terça-feira, 16 de novembro de 2021

Câmara analisa crédito de R$ 64 mi sem que Allyson especifique destino da verba

No finalzinho do ano administrativo, faltando poucos dias, o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) quer mesa farta no seu birô: um crédito suplementar de exatos R$ 64 milhões. Isso mesmo: vai ter direito a usar R$ 64 milhões sabe-se lá em que, com o que e para que. E o que é pior: com o aval sincerão da Câmara Municipal. A aprovação ainda não aconteceu, mas como o prefeito tem maioria, tudo passará sem maiores problemas. Em nome de agradar ao prefeito, o Legislativo está esquecendo do básico e passa o crivo em algo que Bezerra, sequer, disse onde vai utilizar. E ainda dizem que a verba é do povo... Só se for do povo que está no Palácio da Resistência.

O blog tem utilizado uma expressão que recorre a ela agora: administrar não ficou para todo mundo. Pode-se até pensar em abrir um boteco qualquer. Abrir um negócio até pode acontecer. Mantê-lo será o mais difícil. Com a devida analogia, Allyson Bezerra pode até ter ganho as eleições, mas se manter no cargo, aí vai ser outra história. Falta transparência, zelo e probidade com a coisa pública. A partir do momento em que um gestor não diz onde, como e em que vai utilizar um crédito suplementar, obviamente que está deixando margens para que se pense o pior.

E o termo “pior” parece fichinha quando se está em ano pré-eleitoral. O presidente da Câmara, vereador Lawrence Amorim (Solidariedade) é pré-candidato a deputado federal. Em nome da famosa elegibilidade, tudo pode acontecer. Até mesmo o presidente pegar carona em algo que não faz sentido algum, como por exemplo, integrar comitiva que vai atrás de recursos em Brasília. Diga-se de passagem, uma equipe administrativa. A presença de alguém da Câmara Municipal foge do princípio basilar relacionado à divisão de poderes. Ao Executivo o que lhe compete. E o que faz o presidente do Legislativo na viagem? Eis a questão!

Seria mais producente os dois, prefeito e presidente da Câmara, explicarem o uso dos R$ 64 milhões. O prefeito, claro, informar os fins do crédito complementar. Ao presidente compete explicar os motivos pelos quais se aprovou algo sem que houvesse detalhamento. Ainda mais quando envolve dinheiro que é, definitivamente, do povo.

É que, como não se publica o anexo à lei, o cidadão comum fica sem saber a destinação da verba

Consultor Geral e Procurador Geral do Município de Mossoró/RN não se entendem em eleição local da OAB

Não convidem para o mesmo jantar os advogados Humberto Fernandes e Raul Santos, respectivamente Consultor Geral e Procurador Geral do Município de Mossoró.  Para a eleição da OAB/Mossoró, Humberto Fernandes apoia a postulação de Hermeson Pinheiro, enquanto Raul Santos tem como candidato seu próprio sócio, o advogado Luiz Carlos.  Mas a discórdia não para por aí.  

Segundo informações obtidas pelo blog, Humberto, que já foi presidente da OAB Mossoró por dois mandatos, se queixou ao prefeito Alysson Bezerra que Raul tem “pressionado” comissionados a votar em Luiz Carlos.  Por sua vez, o Procurador Geral reclama de “abordagens abusivas” que Humberto estaria fazendo em setores da Prefeitura de Mossoró em busca de votos para Hermeson e Magna, chapa em que sua irmã, a advogada Izabel Fernandes, é candidata ao cargo de Conselheira Federal.


O Prefeito Alysson Bezerra, até onde se sabe, tem procurado manter uma postura neutra em relação ao pleito, mas é notória a politização que seus subordinados diretos têm feito na campanha da OAB Mossoró a partir da estrutura da prefeitura.  O blog também apurou que incomoda ao prefeito que Humberto esteja apoiando uma chapa nascida no rosalbismo, como é a de Hermeson Pinheiro.

domingo, 14 de novembro de 2021

Exoneração de secretário de administração é consequência de sufoco causado por falta de contenção de despesas no início da gestão Bezerra

 

Não demorou muito e mais um secretário (o de Administração) do novo prefeito pediu o boné. Trata-se do advogado João Eider Furtado, que até três dias atrás era o dono da giroflex da secretaria de Administração do município. Em que pese o ritual comum e justificativa oficial quase que clichê em 99% dos casos de exoneração de secretários de se alegar questões pessoais, é nítido que no caso de João Eider outros aspectos catalisaram esse pedido de demissão do próprio secretário e a senha para decifrar este enigma está no próprio diário oficial (JOM) que versou sobre a retirada de gratificação de insalubridade na pandemia aos milhares de funcionários da secretaria municipal de saúde enquanto praticamente todas as prefeituras do estado estão renovando o período e cessão dessa gratificação.

A retirada pra lá de desgastante deste justo benefício no momento que os números da pandemia voltam a subir no estado e a galopar em outros países com a alegação do fim da ajuda financeira do governo federal indica duas coisas: 1 - deverá – logo, logo – começar mais dificuldades para executar pagamentos de prestadores de serviço e direitos a servidores como gratificações, PMAQ’s, previdência e serviços na área da saúde e demais áreas. 2- o desgaste pessoal que sofreu o secretário que com certeza possuía muitos conhecidos e amigos que estavam em pleno gozo desse direito e devem ter revelado sua revolta e insatisfação por medida tão inesperada, o que gerou um grande estresse e aborrecimento ao ex-secretário que apenas estava cumprindo ordem superior, leia-se ordem de Allysson.

Então muito provavelmente de um dia de pleno estresse e cobrança por uma medida que veio de cima pra baixo, além de conhecer os números e saber que provavelmente virão outras medidas impopulares de agora em diante com o fim da ajuda federal, o advogado João Eider muito provavelmente  optou por não ser o receptor da pressão de decisão de terceiros e resolver voltar a se dedicar a sua vida e advocacia, resultado em horas depois do polêmico anúncio já circulava na rádio peão da cidade que o secretário havia entregado o cargo.

