Repercute negativamente, dentro e fora da coligação que dá suporte à candidatura de Allyson Bezerra (União Brasil), conduz o processo eleitoral que projeta eleger a esposa dele, Cinthia de Allyson, deputada estadual mais votada da chapa proporcional. Ela tem todo direito de disputar o mandato que quiser, mas tal ideia contradiz totalmente o que ele vinha propagando em torno da ideia de ser contra oligarquia.
Isso, claro, antes de se reeleger e colocar um primo como candidato a vice e torná-lo prefeito. Agora quer aumentar o poderio familiar: quer eleger a esposa como deputada estadual e, por tabela, tem o desejo de chegar ao Governo do Estado. Existe algo mais oligárquico do que tal prática?
A complexidade de se desdizer, na política, é que quem afirma uma coisa e depois faz outra ficaria, em tese, com a suposta credibilidade balançada, posta em xeque. E, como reflexo disso, vem o famoso "troco".
É o que os candidatos a deputado estadual já começam a fazer com a candidatura de Allyson Bezerra. Como ele está priorizando a candidatura da esposa à Assembleia Legislativa, os que integram a coligação e que possuem o desejo de sucesso político já começam a debandar e vão pedir voto único, em vez do famoso voto casado.
Com isso, Allyson Bezerra tende a enfrentar esvaziamento na sua campanha. Sem força e sem suporte dos candidatos da chapa proporcional, será que ele terá fôlego e força para entrar e sair de algum município onde é um mero desconhecido?
Como um meme não tão recente, "é sobre isso" o problema iniciado pelo próprio candidato do União Brasil. Para se ter ideia, até o chapéu de couro Cinthia de Allyson está usando.

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