sábado, 15 de dezembro de 2012

Fogo amigo será o principal problema de Cláudia Regina

Os olhos de todos se voltam para o projeto de reforma administrativa que já está na Câmara Municipal de Mossoró e que será votado nesta segunda-feira, durante sessão extraordinária. O projeto prevê redução de secretarias, extinção das gerências executivas e redução considerável de cargos comissionados. Embora o documento tenha sido entregue pela prefeita Fafá Rosado (DEM) ao presidente do Legislativo, Francisco José da Silveira Júnior (PSD), a ideia partiu da prefeita eleita Cláudia Regina (DEM).

Á primeira vista, Cláudia Regina deve receber numerosas críticas, principalmente de aliados, que esperam a devida convocação à integração do governo que se iniciará em janeiro próximo. Ela já sabe quem vai permanecer, quem sai e quem entra. Afinal, precisa estar preparada para prováveis recusas. Algo que certamente não ocorrerá.

A questão é que, contrariando o que foi dito acima, Cláudia Regina propagou, durante a campanha eleitoral passada, um novo jeito de governar. A reforma administrativa é um indicativo dessa nova maneira. Não se trata de algo novo ou de tentativas.

O que Cláudia Regina propõe é bem simples: para superar estatísticas já alcançadas nas administrações de Rosalba Ciarlini e de Fafá Rosado, ela precisa alterar o ordenamento administrativo. Ela certamente não alcançará seu objetivo de manter o mesmo organograma funcional administrativo. E daí vem a necessidade de mudanças. Até para acatar orientação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Cláudia extinguirá cinco secretarias e criará quatro, deixando um total de 10 pastas. Além destas, seis subsecretarias tomam o lugar das 16 gerências executivas. Espera-se uma otimização, tanto dos serviços quanto de recursos, já que o número de cargos comissionados também cairá.

De prático: a prefeita eleita Cláudia Regina é quem ficará no comando de todas as ações, já que as secretarias ficarão alinhadas diretamente ao Gabinete da Prefeita. Além disso, Cláudia chamou para si a articulação política, pois não se terá a figura de secretário-chefe de Gabinete.

Ao ver do blog, o desafio maior de Cláudia Regina não será de ordem administrativa, e sim ao que estaria alheio à sua vontade: o fogo amigo. A insatisfação será inevitável e a prefeita eleita precisará de muito jogo de cintura para evitar desgastes na própria base.

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