Sobre a praxe de se apegar questões pessoais, essa é uma tônica na administração pública, não se admire se em 99% das exonerações que houver em secretarias em Mossoró, em outras cidades e até em outras esferas houver essa ‘justificativa oficial’.

Há quem garanta que em Mossoró também é bastante provável surgir em off as razões de falta de autonomia e também a discordância de lidar com afobação e destempero de superior(és).

Em alguns meses já pularam fora o secretário de ação social que sequer chegou a assumir oficialmente o cargo e ficou menos de 60 dias, o secretário de comunicação, um brilhante jornalista que foi substituído por Bruno, um jovem rapaz de vinte e poucos anos sem nenhuma formação acadêmica  na área de comunicação e que  chefiava e ainda chefia   a militância virtual  e grupos de WhatsApp dos que são destacados  para fazer defesa  em instagram e Facebook pró-Allysson  até no caso da visita ginecológica do staff da prefeitura e também de ataque a adversários e quanto mais chulo e infantil o ataque/calúnia/ difamação.

Mais: o integrante dessa claque virtual é enaltecido pelos chefes que até o momento avaliam esta com uma forma de intimidar qualquer notícia jornalística que mostre problemas na cidade e manche a administração ‘deserto de ideias’ do prefeito Bezerra.

Sem projeto algum de futuro e de desenvolvimento para a cidade, Allysson tem se contentado em tentar pegar situações corriqueiras do serviço público e tentar embalá-las com propaganda como feitos raros, como coleta de lixo com a mesma empresa que fazia a coleta da gestão Rosalba, apelidando esse serviço comum de “projeto cidade limpa” e até uma mera cirurgia ginecológica adiada pela pandemia através do decreto da governadora, uma única cirurgia e não milhares como ocorrera na última administração Ciarlini, tentou ser alardeada com grande oportunismo, apesar que não pegou bem.

No deserto de ideias, além de apostar as fichas em gastar os recursos do Finisa heroicamente conseguidos por sua antecessora, entrou como prioridade duas expulsões: a de uma indústria cerâmica que voltou a empregar muita gente e também a expulsão e deslocamento da estátua do ex-industrial do gesso e ex-governador Dix-Sept em razão dele ter sido o pai do marido de Rosalba Ciarlini.

E assim segue a situação interna e externa da administração que em discurso chegava a desdenhar da transformação que as administrações de Rosalba trouxeram para Mossoro e prometia fazer uma revolução e uma grande transformação que faria Mossoro em seis meses ou um ano passar Fortaleza e Natal em termos de desenvolvimento (economizar em promessas não combina com Bezerra) e até já se lançou candidato a governador do Rio Grande do Norte para quando terminar sua passagem pela prefeitura em evento da juventude do partido político Solidariedade (SDD). Pelo andar da carruagem novas e fortes emoções virão pela frente…

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Porcelannatti volta a produzir no país e em Mossoró já gera 70 empregos, mas Allysson luta para demitir os 70 novos empregos e expulsar indústria


Indignado e revoltado com a geração de 70 empregos e mais do que isso: enfurecido com as imagens de felicidade e orgulho dos novos contratados em frente a indústria com suas carteiras de trabalho na mão, o prefeito Allysson –  guiado ainda pelo antigo discurso fantasioso de que a indústria seria “de mentira” enquanto todo o país sabe e já foi comprovado que foi apenas uma indústria como inúmeras outras que depois do seu funcionamento – passou por dificuldades e agora está se reerguendo e se recuperando, inclusive com o aval Judiciário Brasileiro.

Ocorre que guiado ainda pelo discurso e mentalidade propalada pela gestão do ex-prefeito Silveira, via veículo de comunicação que Silveira foi o sócio fundador – o Mossoró Hoje – antes de entregá-lo à um sócio dessa empreitada, que esquizofrenicamente defende que a Porcelannati é uma empresa que nunca existiu no país e veio a Mossoró só “enganar” para conseguir financiamento bancário e terreno.

Tal fantasia mitômana agradava a este campo político de Mossoró que antes dava sustentação a Silveira e hoje é ocupado por Alysson Bezerra. Eis que o inacreditável aconteceu: o Prefeito Allyson Bezerra acreditou na tese esquizofrênica de que a Porcelanatti /Itagres nunca foi uma empresa de verdade, embora fora de Mossoró todo o país sabia que não era só uma indústria, mas uma das maiores indústrias cerâmicas do Brasil.

Então ocorre que esse momento de reerguimento da empresa que agora se denomina ‘TB Nordeste’ atrapalha o discurso esquizofrênico e ainda essa geração de 70 empregos diretos e centenas de indiretos, acaba com o discurso delirante de que a indústria trazida pela ex-prefeita Rosalba Ciarlini poderia gerar empregos mesmo, inclusive o plano de retomada da Itagrês foi amplamente divulgado, mas a postura e discurso, repito, esquizofrênicos assegurava que era uma mentira aquilo.

Em meio a dificuldades e ainda atrasos, internamente criticados pela gestão anterior também, ocorre que finalmente a Itagrês foi reativada com o aval da secretaria de desenvolvimento econômico do estado e todo o aparato jurídico da recuperação que a empresa passa com o devido aval da justiça.

Mas aí surgiu um problema para o Prefeito Bezerra: vai ficar parecendo que a versão fantasiosa e esquisita de que a indústria nunca existiu, caiu por terra? Então o que fazer? Comemorar novos empregos e torcer para que a indústria gere lucros contratando mais mossoroenses e até pagando dívidas do tempo em que funcionava normalmente em Mossoró (antes da crise que passou) ou lutar para demitir 70 pais  de família, mentir e fingir que essa retomada nunca existiu e tentar expulsar a grande indústria com medo do povo mais uma vez dar crédito a Rosalba Ciarlini? Opção 2, claro.

