quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Evento da PMM coloca vidas em risco com aglomeração

Mais uma vez o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) externa uma velha máxima já sambada por estas bandas: "faça o que eu digo e não o que eu faço". Como se uma simples palavra ou um simples decreto pudesse servir de parâmetro para alguma coisa. É sabido que a maior parte da população segue exemplos. E em Mossoró, diga-se de passagem, o que se tem não é dos melhores. Todo mundo sabe que um gestor ou uma gestora serve como padrão a ser seguido. Um modelo. E, infelizmente, Mossoró está na contramão da história e talvez, por analogia, pode se equiparar ao modelo que vem de Brasília.



Não é de hoje que o prefeito de Mossoró publica, no perfil da Prefeitura de Mossoró e no seu pessoal, fotos e vídeos de agendas que cumpre em bairros da cidade. Em todos ele abraça as pessoas. Até aí, tudo normal. Mas o momento em que a sociedade mundial vive não permite tal coisa. O prefeito sabe que existe uma pandemia. Sabe que o vírus da Covid-19 é transmissível por meio de contato. Mas segue fazendo o mesmo: descumprindo todas as orientações sanitárias. E olhe que ele seguiu o modelo do decreto instituído pela governadora Fátima Bezerra (PT), mas teima em fazer diferente.

E essa afirmação vem da agenda que ele cumpriu na manhã desta quinta-feira na Feira do Bode, quando lançou o programa Semear 2021, direcionado para o homem do campo. Não se questiona a importância do programa em si. E sim a ação que se viu lá no local.

Uma aglomeração desnecessária. Sem o espaço, entre uma cadeira e outra, como orienta as autoridades sanitárias. E percebe-se claramente que existem pessoas em pé. No decreto que o prefeito assinou isso não é permitido. Mas nos eventos realizados pela Prefeitura pode? Não seria mais interessante que o evento fosse transmitido online e a equipe da Secretaria Municipal de Agricultura ir, de porta em porta dos agricultores, explicar como funcionará o programa? Expor a vida de pessoas assim, como ocorreu, não é o certo. E olhe que a Prefeitura de Mossoró praticamente tirou de funcionamento a central de apoio a pacientes com Covid-19 que funcionava na UPA do Belo Horizonte.

Custa acreditar que a administração se importe com vidas. Do exemplo que vem com eventos como o de hoje de manhã, impossível acreditar. O que é lamentável!

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