quinta-feira, 19 de abril de 2018

Professor deveria ter direito ao auxílio moradia

Um país com igualdade não permite privilégios aos poderes constituídos enquanto que a população fique distante de todo e qualquer benefício. Um dos grandes males da sociedade contemporânea é a diferença, o disparate social. Poucos com muito e muito com poucos. Seja presidentes, governadores, prefeitos, senadores, deputados federais, estaduais ou vereadores. No Judiciário não poderia ser diferente. Existem distorções em todos os poderes com relação ao resto dos mortais brasileiros. Um descalabro social que apenas fortalece discursos unilaterais que são altamente danosos à coletividade.

É como se apenas os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário tivessem direitos a serem garantidos. E os professores? E os jornalistas? Garis? Servidores de maneira geral que impulsionam a mola econômica brasileira e que ficam, sempre, em último plano. Os servidores, sejam públicos ou da rede privada, são os verdadeiros atores que dão vida ao Brasil. Em termos de economia e social. Aliás, em todas as áreas. Pois são estes servidores que pagam impostos que acabam pagando os altos salários de presidente, senadores, deputados federais, estaduais, prefeitos e vereadores, além de juízes, promotores e demais servidores públicos. E ainda querem mais regalias?

A ajuda de custo para manter um juiz em alguma casa ou apartamento, por exemplo, é um escárnio à realidade de quem não tem um casebre para morar. O mesmo se volta ao pagamento, via verba pública, de aluguel para governadores e prefeitos. São figuras públicas, todos, que recebem bom salário para executarem suas funções. Aliás, a função pública não deveria ser pautada em benefícios, e sim em obrigações. Mas hoje a regra se inverteu e quanto mais o profissional público ganha, mais benefício ele quer e exige. Está correto? Até certo ponto, sim, pois a lei é conivente com este tipo de paralelo com a sociedade. Como se fosse possível existir uma ala superiora, o suprassumo dos servidores públicos. Se vale para um, deveria valer para todos. É o que diz a Constituição, já que se trata aqui de lei. Mas isso é outro debate que não interessa agora.

E o que interessa? Simples: que todos sejam,efetivamente, iguais. Que não haja tanta diferença entre uma categoria e outra e que todos os profissionais tenham o mesmo peso na sociedade. Afinal, só existe juiz porque algum professor se graduou. Portanto, não deveria existir privilégios isolados.

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