segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Novas ações da 'nova Câmara'

A eleição da mesa diretora para o próximo biênio (2011-2012) marca mais um capítulo na nova legislatura. As cenas que se vê a cada sessão fogem do que havia sido anunciado pelos vereadores quando tomaram posse no cargo. A briga pelo poder se torna cada vez mais evidente, seja pelo comando da Casa ou com vistas às eleições de 2012.
A realidade é que existem três grupos na Câmara Municipal atualmente: a base governista, a oposição e a “independente”, que poderá migrar para o lado que for mais conveniente. É o que os próprios vereadores deixam transparecer.
A sentença do juiz Pedro Cordeiro, sobre liminar pleiteada pelo vereador Francisco José Júnior, que queria validar as eleições realizadas em 2 de julho, minou qualquer possibilidade de entendimento. O juiz negou a legitimidade e devolveu a responsabilidade para a própria Câmara Municipal.
Diante disso, cabe ao Plenário resolver o impasse. A questão é que, apesar de a liminar ter sido negada, a ação de Silveira Júnior prossegue na Justiça e não há como se decidir o assunto na quarta-feira próxima, como ele chegou a anunciar pelo Twitter.
Tudo porque o juiz pediu a versão do vereador Manoel Bezerra de Maria (DEM), que assumiu a vaga de Niná Rebouças – falecida há pouco tempo. Além disso, faltam apresentar a contestação o presidente da Câmara e a vereadora Cláudia Regina (DEM).
Cada parlamentar tem um prazo de 10 dias para apresentar suas alegações. E mesmo assim só serão reconhecidas depois que a 2a. Vara da Fazenda Pública concluir as atividades relacionadas à correição, prevista para o dia 17 de dezembro.
Como se vê, a decisão relacionada à eleição de julho passado não pode ser tomada de uma hora para outra e a alternativa mais real é de um novo pleito.O presidente da Câmara já avisou que poderá convocar nova eleição a qualquer momento. Claudionor tem dito que vai esperar as discussões relacionadas ao orçamento serem concluídas para tratar da sua sucessão.

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