenha assistido, e muito, aquela trilogia que trata de realidades diferentes, mundos diferentes. Talvez o candidato Allyson, diferentemente do que se viu no filme, tenha optado pela pílula vermelha em vez da azul e esteja, agora, preso em uma realidade dos sonhos. Afinal, quem não quer derrotar uma mulher que leva em si a experiência de ter sido a primeira prefeita de Mossoró, primeira senadora do Rio Grande do Norte e uma líder incontestável?

É verdade que o mundo mudou. Procede também que o eleitorado está com perfil modificado. Mas também é procedente que o passado serve para projetar o futuro, passando pelo presente. É o que Mossoró vivencia hoje. Allyson não está respeitando o passado e nem levando em consideração que Rosalba ainda tem muito fôlego pela frente.

terça-feira, 27 de outubro de 2020

Pesquisas podem não apresentar momento real da política

Se você perguntar a qualquer matemático sobre a certeza da Matemática enquanto ciência terá como  resposta que se trata de algo exato, certo. Sem espaço para contestação. Já com relação aos números... O que se quer dizer aqui é que uma realidade pode ser falseada numericamente e apresentar uma verdade que não seria exata. Aliás, sequer verdade existirá. Então, como confiar em números que são apresentados e que, ao se analisar amiúde, detalhadamente, apresentam dados que são conflitantes ou que não aparecem em sondagens? Será que representariam algo exato, correto? A resposta virá ao longo do texto.

É sabido que os tipos de conhecimento variam, mas os mais usuais são o indutivo e o dedutivo. São fáceis de explicação. O primeiro se volta para a induzir alguém a alguma verdade. O segundo, a dedução é feita por quem busca a verdade. No primeiro caso, as pesquisas eleitorais que são publicadas em Mossoró, e em outros municípios do Rio Grande do Norte, levariam ao eleitor à constatação de uma falsa realidade e o levariam a votar em quem teria possibilidade de ganhar ou de mudar uma realidade. Busca-se o famoso voto útil. Sim, porque muitas pessoas ainda se deixam levar pela teoria de que não se pode “perder” o voto. Mas na história do voto útil, as pessoas estão sendo enganadas por pesquisas que não representariam a realidade.

É o que se constata a partir de notícias que ganharam corpo na campanha eleitoral em vários municípios do Rio Grande do Norte. Em Mossoró, uma emissora de rádio dá notoriedade política, por meio de números de pesquisas, ao candidato Allyson Bezerra (Solidariedade). O instituto que projeta o que eles chamam de “verdade” vem sendo acusado justamente de falsear o que seria verdadeiro e tentar se apropriar da Matemática para expor uma realidade que não poderia ser contestada.

A idoneidade numérica e moral do instituto Agora Sei vem sendo contestada há algum tempo. Em 2012, por exemplo, houve denúncia de irregularidades que, inicialmente, se cogitou investigação da Polícia Federal. Mas somente este ano surgem dúvidas sobre a seriedade, honestidade e credibilidade desse instituto em São Paulo do Potengi, Parnamirim, Mossoró e Lagoa Nova.

Em São Paulo do Potengi a Justiça Eleitoral determinou que o instituto apresentasse os dados de pesquisa que foi divulgada dia 4 deste mês, um domingo. É que suspeitou-se de vícios na metodologia e nos números apresentados. Em outras palavras: não se tinha certeza de que a realidade exposta era verdadeira, pois os números poderiam ter sido direcionados para beneficiar um ou outro candidato em detrimento dos demais. E esse aspecto contraria o processo democrático em si. A decisão pode ser conferida na Representação (11541), de número 0600329-74.2020.6.20.0008/008ª zona eleitoral de São Paulo do Potengi.

Em Parnamirim, de acordo com informações do Blog do BG, o instituto Agora Sei registrou pesquisa no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em 23 de setembro que passou e que deveria ter sido divulgada. Mas os números simplesmente sumiram. E o blog questiona justamente o que levaria um instituto registrar uma pesquisa e não divulgar.

Em Mossoró houve problemas envolvendo ausência de informações básicas envolvendo pesquisa do mesmo instituto. A coligação que defende a candidatura de Isolda Dantas (PT) à Prefeitura de Mossoró questionou a lisura da pesquisa na Justiça, mas o seu pedido foi negado. Os números expostos evidenciaram que o candidato Allyson Bezerra estaria em segundo lugar de aceitação junto aos eleitores. Ele é neófito em política e é justamente este fator que estaria corroborando a ideia de que a realidade numérica estaria sendo desvirtuada justamente para beneficiá-lo. 


quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Cláudia Regina chama Allyson de 'Silveirinha 2.0'

Silveira.tech, Silveira turbo ou simplesmente Silveirinha 2.0. Foi dessa maneira, obviamente que com o terceiro adjetivo que a candidata Cláudia Regina (Democratas) se referiu ao candidato Allyson Bezerra (Solidariedade) ao formular a pergunta se ele não seria fruto de marketing. Já que seu sorriso, suas falas e abraços remeteriam a algo preparado, estudado, ensaiado. Foi o primeiro embate no primeiro bloco do debate promovido pela TCM.

Antes da pergunta de Cláudia, Allyson achava que iria ser questionado pela prefeita Rosalba Ciarlini. Mas a democrata quem lhe instigou. E o motivo foi simples: Allyson estaria espalhando a ideia de que a candidata Cláudia Regina iria desistir da candidatura para lhe apoiar, pois só ele teria condições de "bater de frente', numericamente falando, com a prefeita Rosalba Ciarlini.

Allyson apoiou diretamente a candidatura de Silveira Júnior nas eleições suplementares de 2014. E não gosta de ter seu nome e imagem ligados ao ex-prefeito, cuja administração deixou Mossoró em situação complicada.

Em sua resposta, Allyson disse que Silveira foi fruto da própria Cláudia. Que ela o apoiou para presidente da Câmara Municipal. Falou das 13 ações judiciais eleitorais que culminaram com a cassação do mandato dela, mas se esquivou de comentar que realmente teria participado da campanha eleitoral que culminou com a vitória de Silveira naquele ano.

A candidata Isolda Dantas (PT) também não gostou quando foi ligada ao ex-prefeito Silveira Júnior. Ao perguntar sobre investimentos e empregos à candidata Rosalba Ciarlini, ela ouviu como resposta que sabia da realidade em que se encontrava Mossoró em 2017, quando Rosalba assumiu a Prefeitura de Mossoró, pois ela (Isolda) tinha sido secretária de Silveira. Secretária de Cultura, para ser mais exato.


Segundo bloco

Após o intervalo, no segundo bloco, os candidatos responderam perguntas formuladas por populares. O modelo de debate idealizado pela TCM possibilitou que todos os candidatos respondessem perguntas específicas. E, novamente, a candidata Cláudia Regina falou algo que liga ao que disse em áudio encaminhado, via WhatsApp, para uma militante: Mossoró não pode ser entregue a um desqualificado, despreparado. Alusão claríssima ao candidato Allyson Bezerra.


Terceiro bloco

O terceiro bloco foi marcado por perguntas de tema livre entre os candidatos. A primeira sorteada foi a candidata Rosalba Cialini e indagou Isolda Dantas sobre a educação, tomado como base o resultado do IDEB 2020. Isolda disse que é defensora da democracia e que sua primeira ação vai estabelecer eleições diretas para diretores de escola.

Rosalba, na réplica, disse que os vereadores de oposição, orientados por Isolda, foram contrários ao financiamento que vai possibilitar o reaparelhamento da rede da educação municipal, com creches em tempo integral. E Isolda falou sobre o que tem dito: é preciso cuidar das pessoas. 

Na pergunta, Isolda escolheu Rosalba e perguntou sobre a saúde. E questionou sobre o que a candidata do Progressistas iria fazer na área. Rosalba disse que Isolda sabia da calamidade em que estava a Prefeitura quando assumiu. E não seria possível fazer mágica, já que foi preciso reorganizar as finanças. Disse que não faltou atendimento em Mossoró, e não falta, agora no período da pandemia e nem no pico do avanço do vírus.

Na réplica, Isolda disse que não existia nenhuma obra. Rosalba, por sua vez disse: "interessante, deputada. Estou indo às ruas e estou muito bem recebida. Mossoró está se transformando. Estou fazendo a reconstrução. Mossoró não tinha crédito. E cresceu, nos últimos dos meses, graças á geração de emprego na área da construção civil (de obras feitas pela Prefeitura Municipal).

A candidata Irmã Ceição (PTB), fez seu questionamento ao candidato Professor Ronaldo(PSOL). E seguiu na educação. Perguntou sobre o que ele faria para a juventude. Ele lembrou que tem 26 aos de atuação no ensino superior e disse que a UERN tem cursos que trabalham com a formação de professores. Falou ainda em capacitação dos professores, via parceria com o IFRN e UFERSA. Disse que é necessário pensar.

Na réplica, Irmã Ceição falou da sua preocupação com o setor. E disse que: "tem pessoas aqui que falam em mandatos e que não cumprem", em alusão direta aos candidatos Isolda Dantas e Allyson Bezerra, que são deputados estaduais e já pensam em novo mandato sem terem concluído, primeiramente, aqueles para os quais foram eleitos em 2018.

O candidato Professor Ronaldo escolheu a candidata Cláudia Regina para indagar. Perguntou como ela resolveria a questão das empresas terceirizadas. "Quero dizer que todo processo passou por licitação na nossa gestão. Quando se fala do trato e do cuidado ao servidor, é algo importante. Compreendemos que é importante o gestor ser preparado e não usar métodos ultrapassados." E disse que Mossoró teme o efeito Silveira em Mossoró mais uma vez. Aludindo ao candidato Allyson Bezerra.

