sexta-feira, 15 de maio de 2020

Ufersa quer escantear aluno da eleição

A Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) deve ter algum levantamento acerca da inclusão digital e saber se, verdadeiramente, alunos poderão participar da votação que escolherá o novo reitor da instituição. Pelo menos é o que fica subentendido em parecer do procurador Márcio Ribeiro ao responder aos questionamentos do reitor José Arimateia. O procurador sinalizou positivamente para que a consulta universitária possa ocorrer virtualmente.

E, com isso, abre um questionamento que não deve ser desconsiderado: se todos os alunos poderão participar do processo, por quais motivos a Ufersa não está com aulas remotas, online, para evitar que os discentes tenham prejuízo? Se todos não tiverem acesso ou não forem contemplados com o que se chama de inclusão digital, qual o sentido de excluir os alunos da eleição?

No parecer, o procurador diz que "...  a questão da violação do princípio da participação política, tendo em vista a campanha por meio digital e a realização da votação eletrônica, não pode ser definida a partir de juízos abstratos (...), mas aferida ou questionada em função de elementos concretos do processo eleitoral..."

Ou seja: a alegação do blog, por exemplo, estaria em algo metafísico, não concreto. O que se evidencia, ao ver deste espaço, é que o reitor José Arimateia quer excluir algum nome da lista tríplice. Mas o que teme o reitor? Oito anos na gestão universitária não foram suficientes para lhe garantir uma liderança e precisa subtrair o direito dos alunos ao voto para eleger o sucessor....

Ao que parece, a Ufersa não leva em consideração o que seus professores ensinam aos alunos: é preciso ter ética. Até com o adversário. Pois uma Universidade que se deixa levar por aspectos meramente pessoais não merece ter o status que possui.

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