| Foto: Lula Marques (Agência Brasil) |
Lucas Pordeus León
Da Agência Brasil
A
tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala
6x1 no Brasil deve seguir travada no Senado em uma semana esvaziada
pelas festas de São João, pelo jogo do Brasil contra a Escócia e pelos
trabalhos semipresenciais na Casa.
O
presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), mantém a PEC 221 de 2019 em
sua mesa, sem despachá-la para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Como a comissão não marcou reuniões para esta semana, a expectativa é que a PEC
siga parada, completando um mês, no próximo sábado (27), desde a aprovação na Câmara dos Deputados.
O
presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), não marca reuniões em semanas
semipresenciais, quando os parlamentares podem votar remotamente, devido ao
baixo quórum.
A
assessoria da CCJ informou à Agência Brasil que não houve sinalização
de Alcolumbre para liberar a PEC. Já a assessoria do presidente do Senado não
respondeu à reportagem.
Com o
feriado de São João no Nordeste, na quarta-feira (24), e também dia do jogo do
Brasil contra a Escócia pela Copa do Mundo, a expectativa é de uma semana
esvaziada no Parlamento.
Na semana
passada, o senador Paulo Paim (PT-RS) cobrou, no plenário, a votação da PEC.
“Não temos mais por que demorar”, afirmou.
“O que
afinal está faltando para que o Senado vote a matéria, já que debatemos esse
tema há anos?”, questionou Paim.
A PEC que
acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas
semanais foi aprovada na Câmara por ampla maioria. Apenas 22 dos 513 deputados
votaram contra. Mesmo assim, o tema não avança no Senado, onde enfrenta resistência da
oposição, que apresentou PEC alternativa para manter a escala 6x1 e permitir
contratos por hora.
A
proposta da oposição foi despachada à CCJ por Alcolumbre no mesmo dia em que
foi apresentada, no dia seguinte à aprovação da PEC do fim da 6x1 na Câmara.
O senador
Otto Alencar informou que vai priorizar a PEC do fim da escala 6x1, por ter
iniciado a tramitação antes da proposta da oposição.
Na semana
seguinte à aprovação na Câmara, Alcolumbre criticou a pressão para despachar a
matéria, sugerindo que ela poderia ser melhorada no Senado e
passar por comissões antes do plenário.
“Tenho
certeza de que, como outros senadores, seria razoável que o Senado pudesse
melhorar um texto dessa importância e debater o tema com calma”, defendeu
Alcolumbre.
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