Ah, um detalhe: o prefeito Bezerra além de expulsar indústria da cidade que voltou a contratar e injetar dinheiro na cidade NO PRESENTE (para destacar o agora) alega que vai tomar os galpões por conta de que a empresa teve dificuldades no passado e entregar a empresas que já existem em Mossoró como a Usibras, comandada assim como a Sama, por um parente do ex-prefeito mentor do atual Bezerrismo. Dito tantos absurdos, fica difícil não dizer que Sucupira é aqui.

 

Ps: Outro projeto de Allysson Bezerra depois da tentativa de expulsar indústria vem com tudo (antes de ler, queria informar que não é brincadeira, é real) é o projeto de remover estátua de Dix-Sept Rosado pois o mesmo é pai do marido de Rosalba.

Esse projeto foi sugestão de alguns asseclas (também conhecidos como babões) que também defendem e está sendo considerado pelo Prefeito e poderá ser anunciado junto com a remoção da estátua para uma praça “menos importante”, a mudança do nome do Ginásio Pedro Ciarlini, a mudança de nome do bairro Vingt Rosado e ainda a remoção do nome do Portal do Saber Vingt Neto.

A gestão Bezerrinha vem com tudo e pelo desnorteio das ações tem escapado por ainda haver pouca e oposição, e também por Rosalba ter recuperado as finanças e por conta disso ter conseguido o Finisa.

Se não houvesse Finisa, devido à falta concreta de gestão de Alysson, nem haveria obras e tampouco salários na Mossoró de hoje, porém o Finisa não é eterno, um dia Mossoró vai ainda enxergar nitidamente o nível de despreparo de Bezerrinha e assessores-elogiadores que dão “apoio moral” e ideias a ele como estas.

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Allyson quer ser o Bolsonaro de Mossoró

Com tanto problema a resolver, como explicar, por exemplo, o uso de material de péssima qualidade em serviços de capeamento asfáltico em algumas ruas da cidade, o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) acabou pegando carona em um espelho nada viável, administrativamente falando, e quer ser o Bolsonaro de Mossoró. Por sinal, diga-se de passagem, existe muita ligação entre eles. Mas o prefeito resolveu querer ir além.

Tanto que protagonizou o mesmo "mico" presidencial, quando Bolsonaro fez aquelas famosas flexões, as quais foram transmitidas pela imprensa nacional e internacional, como uma espécie de "desatino" administrativo e, principalmente, político.

O prefeito, na solenidade alusiva aos 112 anos do Tiro de Guerra de Mossoró, resolveu praticar flexões em "homenagem" à instituição.

As características entre o prefeito de Mossoró e o presidente da República não param por aí. Bolsonaro gosta de praticar a misoginia. O prefeito já deixou bem claro que seria afeito à mesma prática. A mais recente prova foi a invasão à sala de cirurgia onde estava sendo feito procedimento cirúrgico ginecológico e Allyson simplesmente entrou no ambiente para fazer um vídeo e fotografar a cena. Em total desrespeito à mulher que estava sendo cirurgiada.

Os dos mandatários também têm em comum o fato de serem afeito à religião e colocam a religiosidade acima de tudo. Mas, porém, contudo e todavia, algumas atitudes vão em outra direção. Como por exemplo, no caso de Mossoró, o prefeito omitir informações da população acerca da origem de recursos com os quais está realizando obras. Não é nenhum demérito administrativo dizer quem deixou a verba ou quem garantiu. 


quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Mossoró perto de colapso de leitos Covid

Enquanto informações oficiais afirmam que 70% dos leitos COVID-19 da rede pública estão cheios nesse momento de nova alta no estado, relatos extraoficiais trazem a perspectiva de ocupação ainda maior.

Tal quadro que gera preocupações hoje era uma possibilidade real e até esperada, especialmente quando o prefeito e a governadora do estado anunciaram em alto e bom som o fechamento dos leitos Covid credenciados ao sistema único no Hospital São Luiz.

Fizeram isto num primeiríssimo momento e ainda em tom de comemoração. As recorrentes altas de covid em outros países como Estados Unidos puxados pela variante Delta do coronavírus indicavam que a comemoração de Alysson e Fátima foi mais que precipitada.

Agora resta a população torcer para que a alta não atinja 100% dos leitos covid em Mossoró configurando um novo colapso. Ao chegar em 70% de ocupação, infelizmente 2/3 do caminho para este esgotamento já foi perpassado.

sábado, 30 de outubro de 2021

Justiça eleitoral praticamente convalidou votos de Kerinho e reconfirmou eleição de Beto

Com a retirada de Fernando Mineiro do polo passivo da ação que questionava os cerca de 9 mil votos conferidos a Kéricles Alves, o Kerinho e consequentemente a declaração de que a coligação 100% RN teve mais votos do que a coligação ‘Do lado do Povo’ do PT de Fernando Mineiro, o questionamento agora morre por inanição, a decisão proferida ontem também afirma que o questionamento de elegibilidade ou não de Kericles Alves está prescrito.

Bom para Beto e para a continuidade da remessa de inúmeros recursos advindos de suas emendas parlamentares que já foram devidamente indicadas.

E por falar em emendas e recursos, a pergunta que não quer calar é: a atual administração municipal de Mossoró, leia-se Allysson, vai mesmo devolver para Brasília os R$ 40 milhões para obras enviados por Beto? Ninguém da imprensa critica tal tentativa de devolução?

Parece que Mossoró está com recursos de sobra e até está devido ao projeto Finisa conseguido por Rosalba após reestruturar as finanças depois da catastrófica gestão Silveira e apresentar essa reestruturação ao Terouso Nacional, órgão competente que avalia saúde financeira dos estados e municípios no Ministério da Fazenda.

Mesmo com os vultosos recursos, pouco vistos e pouco executados, jogar fora da cidade R$ 40 milhões como deseja o Prefeito Bezerra é um chute na boca do estômago dos mais humildes e da cidade, ambos seriam beneficiados de forma contundente com as obras destinadas por Beto e escanteadas pela municipalidade que aposta em jogadas e tacadas  de marketing para criar satisfação da população.

