Para umas cidades, a campanha deste ano não tem nada a ver com a eleição municipal. Em outras, tudo tem ligação com tudo e uma campanha está ligada, necessariamente, a outra. Dessa maneira, terrenos estão sendo preparados com dois anos de antecedência para que não se tenha surpresas no decorrer do processo. E, com base nessa premissa, já se percebe que em algumas cidades potiguares a disputa local começa a dar a tônica mesmo em um cenário onde não está em jogo, a priori, disputa por Prefeituras.
Em Grossos, por exemplo, as redes sociais de pessoas ligadas aos dois agrupamentos políticos rivais, no popular, pipocam de provocações. Isso pode ser percebido de lado a lado. Direta e indiretamente.
É inegável que a prefeita Cinthia Sonale (União Brasil) esteve em momentos de maré baixa em decorrência do racha político com o seu vice-prefeito, Galego Caetano, que foi, obviamente, para a oposição.
Ocorre que ela conseguiu inverter o quadro ao lançar uma série de inaugurações de obras, fruto do programa Acelera Grossos. A mais recente trata-se da Avenida Terezinha Pereira, que estava sem serviços de manutenção havia 30 anos.
O grupo adversário da prefeita é comandado por Alexandre Paiva (PL), ex-vereador. Cinthia perdeu o vice, mas atraiu outras lideranças para o seu lado e que antes lhe fazia oposição. Então, até aqui, tem-se certo equilíbrio.
Não é novidade que a oposição apresentará como um dos nomes o ex-vereador Alexandre Paiva. E também não é novidade que o grupo governista tem no secretário de Saúde, Diego Alves, como sucessor da prefeita.
E fala-se, já, em composição governista. Claro que tudo no campo especulativo e até porque está bem cedo pra tal. Mas é comentário frequente nas calçadas de Grossos que Diego Alves poderá ter como vice o ex-prefeito José Maurício Filho ou a ex-vereadora Girlene. Ela mora na localidade rural de Areias Alvas, área então comandada, politicamente, pelo grupo ao qual o vice-prefeito dissidente pertence.
O blog até sondou a prefeita Cinthia Sonale sobre essas conversas, indagando qual caminho seria trilhada por Diego Alves: um ex-prefeito ou uma ex-vereadora. Mas ela não respondeu.
O certo é que as apostas começam a troar nas esquinas grossenses. E é só esta campanha passar para a outra entrar de vez na pauta local. Até porque os números das urnas apontam, necessariamente, para um lado. É assim em cidade de pequeno porte, onde respira-se política o dia todo e todo o dia.
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