segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Allyson sabia de todos os riscos da Operação Mederi quando optou pela candidatura

Fonte: www.blogdodina.com


Investigar crime suposto desvio de verba pública em período de campanha é ruim ou bom? Ruim, só se for para quem, por ventura, esteja envolvido no esquema. O blog tem escutado esta dúvida e também a resposta por onde passa. E concorda com o que vem sendo dito a quem formula a pergunta. O certo mesmo, para quem quer comandar um município, Estado ou o Brasil, é ter conduta ilibada, pois será o espelho para a sociedade. Se não for, o reflexo exposto para todos não tende a ser ético e, sejamos coerentes, será o fim da probidade de maneira geral.

O que o blog quer dizer com isso? Simples: independente de campanha eleitoral, quem tiver cometido algum deslize, que seja responsabilizado. E não interessa quem seja. Verba pública é verba de todos e jamais pode ser vista como um puxadinho do porquinho onde se guarda as moedas, o troco do supermercado. E quem quer administrar a coisa pública tem, verdadeiramente, que pensar no coletivo.

Assim sendo, justa a decisão do desembargador federal Rogério Fialho Moreira, que indeferiu a solicitação feita pelos advogados da empresa  Dismed Distribuidora de Medicamentos, acerca da anulação de provas captadas por escutas e feitas pela Polícia Federal para robustecer a Operação Mederi, realizada em janeiro que passou e que coloca o ex-prefeito Allyson Bezerra - candidato do União Brasil ao Governo do Rio Grande do Norte - em situação vexatória, já que ele é tido como suposta participação no delito que teria desviado uma verdadeira fortuna com licitações envolvendo a compra de remédios e a empresa Dismed.

O jornalista Dinarte Assunção, que vem acompanhando de perto as movimentações acerca do processo que transita no Tribunal Regional Federal 5 (TRF5), publicou em seu blog que estaria havendo cuidados excessivos, por parte dos agentes políticos (prefeitos) para que não fossem descobertos. "Os cara é um cuidado, não porque ninguém pode saber não", disse Oséas Monthalggan, um dos sócios da Dismed e cuja fala foi captada pela Polícia Federal.

O caso é grave e merece, sim, ser investigado. O candidato Allyson Bezerra sabia que poderia sofrer esse revés, de ter seu nome atrelado à Operação Mederi. Estava ciente de que o caso iria ter repercussão e ser explorado durante o processo eleitoral. Resolveu seguir adiante com a ideia de tentar chegar ao Governo do Estado com total ciência de que a investigação iria ter continuidade e também tinha conhecimento de que estava sendo apontado como principal agente político que estaria no topo do suposto esquema investigado pela Polícia Federal.

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