E o pior é que enquanto não houver oposição, como não há em Mossoró especialmente nos veículos de comunicação e na internet, é capaz dessa fórmula de administrar apenas com marketing e comunicação dê certo, já que a oposição tem agido com impressionante letargia, um sono profundo sem prazo para acordar.

Enquanto isso pipocam problemas em UPA’s,  UBS’s, na educação, nos serviços urbanos e até na área de desenvolvimento econômico com uma inusitada tentativa da prefeitura de expulsar técnicos e trabalhadores de empresa que pode gerar muitos empregos.

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Areia Branca inova e tem creche fake

O município de Areia Branca está inovando e, ao que tudo indica, segue em alta junto à Secretaria Nacional de Educação Básica, órgão ligado ao Ministério da Educação e projeta a liberação de recursos federais para a manutenção de serviços do setor. Tanto que até agora, passado tanto tempo, pois a prefeita Iraneide Rebouças está no segundo mandato, tudo permanece do mesmo jeito: a verba continua sendo passada, uma das creche (a que motivou este post) continua em evidência e com boa equipe, e claro, crianças matriculadas.

Tudo estava bom, até demais, se o Centro de Educação Infantil Creche Joana Zelina não fosse fake. Ou seja: para continuar recebendo recursos, a Prefeitura de Areia Branca, via Secretaria Municipal de Educação, insiste em informar ao órgão federal que tem tudo. Tudo pode ter, menos estrutura para comportar alunos, direção, professoras e pessoal técnico. O prédio não está adequado para funcionar uma creche.

Contudo, para efeitos documentais, ali funciona uma e perfeitamente bem. Claro com a devida conivência da Secretaria Municipal de Educação e talvez até da prefeita Iraneide Rebouças. Algo que, no mínimo, deve ser investigado pelo Ministério Público, pois se trata de verba pública que está sendo enviada para uma creche fake. E onde está sendo usada a verba? Quanto Areia Branca já receber de recursos federais para uma creche que não existe?

A informação que o blog recebeu foi de que a referida creche tinha sido extinta há exatos nove anos e que agora voltou. A prefeita Iraneide Rebouças tem muito o que explicar.

terça-feira, 26 de outubro de 2021

PMM usa produtos de qualidade duvidosa em ações

A qualidade dos serviços feitos pela Prefeitura de Mossoró parece não ser o forte da atual administração. Pelo menos duas ações são altamente questionáveis, justamente pela durabilidade do material utilizado e também pelos transtornos que as supostas obras estão causando aos pedestres e motoristas. Quando o blog se refere a "supostas obras" é porque, cá para nós, nem de obra pode ser chamado. Trata-se de um remendo do remendo que está sendo feito. Até porque, se alguém realmente prestar atenção terá a clara certeza de que é apenas dinheiro jogado fora.

Que o diga, por exemplo, o serviço feito na rua Almino Afonso, centro da cidade, onde está localizada a Reitoria da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). O asfalto é tão chinfrin, de tão baixa qualidade, que não suporta nem o peso de uma moto de pouca cilindrada, como se percebe claramente na foto.

Outra prova de que a qualidade do serviço não é nenhuma "Brastemp" se percebe no serviço que está sendo feito na rua de acesso ao hospital da Hapvida. Parece que é brincadeira, mas vira e mexe tem funcionários da Prefeitura de Mossoró trabalhando naquele setor, consertando algum suposto "mal feito". Como se fosse possível diante de material de qualidade muito duvidosa.




Além disso, houve retrocesso no uso de algumas peças, principalmente em cruzamento onde existe fluxo relacionado ao escoamento da água da chuva. Há mais de 10 anos que a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte aboliu o que se chama de "mata burro", espécie de pontilha de ferro que é colocada no asfalto, indicando que ali está uma via ao escoamento. Como se percebe na foto, a atual gestão achou melhor o retorno do "mata burro" e isso tem gerado problemas a mais: vez por outra se precisa de pessoal para a devida manutenção.

sábado, 23 de outubro de 2021

Allyson faz marketing de conquista deixada por Rosalba

Em ano pandêmico, com salas de aulas sem alunos, sem professores e com escolas fechadas, o prefeito mossoroense Allyson Bezerra (Solidariedade) conseguiu um feito extraordinário: fazer com que a educação de Mossoró conquistasse o primeiro lugar em premiação feita pela Band em parceria com o o Instituto Áquila (conheça aqui). Como não houve nada, absolutamente nada que pudesse comprovar a veracidade de que a colocação de Mossoró, no quesito educação, tenha sido alusivo às ações deste ano, tudo leva a crer que se teria subtraído a informação de que o ranking tem base em projetos e atividades de anos anteriores.

Eé também bom que se diga que o resultado anunciado pela assessoria do prefeito, da premiação em si, tem base em dados coletados, provavelmente, de outras instituições, como o  IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Este ano, de publicação de destaque na área ocorreu o lançamento de um relatório sobre a Educação, pelo Governo Federal (veja aqui).

Com isso, estranha-se o feito de Allyson Bezerra em ter as ações de sua gestão terem projetado educação de destaque logo no primeiro ano. Sabe-se perfeitamente que números que são analisados agora,de bons resultados que supostamente possam aparecer, são frutos de ações do passado. Por tabela, o blog não tem nem medo de errar ao afirmar que Allyson Bezerra está fazendo marketing por uma vitória conquistada por Rosalba Ciarlini.

E se for analisar a gestão atual de Mossoró, especificamente na área da educação, o blog também afirma que ficou muito a desejar. A começar pelo aspecto social e por ter deixado de fora as crianças e adolescentes de famílias da Venezuela que aqui chegaram e que estão, ainda, à espera da boa vontade da Prefeitura de Mossoró, no sentido de garantir, ao menos, que tenham acesso à educação. Sobre isso o blog está elaborando um material e publicará em breve.

