terça-feira, 22 de março de 2011

Diretor vê interferência política

O diretor-geral da Casa de Saúde Dix-sept Rosado, André Néo, afirmou que os recursos que a Apamim recebe são insuficientes para atender a demanda. Segundo ele, além dos quase R$ 360 mil da Prefeitura, a entidade recebe R$ 108 mil do Governo Federal – uma espécie de apoio às entidades filantrópicas.

“Na hora em que recebemos a produção do SUS pagamos a folha (de pagamento). O que entra de (verba) particular é pouco. Energia e água, a gente para um mês e junta dois”, afirmou. Ele acrescentou que pediu um levantamento sobre o total de dívidas da Apamim. Com relação à Cosern, disse que irá renegociar o débito.

Apesar do quadro evidente de que a situação da Apamim decorre de prováveis erros administrativos do passado, o diretor-geral vê que existe a interferência política para o agravamento da crise. Segundo André, a Prefeitura de Mossoró atrasa o pagamento da produção do SUS. “Passa mais de 30 dias para repassar aos prestadores (de serviço do SUS), quando deveria pagar dentro do mês”, disse.

Sobre a existência de um termo de audiência extrajudicial, assinado em 2010, no qual foi acordado que a Prefeitura poderia repassar o SUS até o dia 10 do mês seguinte aos atendimentos, André Néo não reconhece a legitimidade do documento. “Não é um TAC (termo de ajustamento de conduta). O pagamento de outubro do ano passado, por exemplo, foi pago no dia 17 de dezembro”, afirmou.

Ainda segundo André, a Prefeitura não tem o interesse em ver a saúde funcionar. “Se o dinheiro está na conta, que pague”, disse. Ainda no raciocínio da interferência política, disse que a Prefeitura poderia ter evitado o fechamento de hospitais, e cita o Duarte Filho, a Maternidade Mater Dei e a Maternidade Santa Luzia como exemplos.

Apesar dos problemas, disse que é difícil que a Apamim feche as suas portas. “Se houvesse o fechamento, a responsabilidade é, por parte, da Prefeitura e do Estado. Se fechar, o Município terá que montar uma estrutura para atender e o Município e o Governo não têm condições de montar”, comentou.

Fonte: Jornal de Fato

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