segunda-feira, 2 de junho de 2014

DEM: relação de fogo e querosene

Nenhuma novidade surgiu no encontro que o Democratas realizou na manhã de hoje. Prevaleceu o que estava escrito. Apenas se deu publicidade a algo que já foi fechado: o DEM potiguar decidiu que não dará legenda ao projeto de reeleição da governadora Rosalba Ciarlini e externou que a meta é a chapa proporcional. Ou seja: a coligação com o PMDB na chapa para deputados estaduais e federais. Como se o DEM não estivesse disposto a seguir com a candidatura de Henrique Eduardo Alves (PMDB) ao Governo do Estado. Pura balela.

E a frase mais engraçada da manhã foi dita pelo deputado federal Felipe Maia (DEM), filho do presidente nacional do Democratas, senador potiguar José Agripino Maia. Vejam só o que Felipe afirmou: "nossa história não pode se acabar em 2014, temos que recuar para voltarmos mais forte. Vamos pensar no partido. Vamos tirar os projetos individuais."

Uma verdadeira piada o que disse Felipe Maia. Todo mundo sabe que a decisão de José Agripino, de seguir com o PMDB, é baseada em projeto pessoal. Ou será que a reeleição do filho dele não é algo bastante pessoal? Ou teria algo mais envolvendo a posição do Democratas?  O blog não crê na tese de Felipe, de "recuar para voltar forte." É uma contradição sem tamanha.

Mas a governadora Rosalba Ciarlini sabia que mais dia, menos dia, isso iria acontecer. Estava na cara. A política não é tratada como instrumento de transformação social coisíssima nenhuma. É instrumento de transformação pessoal. De troca de favores. Ou existe alguém que, em sã consciência, não crê na existência de algum acordo envolvendo Agripino Maia e Henrique Eduardo Alves?

Tem muita coisa a ser dita. Essa história não acaba com a decisão tomada pelo Democratas na manhã desta segunda-feira. Podem apostar.

É algo parecido com a relação entre fogo e querosene. Basta uma faísca para a explosão. É só aguardar.

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