sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Amém, irmão?

Espera-se que uma pessoa religiosa preze pela ética e bons costumes e direcione para uma vida regrada nos mandamentos cristãos. Mas, analisando determinados comportamentos na sociedade mossoroense, percebe-se claramente que alguns perfis que se aventuram na política e misturam esse aspecto com a religião estariam desvirtuando algumas práticas tidas como sagradas. A primeira delas é não mentir.

Ao longo da história da humanidade o nome de Deus foi utilizado da pior forma possível. E, na Idade Média, crimes terríveis aconteceram. Tudo em nome do Ser que criou tudo. Mas se percebe que Deus já havia, lá no passado, no período em que Jesus passou pela Terra, feito a devida distinção entre o terreno e o divino. Daí a fala atribuída a Jesus: “a Deus o que é de Deus e a César o que é de César.”

Mossoró, terra da liberdade, vivencia momentos de pura inversão de valores. E mistura-se tudo sabe-se lá em nome de quem. Certamente o de Deus é que não é. Em razão de algum resultado positivo, seja em pesquisas ou nas urnas, apela-se para tudo. Menos para Deus. E, se existe o bem e o mal, e se o aspecto divino não nortearia mentiras ou determinados artifícios, só tem uma alternativa: quem usa de mecanismos antiéticos para externar ser o que não é ou evidenciar uma realidade inexistente, só poderá estar agindo sob os domínios do “Capiroto”.

O “amém” que pode ser dito a alguns como reverência religiosa. O termo é uma expressão hebraica que quer dizer “certamente” ou “assim seja” e revela a concordância com alguma coisa.

Portanto, é preciso ter muito cuidado ao dizer “amém” para alguns religiosos que se travestem de políticos ou políticos que se travestem de religiosos. Pode simplesmente significar que você concordaria com práticas danosas ao que se espera de um regime democrático. Em uma eleição, o famoso “tudo vale” só se pratica por quem sabe que não é capaz de sair vitorioso por méritos próprios. Fique atento!

 


Nenhum comentário: