quarta-feira, 15 de julho de 2020

Êpa lá

Êpa lá!
Não é pelo fato ter um posicionamento ideológico voltado para determinado governo que se tem que, obrigatoriamente, concordar com tudo o que é imposto. É preciso cautela e análise de realidade para evitar cair na mesmice que direciona ao senso comum. Ser de esquerda ou de direita não vem ao caso. E isso é bem "demodê", ultrapassado. O blog é pela sociedade, pela coerência e bom senso.

isto dito, vamos continuar: a governadora Fátima Bezerra, quando deputada estadual, federal e senadora apresentou para a sociedade um posicionamento totalmente diferente do que ela expõe para a sociedade. A Fátima de antes era em prol da classe trabalhadora, minorias e pela efetivação dos direitos de todos e para todos.

Hoje, na qualidade de governadora, deixou os princípios que antes defendia de lado e passou a mostrar outra realidade. A Fátima de antes não existe mais. Ela segue os ditames de quem apenas administra, ou tenta administrar, alguma coisa. Aquela visão que a projetou para voos mais altos na política, simplesmente deixou de existir. e se ainda existe, está tão escondida que ninguém mais vê.

E aplica-se aqui, politicamente, o trecho da música de Os Nonatos: "... quem não tem caráter muda a consciência/É essencial manter a essência..." Afinal, qual a essência da política Fátima Bezerra? A de antes ou a de agora? E se houve mudança, simplesmente implica dizer que, verdadeiramente, aquela que ela dizia ser apenas nunca era. Simples assim.

O que o blog está querendo dizer com isso? Apenas o óbvio: Fátima Bezerra criticou a reforma da Previdência feita pelo presidente Jair Bolsonaro. E agora vai fazer a mesma coisa. Então o que ela disse antes foi apenas da boca para fora? Apenas para cair na graça da população e ser eleita governadora do Rio Grande do Norte?

É bem verdade que a reforma precisa ser feita. Mas se Fátima criticou a reforma do Governo Federal, porque não faz diferente? Impor uma mudança não é digno de um governo popular. A imposição pela imposição fica para governos como o de Bolsonaro, que não sabem, na essência, o significado da palavra democracia. E não se espera aspectos até ditadoriais de um governo de esquerda. E se acontece, como o que se vivencia o que acontece no debate acerca da reforma da previdência estadual, simplesmente apaga todo o passado que foi externado para a população.

E apenas corrobora o que se diz: o PT não está preparado, jamais, para ser governo e que se destaca sendo, apenas, oposição. O que é uma pena.

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