segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Uso exagerado de rede social não é legal

A empáfia, antes dominante no ar, cedeu lugar para a realidade. O ex-prefeito mossoroense Allyson Bezerra (União Brasil) pensou que uma realidade virtual defendida por ele seria suficiente para combater o mundo real. Não vingou. E a derrota dele, bem como do senador Flávio Bolsonaro (PL) à presidência do Brasil, evidencia que é preciso, também, sair da bolha da internet e olhar no olho do eleitor. Cadu de Lula fez isso. Lula, fez o inverso: precisou entrar na bolha para mudar o jogo. Em suma, é preciso equilibrar as coisas.

O resultado das eleições de domingo passado mostra bem mais: apesar de existir um mundo à parte nas redes sociais, é na materialização do contato com o eleitor que tudo flui. O ex-prefeito mossoroense insistiu tanto no campo virtual que perdeu fôlego na chamada vida prática. E mostrou também que uma campanha estadual é muito diferente do pleito municipal.

O fechar das urnas e a exposição dos números mostram muito mais elementos que precisam ser analisados por quem está à frente do marketing de prefeitos e candidatos.

Ficou mais que evidente que viver de trends e de vídeos nas redes sociais não surte tanto efeito assim. Claro que não se pode desprezar a ferramenta, mas uma comunicação se faz pela materialidade das coisas. E, sejamos honestos: não tem como tratar do concreto em algo virtual. Fica impessoal. Distante. Os números do domingo que passou são claros nesse sentido.

Quanto tempo os candidatos perderam fazendo trends? Quantas conversas reais deixaram de acontecer em nome de algum algoritmo? Tempo, em campanha, é algo que não se pode perder. E muitos, mas muitos mesmo, seguem nessa linha. Preferem o virtual. Enquanto o real, o concreto, fica de lado. É preciso unir os dois modelos de comunicação/marketing. Não basta apenas, supostamente, dominar as redes sociais. É preciso saber dosar o seu uso. Em excesso, resulta em choro político.



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