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Allyson precisa explicar porque dados fiscais foram vazados

Quem vai responder, criminalmente, pela violação de dados fiscais do espólio de Adalgisa de Sousa Rosado,viúva do ex-governador Dix-sept Rosado e que teve o nome achincalhado por blogs que mantém ligações pessoais e políticas com o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade)? Com base em questionamento feito pelo jornalista Márcio Alexandre à Secretaria de Finanças de Mossoró sobre devedores do IPTU, a informação que ele recebeu foi que os dados não poderiam ser passados pois eram sigilosos (leia aqui).

De maneira que alguém tem que ser responsabilizado. Todo mundo sabe que o prefeito Allyson Bezerra quer execrar moralmente a ex-prefeita Rosalba Ciarlini. E tem deixado entender, pelas publicações que ele faz ou direciona para seus assessores (ou pessoas bem próximas a eles) executarem a tarefa. E isso não importa nada. Nem que se cometa algum crime, como foi o caso da exposição dos dados fiscais do espólio da senhora Adalgisa Rosado, em cujo material se quis ligar o suposto débito do IPTU à ex-prefeita Rosalba Ciarlini.

O certo é que virá retorno judicial. Quem passou a informação sigilosa para blogueiros ligados ao prefeito tinha um claro propósito. A dúvida,porém, é sobre quem autorizou: foi o secretário ou o prefeito em si? Na dúvida, sempre é bom lembrar que a responsabilidade de administrar e zelar, inclusive pela integridade dos cidadãos, é prefeito. Caso tivesse sido uma autorização do secretário, e somente dele, obviamente que já se tinha externado algum posicionamento do prefeito. O que não se teve até agora. E isso apenas confirma o velho ditado popular: "quem cala, consente." 

Contudo, nada que possa ferir a regra,a lei, a ética e os bons costumes passa em branco. E o blog volta a dizer: alguém vai ser responsabilizado judicialmente.

Pouca gente sabe, mas a tal reforma administrativa que o prefeito fez, com a desculpa de descentralizar tudo, nada mais foi do que uma maneira de desvincular dele a responsabilidade de algum mal feito que possa acontecer em alguma secretaria. E, de lambuja, quem, por tabela, deve explicar à Justiça e à sociedade em si o que o levou a expor dados fiscais sigilosos é o secretário de Finanças.

Porém, mesmo em nome da descentralização, algum secretário não pode tudo. Quem dita as regras na Prefeitura de Mossoró é quem tem o poder da caneta nas mãos. Ou seja, o prefeito Allyson Bezerra. Assim, o prefeito também tem a obrigação moral e ética de apresentar alguma explicação plausível sobre a exposição de dados fiscais de uma senhora que já faleceu.

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Allyson comete outro crime explícito de exposição contra mulher, dessa vez uma falecida

A revelação da personalidade perturbada, sem noção e desesperada para lucrar com situações de Allyson Bezerra, o sobrinho dos ex-vereadores Manoel Bezerra e Chico Dentista que apesar de fazer parte de uma família que possuiu 2 vereadores acreditava ter dado o golpe perfeito: se fazer de pobre, colocar um chapéu de coro em época de eleição e tal qual a ex-deputada Flor-de-lis do Rio de Janeiro, conseguir com artifícios como choro dramatizar e comover pessoas.

De algumas semanas para cá , no entanto, o comportamento do novo ocupante  de luxuosa casa do condomínio fechado Ninho Residencial  tem feito a população da cidade se espantar e ter ojeriza da personalidade e da mania doentia e perturbada de tentar tirar proveito pessoal político  em coisas normais e comuns da administração pública.

A tentativa de gerar comoção com uma cirurgia ginecológica que não ocorrera antes por decreto da governadora do estado em razão da pandemia , um marketing "vaginal" causou espanto e rejeição não apenas na população da cidade, como também foi assunto na televisão e na imprensa nacional. O Brasil todo curioso e não apenas reprovando, rindo  também da atitude sem humanidade nenhuma do prefeito sem noção.

Muitos se perguntando como uma pessoa sem noção como aquela que violou e agrediu  a intimidade de uma mulher e ainda a expôs a riscos de contaminação e infecção que poderia resultar em óbito, ocuparia temporariamente o cargo de prefeito municipal.

Agora vem uma nova maluquice: a de tentar se beneficiar com a morte da ex-primeira dama do Estado Adalgisa de Sousa Rosado que foi esposa do ex-governador Dix-Sept. Ocorre que em meio a um falecimento de uma pessoa bastante idosa e que passou os últimos anos de sua vida bastante doente, há tempo e questões sobre bens e heranças que passam a ser administrados e resolvidos muitas vezes tempos depois, ficam muitos ativos e também passivos desses ativos  que geralmente são divididos e resolvidos legalmente como rege a lei.

A ideia da administração de Allyson dessa vez foi: sabendo que a ex-sogra da ex-prefeita Rosalba Ciarlini faleceu, cometer o crime de expor o sigilo fiscal da falecida (algo proibido pela lei brasileira) e tentar jogar a culpa para a nora Rosalba que embora não tenha feito nenhum movimento político neste ano, sequer de oposição, gera pesadelos ao menino Allyson e seus asseclas que dormem, acordam e sonham com a ex-prefeita , ex-senadora e ex-governadora praticamente o tempo todo.

Na gíria do momento Rosalba “entrou na mente dele”. Indo para a mitologia, Rosalba Ciarlini é a personificação da espada de Dâmocles do sobrinho de Manoel Bezerra. Mas voltando à nova violação contra as mulheres, repito, dessa vez já falecida. A “macacada” em resumo foi tentar expor uma informação de espólio que certamente como todo o caso de morte e divisão de herança deve estar havendo e haverá no tempo certo e tentar vincular à adversária política de Alysson na cabeça do próprio  que se sente ameaçado 24 horas por dia.