A candidata Cláudia Regina, na tréplica, disse que valoriza o servidor e defende o concurso público. Disse acreditar que é a forma mais correta de acesso ao serviço público. Falou das ações que foram desenvolvidas durante a gestão dela, de 11 meses, no ano de 2013.

Na sua pergunta, Cláudia questionou Allyson Bezerra: "entra prefeito e sai prefeito, velhos problemas continuam" e perguntou como ele avaliava a atual gestão. A resposta de Allyson não poderia ser outra. Ele criticou a prefeita Rosalba Ciarlini, como sempre tem feito. Cláudia, na réplica, voltou a falar que Mossoró não suporta gestor ultrapassado e despreparado. Na tréplica Allyson diz que a candidata Cláudia Regina tem o preconceito de achar que o jovem é despreparado.

Na vez de Allyson perguntar, sobrou para a candidata Irmã Ceição. A indagou sobre o que ela tinha a oferecer para a economia. Ela disse que o plano de governo dela prevê a "escritura pública", em parceria com o Tribunal de Justiça, para legalizar. Ela só não disse como nem o que precisava, Falou em IPTU baixo, sem explicitar. 


Quarto bloco

No quarto bloco, os candidatos responderam perguntas feitas pelos profissionais do grupo TCM. O primeiro questionamento foi sobre o Plano Diretor e dos problemas que afetam Mossoró. A candidata Rosalba Ciarlini foi a sorteada. Para ela, Mossoró não pode ser entregue a alguém sem experiência. Disse que já está tratado da atualização do Pano Diretor, com dados do georreferenciamento, além de proporcionar modificações para que o crescimento da segunda maior cidade seja ordenado. Disse que é preciso sintonia de ações na cidade e também na zona rural.

A segunda pergunta foi para saúde: hospital psiquiátrico, insulinas e parceria com a Liga de Combate ao Câncer. A candidata Cláudia Regina foi a escolhida. Para ela, é preciso atualizar a infraestrutura das Unidades Básicas de Saúde. Falou que, se eleita, fará mutirão de saúde nos 100 primeiros dias e instituir plantão 24 horas para atendimento psicológico. "As pessoas estão com síndrome do pânico"

A terceira pergunta foi direcionada para a área da segurança. Coube ao candidato professor Ronaldo responder. Ele disse que todos os candidatos falam em plano e que seria interessante que o documento fosse vigiado. Disse que para a área da segurança, pretende realizar concurso público e ir aos bairros para resolver conflitos sociais.

O quarto questionamento se voltou para a educação. A candidata Isolda Dantas foi a sorteada. Segundo ela, a educação tem que ser prioritária. Disse que é preciso garantir o acesso e a permanência dos alunos na rede municipal de ensino. Ela quer erradicar o analfabetismo. Falou que existem um contingente de 8 mil pessoas que necessitam de alfabetização. E destacou a valorização dos servidores.

A quinta pergunta foi centrada na economia, que sofreu as consequências da pandemia da Covid-19. Coube à candidata Irmã Ceição discorrer sobre o que faria, de imediato, para resolver o problema. Para ela, é preciso coibir perseguição aos ambulantes e falou que construirá, em área onde se encontra o antigo clube ACEU, uma espécie de camelóromo. A área pertence à Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

 A sexta e última pergunta se voltou para o problema da vulnerabilidade social. O candidato Allyson Bezerra disse que conhece a realidade. Falou da sua vivência na infância e adolescência. 


Quinto bloco

Neste bloco os candidatos voltaram a fazer perguntas entre si. A candidata Rosalba Ciarlii fi a primeira sorteada e escolheu Irmã Ceição. A Progressista disse que Mossoró precisa avançar na geração de emprego e renda, na economia, depois a pandemia da Covid-19. Falou que é preciso ter experiência e perguntou sobre como ela, Irmã Ceição, gostaria que a ação fosse feita. A candidata do PTB disse que seu plano contempla e falou em hospital filantrópico. Disse que gosta da verdade e não precisa temer processo.

Na réplica, Rosalba disse que a AeC vai ampliar em 500 empregos, oportunizando mais emprego e renda. Disse que vai continuar trabalhando para a reabertura de comércios em Mossoró. Na tréplica, a candidata Irmã Ceição disse não tem medo de ser intimada. Ela se perdeu um pouco nas suas palavras.

O segundo nome sorteado foi o candidato professor Ronaldo. Ele escolheu o candidato Allyson Bezerra e o questionou sobre o aproveitamento que ele fez de sindicato para alcançar projeção política, centrando na democracia em escolas. O candidato Allyson disse que Ronaldo conhece a atuação dele na Ufersa. Na réplica, Ronaldo Garcia disse que vê união política sem compatibilidade. E disse que o seu partido, o PSOL, está sozinho. Sem aliança e sem coligação.

Na sequência, coube à candidata Isolda Dantas, sorteada, perguntar ao candidato Allyson sobre a vida no campo. "O senhor diz que é do campo, mas quero saber qual projeto que o senhor aprovou para fortalecer a agricultura familiar." O candidato Allyson disse que nasceu no Sítio Chafariz e disse que o seu plano de governo está em consonância com a realidade rural. Mas não respondeu ao questionamento feito pela candidata do PT. Na réplica, Isolda disse: "sostô, deputado, o senhor com dois anos de mandato, colocar a agricultura como prioridade, o senhor não conseguiu aprovar nenhum projeto para a agricultura familiar."

