segunda-feira, 11 de abril de 2011

Governistas e oposição se movimentam

A antecipação do debate em torno da sucessão municipal em Mossoró trouxe um outro aspecto, o qual merece uma reflexão: como projetar uma candidatura se todos os envolvidos e interessados no processo ficam em silêncio quando perguntados sobre tais projetos? Até que ponto a especulação é salutar para que se tenha a definição? É nesse sentido que o JORNAL DE FATO produz hoje um material que aponta as potencialidades de cada um dos envolvidos, até agora, na sucessão da prefeita Fafá Rosado (DEM), bem como os problemas que envolvem esses pré-candidatos.

A maior dificuldade, hoje, é do grupo governista. São quatro nomes em evidência e só um terá direito de ser alçado à condição de candidato. Isso somente em junho do próximo ano, quando os partidos políticos homologarão candidaturas a prefeito, vice-prefeito e vereadores. O que se percebe, com essa situação, é que quatro que integram a lista governista, seja intencional ou não, acabam gerando especulação de que o sistema situacionista estaria enfrentando problemas para encontrar o candidato.

Nas entrevistas que os secretários Francisco Carlos (PV) e Alex Moacir (PMDB), bem como os vereadores Cláudia Regina (DEM) e Chico da Prefeitura (DEM), concedem à imprensa, a palavra de ordem é a questão do tempo: ainda é cedo para falar em definições. Assim sendo, tudo o que vem sendo trabalhado por eles cai por terra, já que – em tese – também estaria cedo para se movimentar nos bastidores.

O repórter trabalha com a seguinte tese: o grupo governista já teria seu escolhido e estaria provocando essa ampliação de nomes em evidência para, em caso de haver alguma dificuldade de ordem política mais na frente, ter uma alternativa viável. Isso posto, teríamos um cenário já vivenciado em Mossoró, especificamente nas eleições de 2004, quando Fafá Rosado foi eleita prefeita pela primeira vez.

Na época, criou-se uma espécie de divisão do DEM, entre Fafá e a hoje vereadora Cláudia Regina (DEM). O resultado todos conhecem: Fafá saiu na cabeça da chapa e Cláudia, candidata à vice-prefeita.

Aplicando-se ao cenário atual, a diferença é que se tem quatro nomes. Três serão deslocados para outros cargos e a disputa por vagas na Câmara Municipal talvez seja o destino mais certo. Resta saber quem vai para a chapa majoritária. É que, também em tese, a vice-prefeita Ruth Ciarlini (DEM) iria para a reeleição, mas tudo pode acontecer até junho de 2012.

Único Nome
Pela oposição, a deputada estadual Larissa Rosado (PSB) aparece em situação teoricamente confortável, pois não está dividindo os holofotes com nenhum outro pré-candidato. Os que se manifestaram nos bastidores não têm substancial para o enfrentamento político. O PT até ensaiou uma postulação com o Professor Assis, mas o projeto não teria vingado.



Prós e contras dos pré-candidatos


Cláudia Regina

O ponto favorável é pelo fato de ser bem articulada e tem se movimentado desde a eleição de 2008, quando se elegeu vereadora. Mantém boa aceitabilidade em segmentos sociais, em cujas ações a parlamentar consegue pavimentar apoios de lideranças. Cláudia tem se mostrado fiel ao senador José Agripino Maia, presidente nacional do DEM. Contra o projeto de Cláudia Regina, o fato de ter apoiado o deputado federal Felipe Maia (DEM) em suas eleições consecutivas, em detrimento do deputado federal Betinho Rosado (DEM), a deixa em desvantagem junto à cúpula municipal do Democratas.


Alex Moacir
O fato de aparecer em situação privilegiada em pesquisas que avaliam os serviços públicos ofertados pela Prefeitura de Mossoró deixa o secretário Alex Moacir em bom patamar para galgar projetos políticos. O serviço de limpeza pública é um dos fortes elementos que poderiam favorecer a sua ascensão política. Contudo, enfrenta obstáculos de ordem política, pois não é filiado ao DEM – partido que deve apresentar o candidato à Prefeitura de Mossoró.


Francisco Carlos
Bem articulado e expressivo no que diz respeito à Prefeitura de Mossoró. Francisco Carlos atraiu os holofotes políticos quando chamou para si a responsabilidade da defesa de críticas e acusações feitas pela oposição em 2009, ano em que se vivenciou o pior momento da crise econômica que afetou os municípios brasileiros. A exemplo de Alex Moacir, ele não é filiado ao DEM e o seu partido, o PV, não vive o melhor momento na política potiguar diante da alta rejeição da prefeita de Natal, jornalista Micarla de Sousa.


Chico da Prefeitura
Popular e de boa aceitação. A votação obtida por Chico da Prefeitura nas eleições do ano passado o deixou com vontade de experimentar a disputa pelo Executivo. Cumpre o sexto mandato na Câmara Municipal de Mossoró. Contra o projeto do vereador tem o fato de ele se mostrar um político de altos e baixos com relação ao seu temperamento em pronunciamentos no Legislativo.


Larissa Rosado
Está no terceiro mandato como deputada estadual. Até agora é o único nome da oposição e este fato a credencia a ser chamada de “favorita”. Caso venha a ser oficializada como candidata, entra para a terceira disputa pela Prefeitura de Mossoró. Foi derrotada duas vezes pela prefeita Fafá Rosado. Corre o risco de ser a Fátima Bezerra de Mossoró se perder a eleição de 2012 e ficaria com o estigma de não ter perfil político para o Executivo.

Fonte: Jornal de Fato

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