O que não foi dito é que a ex-prefeita não reside no sítio em questão há mais de 22 anos. Há 12 anos atrás (tema da fraude por parte da prefeitura do sigilo fiscal), por exemplo, Rosalba morava em Brasília, era senadora da república. Quando retornou a Mossoró alugou apartamento onde residiu por todo tempo e mais: a utilização do Sítio Canto em quatro reuniões com milhares de pessoas enquanto questões relacionadas a um passivo de um espólio seguem indefinidas não configura nenhuma irregularidade e isto foi devidamente  informado a justiça eleitoral.

Desse novo episódio  de violação que,  por ficar claro ao leitor de qualquer notícia, trata-se do político que está na prefeitura mexendo os pauzinhos para tentar prejudicar  quem supostamente o ameaça, não gerou nenhuma comoção ou engajamento. Se há elos e patrocínios já divulgados entre a municipalidade e os veículos que foram escalados a publicar documentos internos da prefeitura protegidos pelo sigilo fiscal da pessoa (nesse caso já falecida) e também será que atacar a memória da ex-primeira dama Adalgisa de forçar tanto a barra para atacar quem está quieto na sua, será que é uma boa estratégia ou estão querendo cutucar onça com vara curta?

Acordar quem não estava querendo briga? Chamar para a briga quem queria paz? Será que a gestão Allyson Bezerra está tão sem flancos abertos assim para sair atacando quem sequer fez e faz oposição ainda. E atacar a honra de outra senhora que sequer está viva? A conferir cenas do próximo capítulo.

A agressão de hoje pode ser o arrependimento de amanhã.

Quem repassou para blogs dados fiscais de espólio?

Quando se fala que a administração mossoroense vive em eterno palanque não falseia a verdade. Pelo contrário: evidencia-se que o cidadão está em perigo constante e aquele que não for conivente com determinadas práticas políticas corre sérios riscos de ter sua privacidade escancarada e dados fiscais amplamente divulgados. Foi o que aconteceu com a ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP), que teve nome envolvido em suposto débito de IPTU sem, sequer, ter o imóvel em seu nome. E o pior: a Prefeitura de Mossoró, talvez sob autorização do prefeito Allyson Bezerra, maculou a imagem, respeito e lembrança da viúva do ex-governador Dix-sept Rosado, Adalgisa de Souza Rosado.

É que a mídia que segue as orientações palacianas estamparam manchetes que fogem totalmente da razoabilidade ética e deixaram bem claro que  tudo pode ser feito para macular a imagem de um adversário político. Até mesmo se cometer crime. Sim, porque a informação relacionada ao suposto débito do IPTU violou direitos básicos do cidadão: sigilo fiscal. 

E isso implica dizer que a Prefeitura de Mossoró pode fazer o mesmo com qualquer cidadão. Basta usar o raciocínio para chegar a tal conclusão. É que para se saber sobre alguma dívida na administração pública é preciso que quem faça a pesquisa saiba de algumas informações pessoais. Algo que só duas frentes poderiam saber:o ente público e o objeto da pesquisa, no caso o cidadão

Nenhum repórter, por mais investigativo que seja, terá acesso a dados sigilosos se não for por meio da administração pública. Assim, tem-se a certeza de que a informação veiculada em blogs que dão "sustentação moral" ao prefeito Allyson Bezerra receberam esses dados com um propósito bem definido: macular a imagem da ex-prefeita Rosalba Ciarline.

Saliente-se que o prefeito Allyson Bezerra dispõe de toda assessoria técnica e jurídica para ser informado que problema envolvendo patrimônio de espólio não é tão simples de ser resolvido. Na dúvida, bastaria uma consulta simples para se saber que houve violação e dados sigilosos, fiscais eque, como tal, deve ser investigado pelas autoridades competentes.

Em nome da informação não se pode tudo. Assim como em nome do achincalhe político tudo não se permite. 

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Fátima Bezerra e Clorisa Linhares são nomes pré-definidos para 2022

Duas pré-candidaturas ao Governo do Estado estão postas para as eleições do ano que vem: a da governadora Fátima Bezerra (PT) e da ex-candidata a prefeita de Grossos, ex-vereadora Clorisa Linhares (PMB). A pré-candidatura de Fátima é, como se diz, irrevogável. Não tem como ela não buscar a reeleição. Não faz sentido ela não ser candidata. Até porque ela não sofrerá o que ocorreu com a ex-governadora Rosalba Ciarlini, que em 2014 o seu então partido, o Democratas, lhe negou legenda.

O PMB externou interesse em lançar o nome de Clorisa Linhares ao Governo do Estado e ela aceitou o convite que lhe foi feito. Resta saber, assim como paira a mesma dúvida com relação à governadora Fátima Bezerra, como será a composição.

Especula-se que o provável companheiro de chapa de Fátima Bezerra será alguém do MDB. Fala-se no deputado federal Walter Alves. O complemento da chapa governista teria a presença do atual senador Jean Paul Prates (PT) e o ex-senador Garibaldi Filho (MDB), que quer retornar ao Senado depois da derrota sofrida em 2018.

Já com relação a Clorisa Linhares, tudo depende de como o seu partido vai costurar esses entendimentos. Por enquanto, só a pré-definição do nome dela ao Governo do Estado. 

terça-feira, 12 de outubro de 2021

Apamim assume que autorizou entrada de prefeito em sala de cirurgia

A Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró, mantenedora da Maternidade Almeida Castro, assumiu a autorização da entrada do prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) em sala de cirurgia onde estava sendo realizada intervenção ginecológica. O fato ocorreu no dia 8, oportunidade na qual o prefeito fez um vídeo e fotos para propagar a retomada de cirurgias eletivas em Mossoró. A Apamim, na nota que publicou nesta terça-feira, 12/10, deixa entender que tudo seguiu dentro do previsto. Ou seja: não ocorreu nada de mais.