Na tréplica, Allyson disse que Isolda vota em projetos e não sabe nem em que está votando na assembleia Legislativa. Mas, mais uma vez, não discorreu sobre o questionamento que Isolda fez sobre atuação dele, como deputado, na zona rural.

No próximo sorteio, o nome que saiu da urna foi Irmã Ceição. Ela escolheu Cláudia Regina e questionou sobre os problemas a serem sanados na saúde. Cláudia voltou a falar em mutirão nos cem primeiros dias de governo e no plantão de saúde. Na réplica, a candidata do PTB que seu nome é o ideal. Na tréplica, a democrata falou em obras que precisam ser resgatadas e estender o pacote de saúde ainda da sua gestão, de 2013. A candidata Ceição disse que falar é fácil. Que é ficha limpa.

A candidata Cláudia Regina foi a próxima sorteada e perguntou para a candidata Rosalba Ciarlini. Disse que depois de vários projetos, e perguntou se tinha projeto novo para terminar de arrumar a casa. na sua resposta, Rosalba disse que Cláudia sabia das ações que foram desenvolvidas. Disse que encontrou uma cidade arrasada. "O mandato da senhora e o de Silveira deixaram a cidade arrasada. Os recursos da saúde foram recuperados. A senhora mudou muito. Aquela Cláudia que adorava o que Rosalba fazia e agora está só me agredindo. Vou provar a você que esta será a melhor administração. Será que é ultrapassado dar casa a quem precisa, construir creche, acabar com a fila de cirurgia?"

Allyson Bezerra escolheu a candidata Rosalba Ciarlini. "Gostaria que o senhor fizesse um grande benefício a Mossoró: o Hospital da Mulher está parado. O senhor é deputado. A Caern está um caos. Vá no aeroporto. E está fazendo o que? Quando o povo o colocou como representante na Assembleia Legislativa. O senhor não sabe porque não tem experiência. Vamos dar tempo ao tempo." Allyson Bezerra a questionou sobre processos e declarações de bens. E Rosalba disse que tudo foi devidamente declarado à Justiça Eleitoral e comentou que se houver constatação de que tem milhões, doará para Allyson, 'já que o senhor é pobrezinho." Allyson tem salário mensal, como deputado, de quase R$ 30 mil.

 

Sexto e último bloco

No sexto e último bloco, o tempo foi para as considerações dos candidatos e candidatas. Por ordem de sorteio inicial, o primeiro a falar foi Allyson Bezerra. Ele disse que não tem recursos, poder e facilidades. Disse ter orgulho do pai e da mãe. Falou que está bem recebido. A vez, depois, foi de Cláudia Regina. Ela disse que existem três caminhos: incerteza, tiro no escuro e o da falta de projeto. "Ficou para você uma análise de quem sabe fazer, de quem acredita na força das parcerias, da participação direta do cidadão", disse, lembrando que já fez isso na sua gestão. 

Na sequência, Isolda Dantas comentou que começou o dia feliz, recebendo ligação do presidente Lula. 'Termino o dia feliz por conversar com você (telespectador) e apresentar propostas." Depois veio o candidato professor Ronaldo Garcia. "Vocês nunca vão me ver misturados de qualquer modo. Gostaria que vocês aí de casa, congelassem esse momento. Nós, do PSOL, somos livres."

A candidata Rosalba Ciarlini foi a próxima. Ela agradeceu ao debate e disse que fez a recuperação e vai seguir em frente. "é o melhor caminho para avançarmos e fazer Mossoró maior, melhor e com oportunidades. Rosalba e Jorge, em parceria com todas as instituições. Passada a eleição estaremos convocando a todos para nos ajudar. Mossoró sabe o quanto se pode fazer quando se tem amor, dedicação, coragem e, principalmente, experiência". 

A candidata Irmã Ceição concluiu sua participação com ditado religioso. Disse saber a dor do povo de Mossoró. 



terça-feira, 20 de outubro de 2020

Muito estranho: Pesquisa vai ser divulgada em comício

No sábado que vem, 24, mais uma pesquisa de intenção de votos será divulgada acerca da realidade vivenciada em Grossos. A empresa contratante é o portal Mossoró Hoje, sediado em Mossoró. O instituto deve ser o mesmo da sondagem anterior. O interessante é que circula na cidade a informação de que os números serão divulgados em comício que ocorrerá também no sábado.

Aliás, o primeiro que a candidata Clorisa Linhares (PP) fará. Até aqui ela tem se negado a realizar comícios maiores, preferindo os "relâmpagos". Na primeira sondagem a candidata do PP apareceu em primeiro lugar. Mas a matemática expressa na pesquisa não se confirmou em presença maciça em suas movimentações.

