
Imagem: InterTV
O que vem sendo propagado como a melhor coisa do mundo para o esporte mossoroense esbarra em um contraste que, definitivamente, não casa com a afirmativa de que tudo está bem; Na verdade, precisa de muita, mas muita explicação. No Mundo de Nárnia, a Parceria Público Privada (PPP) formalizada entre a Prefeitura de Mossoró com um empresário local é excelente e direciona para uma ideia de que foi a melhor saída para a crise relacionada ao esporte de Mossoró. No Mundo Real, a coisa não é tão legal. Tanto que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) deu parecer para que a concessão do terreno público para a iniciativa privada seja suspensa.
Fala-se aqui, claro, do Estádio Nogueirão, que foi derrubado com o pretexto de que um novo espaço para os times, jogadores e torcedores fosse construído. Tudo fantasioso, cheio de vislumbres que mais parecem produção da Disney.
A sociedade precisa de resposta. Não basta candidato que Mossoró não vai gastar nada de dinheiro público na obra. Pode até não gastar, mas perde patrimônio e não se sabe por quanto tempo a iniciativa privada vai explorar o local.
Em linhas gerais, o TCE apontou ausência de informações que direcionem para o que se chama de "coisa certa". Se o órgão fiscalizador do Rio Grande do Norte apontou falhas e solicitou a suspensão da concessão, implica dizer que a situação não estaria tão correta quanto se afirmou.
Os que defendem a retidão no trato com a coisa pública deveriam, de bom grato e atendendo princípios legais, seguir o que o TCE apontou. Caso contrário, tudo fica, definitivamente, preso a conceito que, certamente, é pautado no que não seria tão correto assim.
Se não entenderam, será preciso o TCE desenhar?
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