segunda-feira, 6 de agosto de 2018

O que ganha Tião Couto?

A ida do empresário Tião Couro (PR) para compor chapa com o governador Robinson Faria (PSD) não é novidade. Meio mundo de blog já noticiou e o blog não vai dizer o que já foi dito. Apenas abordará o óbvio e pergunta: o que levou Tião a aceitar ser o candidato a vice de alguém que ele desqualificou, enquanto governo, e chamou de "velha política"?

O blog vê que Tião Couto percebeu que precisaria de ser visto nas eleições deste ano. Ele perdeu tempo e espaço ao demorar para dizer se seria ou não candidato nas eleições deste ano. E quando disse, já era tarde: todos os espaços haviam sido reservados. E quando cuidou, pode ter ficado sem tempo.

A única alternativa que poderia lhe render visibilidade, talvez, tenha vindo de Robinson Faria, que também precisava de suporte em Mossoró. De modo que projetos antagônicos tiveram um ponto em comum. E pode, perfeitamente, apresentar resultados positivos para ambos. Tudo depende de como a coisa será trabalhada.

Alguém pode até dizer que Robinson Faria levará desvantagem sobre Carlos Eduardo Alves (PDT, que tem candidato a vice-governador de Mossoró, que é Kadu Ciarlini (PP) - filho da prefeita Rosalba Ciarlini (PP). Isso em termos de votos que podem ser aglutinados por meio de cargos comissionados. Por um ângulo, quem diz isso tem razão: Carlos Eduardo terá o respaldo de duas Prefeituras fortes: a de Natal e a de Mossoró. 

Mas, olhando por outro ângulo, estrutura por estrutura, a do Governo do Estado é bem maior e certamente deve contar com o triplo de cargos em comissão do que dispõe as Prefeituras de Natal e de Mossoró.

De modo que a disputa pode, e deve ser, equilibrada.

Mas voltando a Tião Couto: o que ele ganha com a ida para o palanque de Robinson Faria? A resposta também é simples: experiência, visibilidade e respaldo para ser, caso não tenha sucesso agora, candidato a prefeito de Mossoró em 2020.

Afinal, o que se diz, em termos de política, não pode ser levado tão a sério assim. É só lembrar que em 2014 a então governadora Rosalba Ciarlini (à época no DEM) não pôde ser candidata à reeleição por causa do senador José Agripino Maia, presidente estadual do Democratas. E agora estão na mesma coligação. O mesmo pode se aplicar a Tião Couto.

Se a decisão dele foi a mais certa, o blog aqui não vai julgar. Mas que soa estranho, isso não se pode negar.

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