quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Candidato da mudança exagera na dose

Já diz a regra que a pessoa só pode faltar com a verdade em dois momentos: mentir para não ser morto e mentir para evitar a morte de alguém da família. E agora acresceu-se mais um elemento: mentir para evitar a morte política. A mais recente pesquisa, divulgada por um blog de Natal, que é o novo endereço de um instituto que percebeu que a divulgação em Mossoró não colava mais, é a prova disso.

E fica o questionamento: vale tudo em política? A resposta parece ser óbvia. Se algum candidato recorre a métodos ultrapassados para ficar bem aos olhos do eleitor, principalmente o indeciso, o que ele fará se eleger para o cargo ao qual concorre? Praticamente tudo. Remete bem ao que permeia a obra de Maquiavel: os fins justificam os meios.

E isso implica dizer que para um candidato utilizar métodos sujos para passar ao eleitor que está em primeiro lugar, é um baita desvio de conduta moral e ético. Um sujeito político desse tipo não pode, e nem deve, comandar, jamais, uma sociedade. Implica em, no futuro, vivenciarmos um problema grave e de grande repercussão. 

Alguém que diz ser a mudança e recorre a velhas práticas acaba, por assim dizer, morrendo com o próprio veneno. É esperar que o eleitor saiba discernir que pode estar sendo induzido ao erro e dar a resposta contrária a quem tenta persuadi-lo a comprar gato por lebre.  

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