Mas é bom que se diga que a nota da Apamim acoberta uma suposta violação dos direitos de pacientes. No caso em questão, de uma mulher que estava se submetendo a um procedimento cirúrgico íntimo, o qual o prefeito e sua equipe de assessores puderam ver, in loco, as ações que estavam sendo feitas pela equipe médica.

Na nota, a Apamim diz que evita exposição de pacientes. Contudo, quem estava com o prefeito pôde ver, perfeitamente, quem era a mulher que estava fazendo a cirurgia ginecológica. E mais: acompanharam um pouco o que estava sendo feito. Dizer que não houve exposição de paciente, ao ver do blog, não procede: vídeo foi feito e fotos foram tiradas. Se isso não for exposição, certamente a Apamim consegue atribuir outro sentido.

A nota, que foi publicada no blog do jornalista Carlos Santos (leia aqui), enfatiza que a presença do prefeito na Maternidade Almeida Castro era para inspecionar a gestão do SUS e os serviços que a maternidade oferece. E, do nada, surge um vídeo? Do nada se percebe flashes sendo disparados, indicando que fotos estavam sendo feitas? Do nada o prefeito fala sobre a retomada das cirurgias eletivas? O blog sente muito, mas não acredita em nenhuma linha do que foi divulgado pela Apamim.

Talvez para livrar a "cara" do prefeito, a Apamim resolveu assumir que errou. Mas é bom destacar que o Conselho Regional de Medicina já avisou que vai investigar o caso e formalizar denúncia ao Ministério Público. Não se pode tudo em nome do marketing.

E também é bom lembrar que a Apamim segue em intervenção, que deveria durar dois anos, e já passou e muito do tempo. E essa intervenção foi justamente para evitar uso politiqueiro da entidade filantrópica. Será que não seria bom pensar na intervenção da intervenção?

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Quem autorizou o prefeito registrar cirurgia?

A tropa virtual do prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) acha muito natural que ele invada sala de cirurgia, faça vídeo, tire fotos e exponha a paciente que estava em procedimento cirúrgico ginecológico. Alude-se que tudo foi autorizado. E, se realmente foi, cabe um questionamento interessante, já que o Conselho Regional de Medicina (CRM) avisou que vai investigar a conduta do prefeito e de quem seria a responsabilidade: quem autorizou a entrada do prefeito no ambiente restrito?

É sabido que quando algum paciente dá entrada em qualquer unidade hospitalar, a integridade dele passa a ser única e exclusivamente da instituição. E se for órgão público, a situação ainda fica mais problemática. Sim, porque o prefeito poderia ter feito o registro do procedimento cirúrgico de algum parente, seja lá qual fosse. Menos de uma cidadã que paga seus impostos, inclusive paga a cirurgia eletiva à qual se submeteu. Sim, porque a coisa pública não é de graça.

Voltando ao questionamento: quem autorizou a entrada do prefeito? Foi a direção da Maternidade Almeida Castro? Se foi, deve responder pela ação impensada protagonizada pelo prefeito mossoroense. Diante do fato, se foi a direção que autorizou, qual a garantia de que as pacientes terão a privacidade assegurada em casos de cirurgias íntimas, que foi o caso da repercussão que provocou o interesse do Conselho Regional de Medicina em investigar o prefeito?

Se foi o médico, o Conselho Regional de Medicina também deve investigar. Até porque, a exemplo do que foi dito sobre a Maternidade Almeida Castro, se o médico autorizou, qual a garantia de que outras pacientes não terão o procedimento tornado público? Que o blog saiba, as únicas pessoas realmente autorizadas a estarem na sala de cirurgia é a equipe médica. Como não se tratou de parto, porque não se enquadra em cirurgias eletivas, nenhum familiar poderia acompanhar o procedimento.

Os que saem em defesa do prefeito Allyson Bezerra nas redes sociais e afirmam que houve a autorização para que ele registrasse a cirurgia deveriam, também, ser arrolados como testemunhas e serem ouvidos pelo Conselho Regional de Medicina.

Brincar de administrar uma cidade do porte de Mossoró é que não dá para aceitar. Muito menos aplaudir.

sábado, 9 de outubro de 2021

Cirurgias eletivas ginecológicas estavam paradas por conta da pandemia

Faltar com a verdade é feio para o cidadão comum, imagine para quem administra uma cidade. O prefeito Allyson Bezerra incorre nessa onda ao se deixar levar pela afirmação trabalhada pela mídia ligada ao seu governo, de que ele retomou as cirurgias eletivas ginecológicas. Na verdade, a paralisação que ocorreu se deve à pandemia. Inclusive, na gestão passada, centenas cirurgias foram realizadas. Volte-se a dizer: a suspensão não ocorreu por falta de pagamento, incapacidade ou má aplicação da verba pública.

Essa informação foi feita, inclusive, pela enfermeira Fátima Alencar, em comentários em postagem do site Mossoró Notícias. Inclusive a profissional da saúde disse que o mesmo médico ginecologista, Inavan, que realiza as cirurgias ginecológicas e que aparece no vídeo feito pelo prefeito Alllyson Bezerra, foi o responsável por inúmeras cirurgias do gênero na gestão Rosalba Ciarlini.

Enquanto as cirurgias eletias ginecológicas estavam paralisadas, a mídia ligada ao prefeito mossoroense tentou culpar o Governo do Estado. Mas bastava o próprio Allyson ter boa vontade,porque dinheiro existe e de sobra na Prefeitura de Mossoró, já que as obras que estão em andamento são fruto do financiamento Finisa, deixado pela gestão Rosalba Ciarlini.




Mossoró, Sucupira é aqui!

A literatura sempre mostra o que não deve ser feito em termos de gestão. Dias Gomes foi perfeito ao apresentar ao mundo a obra "O Bem Amado", em 1973, e nela a personagem Odorico Paraguaçu. Na ficção, o prefeito queria inaugurar um cemitério e até contratou jagunço para ter primeiro corpo a ser sepultado e, assim, concretizar a inauguração. Mossoró, por analogia, segue o script de Dias Gomes. 

