sábado, 7 de novembro de 2020

Porque o povo se engana tão fácil?

O que você faria com R$ 1.800,00 ou R$ 3.000,00? Para quem estava passando, ou ainda passa, necessidades e recebesse o auxílio emergencial nesse valor, certamente a resposta seria uma só: comprar comida e, depois, pagar algumas contas. Mas será que alguém que possui patrimônio de R$ 400 mil precisaria desse dinheiro que não fosse para engordar, ainda mais, sua conta bancária? A resposta também seria única: realmente para aumentar  o patrimônio que já se tem. Essa talvez tenha sido a intenção do candidato a vice-prefeito de Allyson Bezerra (Solidariedade), Fernandinho das Padarias (PSD), ao se inscrever no programa Auxílio Emergencial e ter recebido, em sua conta bancária, um dinheiro que, definitivamente, ele não teria direito.

O candidato a vice-prefeito de Allyson Bezerra aparece em lista divulgada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), composta por 10 mil candidatos nestas eleições e que não teriam direito a receber a ajuda financeira do Governo Federal.

A resposta para o título acima, “Porque o povo se engana tão fácil”, remete ao discurso fácil que algumas supostas lideranças políticas pensam ter. E usam palavras que acabam, de alguma maneira ou de outra, sensibilizando aquele cidadão acaba sendo fisgado por explicação que não se sustenta, mas que, por se tratar de uma suposta liderança, acaba tendo o peso de uma resposta. Ocorre que o que o candidato a vice-prefeito de Allyson Bezerra não disse foi uma coisa: o que ele faria com o dinheiro que recebeu do Governo Federal?

O candidato a vice-prefeito de Allyson Bezerra, mesmo sabendo que não tinha direito a receber o auxílio emergencial, se inscreveu. E recebeu. E, com isso, tirou a chance do trabalhador autônomo, da dona de casa que sustenta, sozinha, seus filhos, do pai de família que ficou desempregado no começo da pandemia. E, por tabela, a ação do vice-prefeito de Allyson Bezerra talvez tenha deixado algumas famílias sem ter o que comer, sem ter como comprar o básico ou sem ter como honrar um simples compromisso.

É que, na sanha e na ânsia de ter mais, mesmo já tendo muito, ele não pensou no próximo. Não pensou em quem realmente precisa. Não pensou nas consequências que a sua ação representaria em uma sociedade tão castigada pelas desigualdades sociais e onde patrão vai sempre querer ter mais. E agora que a ação dele faz sentido: ele é patrão, é empresário e tem um patrimônio considerável. Quer apenas deixar quem tem menos com bem menos ainda. E só.

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