sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Crise é reflexo do Governo petista

Os que possuem ligações ou são adeptos da política de "esquerda" ou fazem oposição ao governo potiguar adotaram um discurso dúbio com relação ao que se vivencia atualmente no Rio Grande do Norte. Algo que remete à tentativa de passar a ideia de que o RN não faz parte do contexto brasileiro e que, por isso, tudo o que ocorre de ruim por estas bandas é culpa da governadora Rosalba Ciarlini (DEM).

A bola da vez diz respeito ao anúncio feito pelo Governo acerca dos problemas de ordem financeira, provocados pela retração na arrecadação do ICMS e no repasse do FPE (Fundo de Participação dos Estados), os quais provocaram uma espécie de atraso salarial aos servidores públicos estaduais.

Sindicatos, petistas e simpatizantes da ala oposicionistas apregoam que o problema decorre da falta de gerenciamento estadual; que existe administração danosa aos cofres públicos estaduais e que a governadora não está sabendo governar.

Ora, é sabido que o que ocorre nos municípios, em termos de retração financeira, decorre de fatores ligados ao Governo do Estado. Assim sendo, cabe dizer que o que se dá nos Estados advém de comportamento relacionado ao Governo Federal. É a lógica.

Assim sendo, não faz sentido a oposição fechar os olhos para o colapso da economia nacional - sim, o problema existe. O que está acontecendo é uma inversão de valores e de objetivos. Pensar no coletivo nunca foi o forte da política e, consequentemente, dos que a fazem: os políticos.

Em Mossoró, a prefeita Cláudia Regina (DEM) anunciou recentemente um pacote de medidas austeras para conter gastos na ordem de R$ 11,5 milhões. Justamente porque se percebeu queda na arrecadação, nos repasses do ICMS que são feitos pelo Governo do Estado. No caso do governo estadual, a crise - por uma questão de lógica, segue uma ordem vertical.

O blog ousa dizer que os que estão atirando pedras, jactando-se do aspecto ético e tentando tirar proveito do cidadão alienado, fazem tal coisa com um único motivo: tirar proveito político. Até porque estamos em ano pré-eleitoral e sindicados possuem ligações políticas com a esquerda ou com quem faz oposição a qualquer governo.

O blog não está defendendo aqui o governo Rosalba Ciarlini e tem posição similar ao que sai das ruas: o governo é fraco e não disse a que veio ainda. Contudo, não se pode esquecer que Rosalba herdou um Estado repleto de nós. Seus antecessores sabiam que ela venceria em 2010 e trataram de formular questões de ordem administrativa para que o Rio Grande do Norte chegasse ao caos que se tem hoje.

É culpa somente de Rosalba? Evidentemente e lógico que não. O PMDB, que quer voltar ao comando do RN, também tem sua parcela. Assim como PSB, PSD e tantos outros. Além disso, é bom que se questione que se o Rio Grande do Norte está assim tão difícil e complicado, por quais motivos chegar à giroflex da Governadoria interessa a tanta gente?

Não venham dizer que PMDB, PSB ou PSD - seus dirigentes - possuem maior capacidade administrativa do que Rosalba. Definitivamente, é algo improcedente. Até porque quase todos eles passaram pelo governo e enfrentaram problemas semelhantes. O que está em jogo é outra coisa. E, nesse jogo, o que menos interessa é o cidadão. O interesse pessoal sempre fala mais alto. Dane-se o cidadão que mora nas brenhas do Estado e que está órfão de políticas públicas.

Sim, porque também não venham dizer que os programas tidos como sociais do Governo Federal são inclusivos. Não o são coisíssima nenhuma. Para ser inclusivo, precisaria que todos fossem beneficiados. E não é isso que acontece.

"Fazer justiça" da boca pra fora é muito cômodo. É fácil e não dá nenhum trabalho. Difícil é cooperar, ajudar, contribuir, colaborar... Coisa que não se vê e algo que está longe de acontecer.

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