sábado, 19 de outubro de 2019

Onde está a mudança que a oposição tanto prega?


O que separa a mesmice eleitoral é apenas uma eleição entre duas. Nas suplementares realizadas em maio de 2014, por exemplo, o discurso de mudança foi a tônica da campanha daquele ano e que resultou na eleição de Francisco José Júnior. Daquele pleito para o do ano que vem, as mesmas pessoas falam as mesmas coisas: é preciso mudar.

E é aí que está a questão: mudar significa retornar ao que era antes (no tempo de Silveira). Sim, porque os que dizem agora que é preciso mudança já falaram a mesma coisa em 2014. E Mossoró comeu o pão que o diabo amassou.

Agora o deputado estadual Alysson Bezerra é quem afirma isso. Antes era só o PT. E aos dois se juntaram a ex-prefeita Cláudia Regina (DEM) e o empresário Jorge do Rosário. Todos comungando do mesmo discurso.

As ideologias políticas que vão às favas. Sim, porque quem, em sã consciência, iria conceber a ideia de que DEM e PT poderiam estar juntos? Como ficam os seguidores dos dois partidos? Serão, obviamente, obrigados a seguir os dois. E onde é que está a mudança nisso? Mudar para voltar, retroceder? Que mudança é essa?

Os partidos de oposição praticamente definiram que, deles, apenas um candidato majoritário será apresentado. Mas quem será? O PT terá a coragem de ter candidato a prefeito, mesmo sabendo que não pode atirar pedras em ninguém, pois tem o telhado de vidro? Será o deputado Alysson, que de novo não tem nada, já que pratica a chamada “velha política”, interessada apenas nos interesses particulares?

Enfim, Mossoró está, realmente, bem das pernas. Ao defender a mudança, os partidos de oposição defendem, obrigatoriamente, o retorno da era Silveira. Será que o ex-prefeito está inserido em tal projeto?

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