E talvez uma música da campanha dela possa explicar esse sentimento: "vote em Clorisa por baixo do pano". O blog ficou sem entender essa música. Ela defende a ética, a moralidade e os bons costumes. Mas como vai estar ensinando os eleitores a não fazerem o que é certo? Para quem estria em primeiro lugar,  a tática evidenciada por seu marketing não casa com o que se vê nas ruas.

Mas, voltando à pesquisa: se os números serão divulgados no comício é porque já se saberia, em tese, o resultado matemático que supostamente serão divulgados em primeira mão pelo portal Mossoró Hoje. Caso não seja, a sondagem estaria, mais uma vez no campo da suposição, atendendo especificidades que fugiriam do aspecto ético.

Sobre o candidato apoiado pelo prefeito José Maurício, o vereador Erasmo Caros (PC do B), a situação não está nada boa. Ele não tem o que dizer e da vez que falou praticamente acabou com a administração que o apoia. Se falar que vai continuar com a administração atual, implica afirmar que vai seguir derrubando equipamentos públicos e fechando outros. Se disser que vai melhorar, implica dizer que a gestão atual é ruim. Enfim, Erasmo está em uma situação complicada.



sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Amém, irmão?

Espera-se que uma pessoa religiosa preze pela ética e bons costumes e direcione para uma vida regrada nos mandamentos cristãos. Mas, analisando determinados comportamentos na sociedade mossoroense, percebe-se claramente que alguns perfis que se aventuram na política e misturam esse aspecto com a religião estariam desvirtuando algumas práticas tidas como sagradas. A primeira delas é não mentir.

Ao longo da história da humanidade o nome de Deus foi utilizado da pior forma possível. E, na Idade Média, crimes terríveis aconteceram. Tudo em nome do Ser que criou tudo. Mas se percebe que Deus já havia, lá no passado, no período em que Jesus passou pela Terra, feito a devida distinção entre o terreno e o divino. Daí a fala atribuída a Jesus: “a Deus o que é de Deus e a César o que é de César.”

Mossoró, terra da liberdade, vivencia momentos de pura inversão de valores. E mistura-se tudo sabe-se lá em nome de quem. Certamente o de Deus é que não é. Em razão de algum resultado positivo, seja em pesquisas ou nas urnas, apela-se para tudo. Menos para Deus. E, se existe o bem e o mal, e se o aspecto divino não nortearia mentiras ou determinados artifícios, só tem uma alternativa: quem usa de mecanismos antiéticos para externar ser o que não é ou evidenciar uma realidade inexistente, só poderá estar agindo sob os domínios do “Capiroto”.

O “amém” que pode ser dito a alguns como reverência religiosa. O termo é uma expressão hebraica que quer dizer “certamente” ou “assim seja” e revela a concordância com alguma coisa.

Portanto, é preciso ter muito cuidado ao dizer “amém” para alguns religiosos que se travestem de políticos ou políticos que se travestem de religiosos. Pode simplesmente significar que você concordaria com práticas danosas ao que se espera de um regime democrático. Em uma eleição, o famoso “tudo vale” só se pratica por quem sabe que não é capaz de sair vitorioso por méritos próprios. Fique atento!

 


segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Rosalba Ciarlini e Jorge do Rosário têm candidaturas deferidas pela Justiça Eleitoral

A candidata Rosalba Ciarlini e o vice Jorge do Rosário tiveram os pedidos para registros de candidaturas deferidos. A decisão foi publicada nesta segunda, 12.

De acordo com a sentença do juiz eleitoral Vagnos Kelly, foram atendidas as condições de elegibilidade, além da constatação de regularidade da documentação necessária, impondo-se, assim, o deferimento do pedido de registro.

“Não há irregularidades formais nem foi identificada a ausência de condições de elegibilidade previstas constitucionalmente”, informa.

Com a decisão, fica deferido o pedido de registro da chapa apresentada pela coligação Força do Povo para os cargos de prefeito e vice-prefeito nas eleições municipais de 2020.

Comportamento dúbio põe em cheque o caráter de Allyson Bezerra

Em um espaço de menos de dois anos, o deputado estadual Allyson Bezerra (Solidariedade) deixa margens para questionamentos quanto ao que ele diz e o que ele faz. E o que é mais complicado: em qual Allyson acreditar? Em janeiro de 2019, por exemplo, ele afirmou, em entrevista publicada no Jornal de Fato, concedida ao jornalista César Santos, que não iria disputar a Prefeitura de Mossoró e que o seu partido teria, por exemplo, Lawrence Amorim como possibilidade, como alternativa.

Mas não foi bem assim que as coisas se concretizaram. Allyson, ao que se mostra a realidade, não manteve a palavra e busca o poder pelo poder, querendo passar sobre tudo e todos, destilando sua verborragia sem parar, como se fosse uma metralhadora fonográfica e visando, claro, atingir seu objetivo: chegar à Prefeitura de Mossoró.