Mas, diferente da obra literária, aqui se "inaugurou" o retorno de cirurgias eletivas, com direito a live do prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) diretamente da sala de cirurgia. A intervenção cirúrgica foi ginecológica, aquela em que a mulher fica praticamente despida. Como se percebe no vídeo, na ânsia de ser mais youtuber do que prefeito, Allyson Bezerra expôs demais: a paciente e, por tabela, colocou em xeque a ética médica.

A bizarra - e merece que se use tal adjetivo, cena é complicada. Expõe bem mais do que a paciente e merece ser analisada pelo Ministério Público. A famosa dignidade da pessoa humana, ao ver do blog, foi para as cucuias.

Sim, porque ao entrar em uma sala de cirurgia, sem ser médico e levar uma equipe da sua comunicação fazer o devido registro, Allyson Bezerra deixa claro que desconhece os limites da razoabilidade administrativa e mistura, por tabela, duas personagens da ficção: Odorico Paraguaçu, prefeito da cidade fictícia de Sucupira, e o jornalista blogueiro Téo Pereira, que aparece na novela Império. Ou seja: tudo é válido por um clique. Tudo vale em nome dos seguidores. Tudo pode para atrair a atenção.

Allyson precisa, urgentemente, aprender a ser prefeito e deixar de lado o aspecto blogueiro. Afinal, administrar não rima com exposição desnecessária. Ainda mais de quem está indefesa em uma maca e estava esperando, talvez com dores e sofrimento, pelo retorno das cirurgias eletivas. Tem limite até para sem limite.


sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Prefeito não cumpre promessa e deixa crianças sem atendimento de neuropediatria

Há exatos quatro meses que houve um anúncio de que a Prefeitura de Mossoró iria disponibilizar um profissional da neuropediatria para atender a demanda do PAM do Bom Jardim. Houve pronunciamento nas redes sociais e o assunto chegou a ser replicado pela base de sustentação do prefeito Alysson Bezerra (Solidariedade) na Câmara Municipal. Ocorre que de maio para cá, tudo ficou apenas na retórica. Ou seja: tudo não passou de meras palavras.

O anúncio foi, inclusive, feito pela secretária municipal de Saúde, Morgana Dantas, que chegou a falar em contratação do profissional. Á época, aludiu-se que seria uma reivindicação de membros do Conselho Municipal de Pessoas com Deficiência e da Comissão de Pessoas com Deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil (PAB), subsecção de Mossoró.

Como não houve avanços, as críticas ganham corpo nas redes sociais, como a que se percebe na imagem. Não se terá o nome da pessoa que está desabafando na internet, mas a informação é clara: a Prefeitura de Mossoró não cumpriu o que foi dito em maio e as mães de crianças que necessitam do atendimento estão desesperadas. É que se o poder público municipal não cumpre o seu papel, quem vai assumir a responsabilidade?

Esse questionamento, por sinal, contraria tudo o que foi dito, afirmado e reafirmado por Alysson Bezerra na campanha eleitoral do ano passado. Ele disse, reiteradas vezes, que a saúde teria o devido reconhecimento e que a população teria tratamento de primeira linha. Mas, como se pode constatar, nada foi feito.

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Alysson concede gratificação para servidora comissionada e MP quer explicação


Uma servidora comissionada recebe tratamento de efetiva na Prefeitura Municipal de Mossoró. Essa é a constatação quando se analisa a informação que consta do Portal da Transparência e se pesquisa o contracheque da servidora que tem como iniciais as letras LTAAQ, que está na função gratificada de Diretora de Unidade.

O salário dela, seguindo o cronograma estabelecido pela Prefeitura de Mossoró, é de R$ 2 mil. Contudo, após os descontos obrigatórios, o salário líquido chega a R$ 4.455,65. E fica um questionamento que, aparentemente, não teria explicação: como é que ela tem ganho de 2 mil e, ao final, recebe bem mais do que tem direito?

Ocorre que a Prefeitura de Mossoró incorreu em uma prática que abre brechas para se pensar que, no mínimo, se quis contemplar a servidora comissionada com salário acima do que consta no fluxograma de cargos. E, com isso, recorreu-se à uma prática que fere os princípios que regem a administração pública.

De acordo com o que consta no contracheque da servidora comissionada, ela recebe uma “Vantagem de Natureza Pessoal” no valor de R$ 3.200,00. Fazendo uma pesquisa em sites especializados em administração pública e em Justiça, a informação que se encontra é uma só: este tipo de benefício só poderia ser concedido a servidores efetivos.

E mais: não faz sentido a concessão dessa vantagem a servidores comissionados, que se equipararia a uma gratificação, pois a função em si já seria gratificada. Ou seja: o servidor em comissão já estaria sendo contemplado. E auferir esse benefício sobre algo que já existe se constituiria em pagar duas vezes para que o mesmo funcionário realizasse a sua função. No caso de LTAAQ, a Prefeitura de Mossoró paga 150% a mais para que ela estar na Diretoria de Unidade.

Diante da situação, o Ministério Público enviou recomendação para a Prefeitura de Mossoró, endereçada ao prefeito Alysson Bezerra, na qual solicita informações sobre a situação em um prazo de 30 dias. O MP quer saber qual a base legal que orientou a decisão do Executivo mossoroense a garantir “Vantagem de Natureza Pessoal” a uma servidora comissionada.

Outro aspecto que agrava a situação é que a diretora de unidade em questão é filha de um vereador da base do prefeito Alysson Bezerra. O parlamentar indicou filhas para cargos em comissão na Prefeitura de Mossoró, cujo assunto está em análise no Ministério Público, que já solicitou que o prefeito de Mossoró exonere as filhas do vereador sob pena de estar infringindo a lei que coíbe casos de nepotismo.

A Secretaria de Comunicação foi informada da existência da informação. Solicitou-se a posição do Executivo frente ao fato. Contudo, até as 18h45 desta terça-feira (19/09) nenhum posicionamento foi externado.