quinta-feira, 21 de março de 2013

Metade de eleitores da UERN não escolheu seu reitor

A vitória, reconhecida, do professor doutor Pedro Fernandes à Reitoria da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) não pode ser considerada como algo democrático, verdadeiramente. É certo que o vitorioso soube aproveitar o momento que lhe foi oferecido e transmitiu suas propostas à comunidade acadêmica. Como ele venceu, entende-se que suas propostas foram as melhores.

Mas não se pode deixar de lado que a votação à Reitoria da UERN registrou alarmente percentual de 48,04% de abstenções. Ou seja quase a metade dos eleitores aptos ao voto não compareceu às urnas para decidir o futuro da Universidade.

De um universo de 12.881 eleitores, 6.693 votaram, enquanto que 6.188 simplesmente não compareceram.

Onde está o problema? Qual o motivo da falta de interesse do eleitor acadêmico em participar de processo que surge como democrático?

A resposta é uma só: o modelo de validação dos votos da UERN não é democrático. Um professor, por exemplo, tem o voto correspondente a peso de 70%, enquanto que técnicos administrativos e universitários completam os 30% que faltam, sendo 15% para cada segmento.

O reitor eleito precisa e deve trabalhar para unificar a UERN. Não que ela tenha ficado dividida. Não se trata disso. A questão é que uma Universidade que não tem a devida participação do aluno em suas ações, sejam acadêmicas ou democráticas, precisa rever pontos específicos.

Ao ver do blog, não se questiona a vitória do professor Pedro Fernandes, mas é preciso que uma Academia faça valer seus princípios democráticos e que todos sejam tratados igualitariamente. Não faz sentido o discurso teórico ser um e outro totalmente diferente se concretizar na prática.

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