Para se ter ideia do que foi dito em janeiro, segue a transcrição parcial da primeira resposta do deputado Allyson Bezerra: “O partido em Mossoró tem Lawrence Amorim, que ficou na primeira suplência de deputado federal nas eleições do ano passado. Ele poderá ser o nome do nosso partido para disputar a Prefeitura.” Na sequência dessa resposta, quando indagado sobre se ele tinha pretensões de disputar a Prefeitura de Mossoró, Allyson Bezerra defendia algo totalmente diferente do que praticou: “Agora, antes de nomes, eu defendo a união da oposição para chegar forte às eleições de 2020.”

De Janeiro de 2019 para cá muita coisa mudou. E Allyson também mudou. Principalmente de opinião, de projeto e, também, de ideia sobre a união envolvendo a oposição. Primeiro ele deixou de lado a afirmação de que o Solidariedade tinha Lawrence Amorim como possibilidade de uma candidatura majoritária. Talvez tenha pensado: se ele pode ser o candidato, por quais motivos iria apostar as ficha em outras pessoas? E isso indicaria um comportamento totalmente egoísta. E passou a se apresentar como nome à disputa pela Prefeitura de Mossoró.

Depois, com relação à história de defesa em torno da oposição em Mossoró, de um único nome a ser lançado com apoio de todos, o que se vê é que as palavras ditas em janeiro de 2019 foram apenas palavras e não passaram disso. Mas o que foi que Allyson Bezerra disse sobre isso na entrevista? Veja: “Não defendo que, necessariamente, o candidato saia dos quadros do Solidariedade. Sou a favor que a oposição tenha um nome que seja forte, qualificado e que tenha disposição para representar o projeto da oposição.”

Ele não só defendeu o próprio nome como também trabalhou, nos bastidores, para ser o pré-candidato a ser apoiado pela oposição. Até antes das convenções partidárias Mossoró observou que os nomes da oposição se sentavam em calçadas para conversarem com populares. Mas tudo era apenas para foto. De união não tinha nada. Até porque foi cada um para o seu lado e hoje se tem Allyson Bezerra, Isolda Dantas (PT) e Cláudia Regina (DEM) na disputa. Cada um defendendo seu “peixe” e de “olho gordo” na Prefeitura de Mossoró.

Hoje, analisando o Allyson que se fez presente no ano passado e se comparando com a figura politica que tenta se destacar na política mossoroense, a certeza que se pode chegar é uma só: ele não mede esforço para atingir seu objetivo e adotou a crítica pela crítica para tentar se sobressair e, assim, chamar atenção do eleitor. Utiliza o que a Sociologia chama de “forma de dominação” carismática, utilizando a retórica, o bom discurso, para externar ao eleitor que sabe, verdadeiramente, o que está dizendo.

O candidato do Solidariedade tenta se apoderar do discurso de que as novas tecnologias podem mudar a vida das pessoas. Mas não diz, por exemplo, como o pequeno produtor rural, o homem do campo, vai se adaptar a isso e nem explica como fará para melhorar, efetivamente, a vida de quem não sabe, sequer, o que é um smartphone. Mas, como já foi dito acima, ele faz uso da crítica pela crítica para passar a imagem de bom moço, de que tem preocupação com o coletivo. Nem que, para isso, tenha que passar por cima de tudo e de todos, desrespeitando mulheres e autoridades para, apenas satisfazer o seu desejo de chegar à Prefeitura de Mossoró.

Em entrevista concedida ao portal Agora RN, publicada em 20 de maio deste ano, o deputado destila todo o seu desconhecimento, propositadamente, para atingir em cheio o seu alvo: a prefeita Rosalba Ciarlini. Vejam o que ele disse sobre o trabalho realizado em plena pandemia da Covid-19 em Mossoró: “Os méritos da prefeita nessa época de pandemia são limpar o mercado público da cidade uma vez por semana, porque antes sequer eram limpos...” Isso em total desconhecimento da realidade. Mas ele quer transmitir uma verdade apregoando uma mentira. Os números de agora, com Mossoró em redução nos casos de contaminados pelo novo Coronavírus, por si, evidenciam a natureza da fragilidade das palavras do parlamentar.

E foi na Assembleia Legislativa que, até agora, surgiu uma análise sobre esse comportamento do candidato Allyson Bezerra. No portal www.saibamais.jor.br, notícia veiculada no dia 25 de abril do ano passado, o deputado estadual George Soares, mandou a direta ao parlamentar mossoroense em virtude de problemas de ordem ética que apareceram na discussão sobre o reajuste dos servidores. “A quem serve o regimento interno? À sociedade ou a interesse particular, com intenções eleitorais? Há comportamentos dúbios nesta Casa. Tem deputado que tem uma posição na comissão e outra posição no plenário. Tem gente falando nesse plenário em causa própria, chegando ao ponto de querer macular a imagem desta Casa se fazendo passar por bonzinho. E possa ser que não seja. Esse projeto tramitou em três comissões antes vir para cá (plenário). Essas indagações são inoportunas.”

