Eu sou filho do meu tempo.
A frase acima não é do titular do blog. É do inglês Eric Hobsbawn. E mede totalmente, em se tratando de educação, a possibilidade de visualizar a imensidão que se encontra nas escolas, sejam públicas ou privadas. O uso da frase requer uma leitura aprofundada e direcionada a um ponto específico, um local: Mossoró.
De uma hora para outra (?) - existem sérias controvérsias sobre essa máxima, já que nada surge do acaso - a questão matemática veio à tona. E alude-se o termo "A Matemática de Mossoró" para ilustrar alguma coisa.
O uso aqui, da frase de Hobsbawn, é apenas com o único motivo de afirmar, categoricamente, que quem entende de Mossoró é quem aqui mora e vivencia seus sabores e dissabores. Isto dito, voltemos ao uso recorrente da Matemática abaixo.
A Matemática sentida em Mossoró é de uma periferia abandonada, ruas esburacadas e abandonadas; é de uma estrutura de saúde capenga, com infraestrutura caindo aos pedaços (basta ir nas UPA's e UBS's para constatar), bem como direitos surrupiados.
A Matemática de Mossoró apresenta ruas com piso intertratavado, mas com poucas e em um mesmo bairro. Em uns, apenas duas ruas, excluindo outras e expondo moradores ao sentimento da não-inclusão.
A Matemática que vive em Mossoró permeia problemas oriundos da álgebra, que estuda a relação entre números e símbolos. Por aqui, os sinais matemáticos clássicos são evidentes: soma-se problemas, divide-se dores, subtrai-se direitos e multiplica-se questões de ordem não-éticas. Vide esta operação realizada pela Polícia Federal, decorrente de análises da Controladoria-Geral da União (CGU).
E será daqui que, de acordo com as pesquisas, poderá sair o próximo governador do Rio Grande do Norte. Sabendo como a Matemática de Mossoró está, resta saber se o resultado será positivo. Ou não.
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