quarta-feira, 4 de junho de 2014

Henrique quer ser Sassá Mutema, o Salvador da Pátria

A política brasileira é o fim da picada. Os vícios, acordos... tudo isso coloca em xeque o que se chama de democracia. Partidos políticos contam com seus estatutos, diretrizes que seus filiados devem seguir... Tudo na teoria, porque na prática a coisa é outra. Vejam o que acontece no Rio Grande do Norte: o DEM tem uma governadora que caminha para ter seu direito de disputar a reeleição negado (se é que já não teve). Temos partidos de esquerda que se misturam com os de direita em nome de algo que não se sabe decifrar.

Por aqui, política é feita em nome do pai, do filho... Da sogra, do genro... E por aí vai. Muitas vezes se chega ao cúmulo de algum político dizer que o melhor é esquecer os projetos pessoais e pensar em algo coletivo. E o blog não entendeu o que disse o deputado federal Felipe Maia (DEM), filho do senador José Agripino (DEM): que é preciso esquecer projetos pessoais.

Ora, projeto pessoal é o que mais tem. Senador quer reeleger o filho, ministro quer eleger o filho à Câmara Federal. Mãe quer garantir reeleição da filha na Assembleia Legislativa e ser eleita ao Senado Federal. Um quer ser eleito governador e eleger o primo deputado federal. Outro quer ser governador, mas tem que renovar o mandato do filho na Câmara Federal...

E alguém ainda ousa dizer que é preciso esquecer projeto pessoal? Menos... Menos. 

No Congresso Nacional, onde leis deveriam ser pensadas em benefício do todo, mas são feitas para atender caprichos de poucos. Daí a existência de bancada ruralista, da educação, saúde... E por aí vai. Sem falar nos lobbys (termo que no Brasil significa troca de favores).

Mas vamos falar de algo nosso: o Rio Grande do Norte conta com um ministro e o presidente da Câmara Federal. Desde que estes assumiram tais funções, quais foram os benefícios trazidos por ele? Por quais motivos se fala agora que é preciso união para garantir alguma migalha do Governo Federal? Será que os problemas do RN surgiram agora, em ano eleitoral? Ou será que ministro e presidente da Câmara Federal passaram a enxergar melhor agora?

Desde quando se veta "projeto pessoal" para dar vazão a outro "projeto pessoal"?

Como unir, em um mesmo palanque, adversários de décadas e que dividem cidades e opiniões de eleitores?

Será que Henrique Eduardo Alves vai ser o "Sassá Mutema" do Rio Grande do Norte e vai conseguir unir bacuraus e bicudos, eternos adversários, e tudo em nome do que ele chama de "mutirão"?

É, pelo visto Henrique caminha mesmo para ser o nosso Sassá... Se ele conseguirá tal feito, o blog faz igual a Raul Gil: tira o chapéu.

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