quinta-feira, 2 de julho de 2026

O eleitor não suporta mais do mesmo

Entra ano, sai ano e alguns nomes da política potiguar insistem em permanecer com o mesmo diálogo e voltado para o mesmo público. Não que seja errado a permanência de projetos, ideias, mas o eleitorado tem mudado. Tem se transformado e seguido outras vertentes, além das que já são defendidas. É preciso alternar, procurar outros focos e seguindo na mesma pegada envolvendo aspectos que valorizem o outro.

O blog fala aqui claramente da deputada estadual Isolda Dantas (PT), por quem tem respeito e admiração. Mas é preciso que se diga que o discurso dela já está cansando, pois remete, sempre, à mesma bolha. Não que as comunidades defendidas pela parlamentar devam ficar à margem da sociedade. Não se trata disso. Mas é preciso observar que ela não representa apenas um bloco social. Trata-se do todo.

E é nesse sentido que a repetição fica maçante e complicada para os ouvidos, e os olhos, de quem ouve e ler sempre sobre a mesma temática. Saliente-se que Isolda, na sua primeira eleição como deputada estadual, obteve 32.963 votos em 2018. Quatro anos depois, em 2022, subiu para 57.046 votos. Uma boa avançada.

Mas é bom ressaltar que do PT outros dois nomes se elegeram em 2022: Francisco do PT e Divaneide. Ele obteve 50.499 votos e ela, 52.177. Os três estão dentro do mesmo patamar eleitoral e seguem, por questões partidárias, defesa de temáticas parecidas. O que causa ao eleitor cansaço.

A repetição pode provocar ojeriza. E, com isso, afastar o eleitor. O blog volta a dizer: os temas defendidos por Isolda Dantas são importantes, mas tem outros nomes, até no PT, que faz o mesmo. E, cá para nós, mais do mesmo ninguém merece e aguenta. Nem o eleitor.

Direitos das mulheres, reforma agrária e a comunidade LGBTQIAPN+ são alguns exemplos de bolhas que, para o público/eleitor que opta pelo PT potiguar, podem parecer mais do mesmo. Praticamente tudo foi dito e pouco foi feito. Repetir a dose é achar que o eleitor é depositório de palavras ao vento.

Ao ver do blog, tais bandeiras podem, e devem, constar na linha ideológica de alguns candidatos e candidatas à Assembleia Legislativa, bem como à Câmara Federal. Mas é que tem tanta gente falando o mesmo que se torna cansativo. Falar menos e fazer mais talvez seja um bom caminho adequado. Afinal, ninguém merece estar em 2026 e ouvindo coisas já ditas em décadas anteriores. É como se o tempo não tivesse passado. 

O blog volta a dizer: as temáticas devem ser defendidas e com força. Mas a defesa, em vez de ficar só na teoria, merece chegar à prática. E assim todos agradecem. 

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