segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Coletiva de Allyson Bezerra não explicou nada

Onde o prefeito Allyson Bezerra estava em 2020, ainda na qualidade de deputado estadual, que não percebeu que o País passava por uma crise sem precedência na sua história, com destaque para a questão financeira, provocada pela pandemia da Covid-19 e que deixou o Brasil, estados e municípios em queda na arrecadação? A entrevista coletiva desta segunda-feira, 04/01, não serviu para outra coisa, a não ser evidenciar que o hoje prefeito apresentou na campanha passada: não tinha projeto algum e agora vai apostar na tese de que o povo, por ser alheio ao que se passa à sua volta, irá aprovar a ideia de que ele é o Sassá Mutema de Mossoró. O salvador da pátria.

"Organizar a casa", "débito grande", "sem informação", "não sabemos" foram estas as principais palavras ditas pela equipe do prefeito Allyson Bezerra nesta segunda-feira. Em outras palavras, repetiu-se o que já era mantra até antes da posse. E, contrariando tudo, tem a palavra de Anselmo Carvalho, que coordenou a equipe de transição nomeada pela então prefeita Rosalba Ciarlini, dando conta de que passou-se um "catatau" de informações detalhadas. Mas hoje, o que vale é a palavra de quem está no poder. Ou seja: Allyson vai, com esses decretos, empurrar decisões o quanto puder. Inclusive o de pagar os salários que estiverem em aberto.

Em suma, a coletiva desta segunda-feira não apresentou nenhuma novidade. Aliás, de novo mesmo só a intenção do prefeito Allyson Bezerra em pegar no pé de sua sucessora, e pesado, talvez para deixá-la inelegível. A leitura que se fez do que foi dito não teve outro sentido.

Mas é, diga-se de passagem, natural que uma gestão nova tente ver, na anterior, a autoria de problemas que afetam o município. 

Sobre a inscrição de Mossoró no Cauc, por alguma ausência de prestação de contas, o prefeito Allyson Bezerra agora tem a obrigação de tirar Mossoró do "Serasa dos Municípios". E, pelo que foi apresentado pelo prefeito mossoroense, a realidade que ele herdou foi, infinitamente, inferior do que Rosalba Ciarlini recebeu do prefeito anterior a ela.

Agora é deixar de jogar palavras para a plateia e arregaçar as mangas. A campanha já acabou. Não cabe mais discurso de que vai fazer isso e aquilo. Tem é que concretizar o que se prometeu. E só.


Nenhum comentário: