quarta-feira, 15 de maio de 2019

Em Grossos, governismo tem decisão caseira para 2020

A política se mostra como realmente é: em Grossos o vereador Bruno do Córrego (PSDB) deixou a oposição e migrou para o grupo coordenado pelo prefeito José Maurício Filho (MDB), que já deve ter começado a trabalhar o sucessor. E este nome veio por meio da decisão de Bruno. É que ele abriu o jogo e disse que sua decisão era pelo fato do presidente da Câmara Municipal, Francisco Richarlyton (MDB), estar sendo cotado para ser candidato a prefeito em 2020.

Em outras palavras, Bruno do Córrego estava na oposição só por estar, e tal quadro não se dava por questões partidárias. E foi só o primo ganhar mais notoriedade que o verdadeiro sentido político da coisa veio à tona e o que importa é sempre o particular em vez do coletivo, dando vazão ao velho e bom ditado: "primeiro os meus."

E, como sempre, já tem especulação dando conta de que a chapa que poderá ser encabeçada pelo presidente da Câmara de Grossos tem como vice o vereador Alexandre Paiva, que tem se movimentado e deixado claro que tem interesse na chapa majoritária.

Ocorre que nem tudo são flores para o grupo governista. O irmão do prefeito, o ex-prefeito João Dehon da Silva, quer ser o comandante da sucessão do irmão. E estaria achando que pode, de verdade, indicar o nome. Alguns já estariam descartados, como o vereador Erasmo, que tem um passado de união com João, mas que vem sendo preterido. O blog foi informado que o ex-prefeito queria indicar a atual esposa ou a filha mais velha. Não se sabe se haveria possibilidade jurídica para tanto.

Assim como no caso de Bruno do Córrego, o ex-prefeito quer apenas resolver os problemas da sua família. Já colocou o irmão em seu lugar nas eleições de 2012, que foi reeleito em 2016, e agora quer indicar mais um parente. Por sinal, o presidente da Câmara de Grossos é casado com a filha mais velha do ex-prefeito. Daí que qualquer que seja o escolhido, a decisão ficará sempre em casa.

E isso mostra que o papel do prefeito José Maurício Filho será apenas figurativo. Ele, definitivamente, não decidirá nada da própria sucessão.


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