terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Fátima segue a 'onda' e governa pensando apenas na manchete

Fátima Bezerra (PT) amarelou. Acabou sendo a primeira governadora a não comparecer na leitura de mensagem anual na Assembleia Legislativa. Temeu choque com servidores, que estão em parada geral em virtude da reforma da Previdência. E, com isso, a governadora deixou bem claro que não governa coisíssima nenhuma: é a governada. Depende das conveniências do momento para fazer as funções para as quais foi eleita. Ela tem que enfrentar os altos e baixos. Ou será que a reforma da Previdência só é danosa, para ela, no plano nacional. Por quais motivos a reforma só seria boa na esfera estadual?

O que ficou claro com isso? que Fátima não tem projetos definidos. Segue conforme a onda e se molda a depender do momento.

Ficou feio para Fátima Bezerra. E muito. Ao anunciar a reforma e dizer que pode atender as categorias sindicais, isso indica que ela não definiu nada e que é apenas escrava da manchete do dia seguinte. Para ser mais claro, a governadora se enquadra nas definições de Adorno e Horkheimer, quando discorreram acerca da Indústria Cultural: Fátima seria justamente, e com a devida analogia, o central de uma sociedade capitalista e que impõe diretrizes sem se importar com as consequências. Sim, porque ao anunciar redução em 50% do valor do salário ganho pelos pensionistas do Estado, o Governo externa que não está "nem aí" para o cidadão. E olhe que é uma administração que se jacta de ser em prol do povo. Imagine se não fosse.

Esse comportamento de Fátima Bezerra apenas evidencia que o que está em jogo é apenas uma questão política. Não existe essa de que quer governar. Quisesse a história seria outra. Vejam a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), que passa por dificuldades. Vejam a situação dos hospitais estaduais e demais equipamentos públicos que são mantidos pelo Estado. 

Fátima Bezerra fala em reforma da Previdência, que existe mais servidor aposentado do que na ativa, mas continua apostando na terceirização de serviços. Para onde vão as contribuiçoes, com isso? Óbvio que não é para o Instituto da Previdência do Estado do Rio Grande do Norte (IPERN). Vão para o Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS). Daí a previdência estadual estar em decadência, financeiramente falando. O Governo do PT surge como algo meramente falacioso. E só.





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