sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Robinson tem sede de chegar ao Governo

Dia desses os líderes políticos que fazem oposição à governadora Rosalba Ciarlini (DEM) se reuniram na casa do vice-governador Robinson Faria (PSD) para meio dedo de prosa. Foi discutido tudo. Até a formação da chapa que, em tese, enfrentará Rosalba em 2014: Robinson Faria ao Governo, tendo como candidata a vice a deputada estadual Larissa Rosado (PSB). A petista Fátima Bezerra, deputada federal, já foi alçada à condição de candidata ao Senado.

Agora falta somente combinar com quem poderá garantir o sucesso dessa chapa: o eleitor. E, convenhamos, não será tarefa fácil.

Primeiro porque Robinson Faria, apesar de vice-governador, é um ilustre desconhecido na maioria dos municípios potiguares. Em dezembro, por exemplo, quando esteve em Mossoró por ocasião do encerramento da festa de Santa Luzia, padroeira da cidade, ficou isolado. Embora tenha permanecido ao lado da deputada federal Sandra Rosado (PSB), permaneceu no anonimato.

Daí a pergunta: como é que ele vai massificar seu nome para se projetar às eleições de 2014? Robinson pode até ser conhecido... Mas lá no Agreste. Tirando esse fator, tem tanto voto quanto o titular do blog em Mossoró e região: nenhum.

Outra dúvida: será que a deputada estadual Larissa Rosado aceitaria entrar nesse projeto? Ela teve votação expressiva em 7 de outubro passado em Mossoró e perdeu a Prefeitura por pouco. 

Mesmo que não tenha vencido a disputa com a então vereadora Cláudia Regina (DEM), Larissa realmente demonstrou crescimento político inegável. Se obterá sucesso futuramente, isso não se sabe. O certo é que ela deve ter aprendido que não se pode repetir velhas táticas.

Será que ela estaria disposta a deixar de lado uma reeleição quase tranquila para se aventurar em um projeto pessoal do vice-governador?

Sim, porque depois que rompeu politicamente com Rosalba, Robinson Faria não tem feito outra coisa: tentar se viabilizar para disputar o Governo do Estado em 2014.

Mas está muito cedo para se fechar chapas. Tudo pode acontecer. Inclusive nada.

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