Não adianta o cidadão apenas votar em candidato A ou B. Tem que fuçar o plano de governo e analisar se existe alguma incongruência entre o que se fez e o que se quer fazer. Assim sendo, e tomando como parâmetro a ideia de que quem teria a vantagem seria o postulante da oposição, uma vez que mete o cipó no candidat0o governista sem dó nem piedade. É regra. Contudo, e nesse caso em questão, e levando em consideração que um dos candidatos ao Governo do RN passou pela Prefeitura da segunda maior cidade do Estado, que tal falar um pouco sobre saúde?
O noticiário potiguar cansou de divulgar fatos desagradáveis sobre a saúde de Mossoró. A começar pelo fator Dismed, empresa de distribuição de medicamentos que aparece em investigação da Polícia Federal em um dos maiores esquemas de corrupção já vista pelas terras de Felipe Camarão. Mas o foco não é nem esse escândalo, o qual segue em tramitação no Tribunal Federal Regional 5 (TRF5).
Vamos para algo mais concreto. Que tal falar da infraestrutura das Unidades de Pronto Atendimento (UPA), com foco na que se localiza no Alto de São Manoel? Para quem abre dos peitos e fala que vai transformar saúde do Rio Grande do Norte deve ter deixado a municipal supinta. Correto? Em tese, sim. Mas a prática, na realidade, é outra história.
Como acreditar nas 15 propostas que constam do plano de governo do candidato do União Brasil para a saúde se o setor, em Mossoró e onde ele esteve por dois mandatos consecutivos, está capenga? Definitivamente, não tem como.
É nesse sentido que o eleitor deveria olhar, e a mesma atenção deveria se voltar para o campo nacional. O discurso do candidato do PL encanta os ouvidos de quem está desgostoso dos problemas que afetam a vida das pessoas. Mas ele apenas encanta e não dá continuidade sobre como vai fazer.



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