Agora só resta fazer uma análise, cada um, de maneira bem particular e decidir em qual Allyson acreditar.

domingo, 11 de outubro de 2020

Lidiane lidera com 53,7% das intenções de votos na pesquisa AgoraSei/Difusora

A candidata Lidiane (PSDB), vai confirmando seu favoritismo para a disputa da Prefeitura de Tibau nas eleições municipais de novembro.

Os dados foram divulgados neste domingo, 11, pelo programa Política em Debate, na Rádio Difusora, de Mossoró.


É o que aponta pesquisa encomendada pela Difusora ao instituto AgoraSei, de Natal, e indicam que se as eleições fossem hoje, Lidiane venceria Haroldo com larga diferença.


Lidiane aparece com 53,7% na preferência do eleitorado na pesquisa estimulada. Na espontânea, Lidiane tem 51,3% das intenções de voto.


O segundo colocado é o candidato Haroldo (PL), com 29,7% das intenções de votos na estimulada, e 29% na espontânea.


Ainda na estimulada, 13% dos entrevistados não sabem ainda em quem vão votar, e apenas 3% responderam que não votam em nenhum dos candidatos.


A pesquisa ouviu 300 pessoas, sendo 232 na zona urbana e 68 na zona rural. Foram entrevistadas pessoas do Centro, Manoelas, Gado Bravo, Gangorra, Lagoa de Sala e Vila Nova.


A pesquisa foi realizada no dia 2 de outubro, tem índice de confiança de 95%, com margem de erro máxima de 5,4% pontos percentuais para mais ou para menos, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob número RN- 01890/2020.

 

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Grossos está inadimplente e pode perder R$ 200 mil

O município de Grossos corre o risco de perder R$ 200 mil em emenda parlamentar, destinada pelo deputado federal Fábio Faria (PSD). A emenda é impositiva, o que implica dizer que o Governo Federal tem a obrigação de fazer o repasse da verba. A verba foi conseguida por intermédio do vereador Bruno do Córrego junto ao deputado federal e se destina ao esporte.

Ocorre que o município de Grossos está inadimplente junto ao Governo Federal, o que impossibilita o Governo federal de repassar a verba. A notícia da inadimplência consta do Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse do Governo Federal (Sincov).

Analisando bem, se o prefeito José Maurício ainda não tirou o município da inadimplência, será que agora, no final de sua gestão, vai fazê-lo?

 

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Difusora e AgoraSei vão divulgar pesquisa eleitoral de Tibau

A Rádio Difusora de Mossoró vai divulgar a primeira pesquisa eleitoral do município de Tibau.

De acordo com o jornalista Emerson Linhares, diretor da rádio, o resultado da pesquisa será divulgado a partir do meio dia do próximo domingo, 11, dentro do programa “Política em Debate”.

O instituto AgoraSei, de Natal, contratada pela Rádio Difusora para o levantamento dos números, já está no mercado desde o ano de 2008 e é comandado pelo jornalista Josenildo Carlos.

domingo, 4 de outubro de 2020

Grossos dá visibilidade à candidatura de Cinthia Sonale

Cansada de esperar por melhorias na área da saúde, educação, cultura, esporte, lazer, além de obras que possam melhorar a vida das pessoas, a população grossense está começando a dar a resposta ao prefeito José Maurício Filho (PMDB). Ele não disputa nenhum cargo, mas está apoiando a candidatura do vereador Erasmo Carlos (PC do B) à Prefeitura Municipal.

Em Grossos são três candidatos: o que tem o apoio do prefeito, a vereadora Clorisa Linhares (PP) e a ex-vereadora Cinthia Sonale (PSDB). Neste domingo à noite, uma verdadeira multidão foi à ruas para mostrar qual a cor que prefere. E são três: o verde do candidato do PC do B, o azul da candidata do PP e o amarelo da candidata do PSDB. E prevaleceu o amarelo.

Grossos está tomando um banho de amarelo, literalmente. E implica afirmar o básico: o povo quer mudança. Tanto que existe pouca expressividade popular nas movimentações políticas de Erasmo Carlos e Clorisa Linhares. A ponto de ambos levarem gente de fora, de outras cidades, para passarem a ideia de que estão bem perante a opinião pública. Mas a estratégia não deu bons resultados. É que em tempo de rede social em evidência, nada passa sem o registro. 

Aliado a tudo isso, a falta de discurso coerente por parte do candidato Erasmo Carlos e a inexpressividade política de Clorisa Linhares corroboram com a teoria de que quando o povo quer não adianta estrutura que possa dar jeito. Sim, porque sem grandes apoios políticos e sem estrutura financeira, as cores da candidata Cinthia Sonale vem ganhando força nas ruas de Grossos.

O que Erasmo Carlos vai defender? Mais do mesmo significaria que a população correria o risco de ficar totalmente sem saúde, já que a atual administração derrubou postos de saúde e não reconstruiu. Se for pender para Clorisa Linhares implicaria passar o comando da Prefeitura para alguém que desconhece a realidade local, mesmo tendo sido eleita vereadora em 2016. Para ganhar suposta projeção ela precisou buscar o suporte do também vereador Alexandre Paiva, que era do grupo governista e apoiava a não-ação do prefeito José Maurício na Câmara Municipal.

