quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

'Quebra de confiança' levanta suspeitas de velhas práticas na UERN

Três nomes concorrerão à Reitoria da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). A sucessão do reitor Milton Marques de Medeiros mal começou e já se tem o primeiro fato: a exoneração dos pró-reitores Joana D'Arc Lacerda, da Pró-Reitoria de Recursos Humanos e Assuntos Estudantis (PRORHAE), e Severino Neto, da Pró-Reitoria de Planejamento (PROPLAN). Em sua coluna semanal publicada no jornal Gazeta do Oeste, Milton Marques alegou "quebra de confiança".

Estranho. Somente agora, prestes a concluir seu segundo mandato, foi que o reitor percebeu que Joana D'Arc Lacerda e Severino Neto não atendiam aos quesitos confiança. Quase oito anos depois veio essa constatação. Joana tem alegado que sua exoneração teve conotação política, já que não votaria no candidato do reitor, o professor doutor Pedro Fernandes.

O fato em si é lamentável, pois a imagem que a Academia passa é a de que está livre de atos dessa natureza. Contudo, como em toda eleição, existe o interesse do atual gestor em fazer o sucessor. Assim sendo, o quesito confiança propagado pelo reitor prevaleceu. Ele, crê o blog, entendeu que os ex-auxiliares não teriam capacidade para continuar no cargo sem que votassem em seu candidato. Assim ocorre em toda instituição. Confiança vira sinônimo de submissão, bem como a capacidade técnica e operacional.

Ao ver do blog, o candidato do reitor começa mal, pois inicia a campanha com o estigma de perseguidor. Embora a exoneração tenha partido da administração superior da UERN, o beneficiado maior pelo ato teria sido Pedro Fernandes. É bem verdade que ele pode não ter feito tal pedido ao reitor, mas indiretamente o seu nome começa a ser ligado à políticas ultrapassadas. Em se tratando de uma Universidade.

Além de Pedro Fernandes, estão no páreo os professores doutores Gilton Sampaio (diretor do Campus Avançado de Pau dos Ferros) e Ana Dantas (diretora do Campus Avançado de Natal).


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