segunda-feira, 18 de março de 2013

PMDB embola campo e deixa entender existência de ampliação da base


Os planos da deputada federal Sandra Rosado (PSB) de contar com a presença da filha – a deputada estadual Larissa Rosado (PSB) – na chapa majoritária da oposição estão sendo minados. Embora tais planos sejam anunciados em forma de conjecturas e a sua concretização depende exclusivamente do rompimento do PMDB com a governadora democrata Rosalba Ciarlini, já se vislumbra que, caso o ministro da Previdência Social, senador licenciado Garibaldi Alves Filho (PMDB), resolva sair candidato ao Governo do Estado, a configuração política que se desenha não passa, necessariamente, pelo gabinete da deputada Sandra Rosado.

O mais recente recado nesse sentido partiu do próprio Garibaldi, que teria convidado a ex-prefeita de Mossoró Fafá Rosado (DEM) para retornar ao ninho peemedebista. Ainda no campo das especulações, caso Garibaldi seja candidato e sua companheira de chapa venha a ser de Mossoró, não se tem dúvida de que a escolhida seria Fafá Rosado. É a lógica que se apresenta, até porque só faz sentido Fafá Rosado deixar o DEM se ela estiver se sentindo desprestigiada pela governadora Rosalba Ciarlini.

A ex-prefeita negou, em entrevista concedida ao JORNAL DE FATO na sexta-feira última, 15, que exista clima de insatisfação. Não se tem confirmação da procedência da afirmativa dela, porém, aparente e extraoficialmente, o que existe seria uma espécie de “falta de reconhecimento”. Mas não seria suficiente para provocar a saída dela do Democratas.

Voltando à especulação, além desse fator, de se sentir sem prestígio junto ao Governo do Estado, complementaria o sentido da saída de Fafá do DEM em face de um convite para compor chapa majoritária. Até porque, se fosse para disputar vagas na Assembleia Legislativa ou na Câmara Federal, certamente o Democratas não lhe negaria legenda.

Na sequência do raciocínio acerca de uma ida de Fafá Rosado ao PMDB, ela estaria retornando aos laços iniciais de sua carreira política: ao braço do “sandrismo”. Algo que não se pode colocar muito crédito, pois a própria ex-prefeita – quando estava no comando do Palácio da Resistência – deixou entender que o ranço político entre ela e Sandra teria ultrapassado os aspectos políticos e teria entrado no campo pessoal.

ARTICULAÇÃO
A análise, a partir do convite do PMDB para a ex-prefeita Fafá Rosado, também deve ser direcionada ao fortalecimento da legenda em Mossoró. Nesse sentido, entende-se que a ideia seria para que houvesse maior direcionamento das ações políticas dos peemedebistas em torno das eleições de 2014.

É que, apesar das insatisfações com o governo Rosalba Ciarlini, os peemedebistas se mostram em sintonia com o DEM. Nesse sentido, vislumbra-se um entendimento para uma composição à chapa majoritária que colocasse o PMDB em local de destaque. Talvez com a provável postulação do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, ao Senado Federal.

É nesse sentido que a presença de Fafá Rosado poderia ampliar a aceitabilidade de Henrique em Mossoró e região: além de contar com o respaldo e da liderança de Rosalba Ciarlini na segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, ele passaria a contar com a segunda maior expressão política mossoroense, no caso a ex-prefeita Fafá Rosado.

Fonte: Jornal de Fato

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