Então, diante de tal cenário, a população está entendendo que a melhor alternativa seria a candidata do PSDB. Claro que a campanha está apenas começando. Mas se tudo continuar neste ritmo, a tendência é de que em pouco tempo Cinthia Sonale não tenha como ser ameaçada, politicamente falando, por nenhum dos seus adversários. 

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Allyson adota comportamento machista e ataca apenas mulheres na política

Você certamente já ouviu algum candidato, em tom jocoso ou de desespero político, justamente para se apresentar como novidade, partir para a agressão. E, com essa particularidade, confirma a teoria de que é o novo travestido de velho. Sim, porque a imposição do que ele pensa ser certo e a falta de respeito dele para com a prefeita Rosalba Ciarlini e outras mulheres como Ludmilla Amorim apenas mostram que o candidato Allyson Bezerra está recorrendo ao que o passado já mostrou ser danoso à história da humanidade.

O curioso é que Allysson jamais fez ou faz alguma crítica à Robinson Faria, Francisco José Júnior (que fez campanha para sua reeleição) ou Bolsonaro, apesar de atacado apenas internamente o presidente e sua escolha para a Ufersa ao ter telefonado para a reitora da Ufersa Ludmilla Amorim (mais uma mulher) e ter em tom quase ameaçador ou de pressão, ter dito que a vida dela se tornaria um inferno se ela não renunciasse a reitoria da Universidade. Coincidentemente ou não, uma série de protestos e ataques públicos que resultaram em processos contra ela ocorreu em seguida.

E externa o pior lado que existe na política: o de atacar quem está a frente de seus objetivos pessoais, que aliado ao despreparo e o desejo de se destacar de forma obsessiva e megalomaníaca  evidenciam que o representante do Solidariedade, caso chegue à Prefeitura de Mossoró, não respeitaria a sociedade de maneira geral. É o que a lógica aponta: se falta com respeito para com adversárias, certamente não respeitará o cidadão comum.

O tom agressivo nas palavras ditas pelo candidato nas redes socais choca exatamente pelo fato dele ser uma figura pública. E, como tal, tem que servir como espelho, de modelo a ser seguido, pela sociedade. E olhe que ele é deputado estadual. Será que é assim que um homem deve tratar, politicamente, um adversário? Será que é assim que um candidato deve tratar uma candidata? Será que é assim que um homem deve tratar uma mulher? Com grosseria, arrogância, petulância, prepotência? É assim que você, cidadão, quer ser tratado por um deputado estadual que quer ser prefeito? Sim, porque se ele trata um adversário desta maneira, nada garante que ele diga impropérios contra você mais adiante.

Um candidato que externa toda a sua carga de ódio contra uma mulher, uma adversária, por si, já mostra que não estaria preparado para administrar uma cidade como Mossoró, que apresenta particularidades administrativas e, por isso, exigem que o seu gestor seja uma pessoa equilibrada e capaz de sanar os problemas que afetam a todos. Não será com gritos, arroubos e arrogância que se resolverá alguma coisa. É preciso controle e, acima de tudo, respeito. Algo que estaria faltando ao candidato Allyson. E essa constatação se faz quando se analisa o que ele escreve nas redes sociais, direcionando todo o seu ódio contra a prefeita Rosalba Ciarlini.

O candidato Allyson Bezerra quer atribuir à candidata Rosalba Ciarlini tudo de ruim que acontece em Mossoró. Externando assim toda a carga de misoginia presente em suas ações, caracterizando também o que existe de pior em uma sociedade patriarcal: pensa que é superior às mulheres. E olhem que o candidato do partido Solidariedade não está apenas tentando se impor sobre a prefeita, e sim sobre as demais candidatas que colocaram seus nomes para avaliação popular.

Em pleno século XXI a sociedade se deparar com certos tipos de comportamentos mostra, apenas, que os velhos hábitos da política sempre voltam. E confirmam o que já foi dito: o velho se traveste de novo apenas para ludibriar quem não entende das práticas machistas e misóginas que macularam a história da humanidade.

O candidato Allyson pensa que tudo pode dizer. Mas não é bem assim. Quem pensa que tudo pode, verdadeiramente, não tem poder para nada. Fosse diferente, por quais motivos ele estaria, agora, tentando inferiorizar a força da mulher na política? Qual o sentido de menosprezar o empoderamento feminino?

Se o candidato Allyson Bezerra deixar o rancor, o ódio e o destempero sair do seu coração, certamente enxergará que Mossoró está em boas mãos e também concordará que a prefeita Rosalba Ciarlini tirou a cidade do caos administrativo, fruto de alguém que ele apoiou no passado e que agora ignora completamente. E cabe um questionamento: será que alguém que não confirma o próprio passado político tem condições de garantir futuro de alguém?