sábado, 26 de outubro de 2013

PMDB, PR e PSD usam o mesmo colírio do PT e PSB

Demorou três anos para que os líderes do PMDB, PR, PSB, PSD e PT atentarem para algo que todo cidadão comum, sem mandato eletivo, possui e externa diariamente: preocupação. Somente agora, em ano pré-eleitoral, quando se discute nomes ao Governo, Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa, foi que Henrique Eduardo Alves (PMDB), Garibaldi Alves Filho (PMDB) e João Maia (PR), Fátima Bezerra (PT) e Robinson Faria (PSD) alardeiam estar preocupados com o futuro do Rio Grande do Norte.

Tirando o PSB e o PT, os demais partidos estavam aliados da governadora Rosalba Ciarlini (DEM). Até dois anos e meio antes, tudo estava bem ou não se teria tanto problemas. E se existiam, estes mesmos líderes que hoje se dizem preocupados com a segurança, saúde, educação, emprego e renda faziam questão de mantê-los na surdina.

Mas eis que eles romperam e se juntaram ao PSB e ao PT nas críticas. Agora, tudo não presta. Nada é bom e o que existem são problemas e mais problemas.

Estranhamente, passaram a enxergar todos os males somente agora. Vai ver o colírio que usavam antes não era tão bom assim e, quando foram para outro oftalmologista, ficaram vendo tudo perfeitamente.

Mas a pergunta é: porque tanto tempo para enxergar que o governo Rosalba Ciarlini é fechado, não confia nos aliados, que não permite sugestões e só faz o que quer?

Parece que, diferentemente do cidadão comum, os líderes políticos do Rio Grande do Norte só recuperam a voz e a visão quando o período eleitoral se aproxima. Não é de estranhar que, caso a governadora Rosalba Ciarlini se reeleja, estes mesmos críticos passem a enxergar algo de bom no seu governo e, como um passe de mágica, vislumbrem que nem tudo o que eles dizem que é ruim não é, necessariamente, do jeito que eles pensaram.

Colírio, votos, palavras e poder: tudo isso faz parte de um jogo duro, brutal e que vitima quem precisa, verdadeiramente, de uma ação consistente e capaz de transformar água em vinho. É a política que se apresenta na sua forma mais cruel e real.

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