sexta-feira, 1 de abril de 2011

A "crise moralística' de Mossoró

O contraditório só vale para um lado. A discussão, já cansada, sobre o blog "Paulo Doido" lembra fatos da história da política de Mossoró, nos quais determinado grupo político apregoava que a justiça era quem teria a voz maior, de dizer se existia culpabilidade ou não acerca de algumas acusações. Falou-se em família, em filhos, pai, mãe, esposa e marido. Hoje essas mesmas figuras (família) são deixadas de lado.

É que, na sanha desenfreada de atingir o Palácio da Resistência, vê-se uma verdadeira onda maléfica de acusações, xingamentos, deturpações e total desconhecimento do ser ético. Ora, se eles se valem da falácia ad hominem (aquele que tenta desqualificar o homem pelo homem), poder-se-ia aplicar esse mesmo argumento contra quem acusa.

Quais morais podem considerar e reafirmar as afirmações que estão sendo feitas agora se o mesmo grupo tem um vasto currículo de acusações? Assim sendo, cairia por terra o velho discurso de que se é vítima.

O blog não está, com estas palavras, sendo conivente com algo que possa ser considerado crime. Pelo contrário. A Justiça é quem dirá. Apenas ressalvando que os que hoje acusam antes diziam ter família e que esta merecia respeito.

Os que estão na mira ferrenha da oposição, por acaso, não possuem família? O blog cita apenas o gerente executivo da Comunicação, Ivanaldo Fernandes. Será que Ivanaldo não tem família? Não tem pai? mãe? irmãos? Esposa e filhos? Claro que tem.

Agora imaginem o sentimento que a pessoa fica em meio a esse turbilhão. Indescritível. Só quem passa pela situação é quem pode descrevê-la, mas dá para imaginar que não é fácil. Tanto para ele quanto para a família.

Está na hora da política de Mossoró rever seus valores. Essa ambição pelo poder é o que macula todo um sistema e põe abaixo a máxima hegeleana que afirma que o homem encontra a liberdade somente no Estado. Ora, assim posto, estamos, todos, reféns de um emaranhado de ambições. Perdidos em meio ao que existe de mais podre na política: a mesquinhez, a intolerância, soberba, e por aí vai.

O público e o privado se confundem. Não se consegue distinguir o homem do meio, e vice-versa. A crise de valores é tão grande que esquecemos de valorizar o que existe de mais importante para a vivência em sociedade: o outro. A psicologia explica que o viver em comuna não é possível se não houver respeito com o próximo.

É claro que divergências de oponiões existem e sempre existirão. Falo sobre o valor moral do ser humano. Diante dessa "crise moralística" por qual passa Mossoró, é preciso distinguir o joio do tribo. Diferenciar o público e o particular. A vida pública e a privada. Na pública, já que o sujeito exerce cargo público, é aceitável que se critique. Na particular, é preciso respeitar os limites e, acima de tudo, as consequências que toda essa celeuma causa na família.

E não venham com discurso baratal. O que vale para um tem que vigorar para o outro. A justiça não pode beneficiar uns em detrimento de outros. Se culpados forem, que paguem. Até a decisão em juízo, inocentes até que se prove o contrário. É a regra do direito. É a lei.

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