segunda-feira, 16 de setembro de 2019

2020 tende a apresentar eleição diferenciada

Situações atípicas requerem medidas não tão convencionais. Daí o blog enxergar que em 2020 teremos, em Mossoró, algo que foge totalmente do tradicional, convencional. O Brasil passa por momentos de transição e, quer queira quer não, o tradicional ganha vez. Parece contraditório, mas não é.

De maneira que algumas novidades tendem a se concretizar. Primeiro porque o perfil do eleitorado mudou: jovens estão indiferentes ao passado e o que interessa a eles é o novo. De modo que o político que não estiver em sintonia com um novo universo tende a ficar para trás.

Não é à toa que todos os pretensos candidatos em 2020 estão empenhados em figurarem em um mundo conectado com a juventude. O linguajar, gesto, roupas... Tudo segue o novo momento.

Vejamos: a eleição de Jair Bolsonaro em 2018 colocou em xeque o fazer política. Ele foi eleito sem participar de nenhum debate. Passou a campanha inteira centralizado nas redes sociais. E permanece, mesmo depois de eleito, recluso no ambiente virtual. Como se fosse possível administrar algo físico por algo não físico.

Enfim, o eleitorado brasileiro parece que tomou gosto por essa nova vertente. E em 2018 não será diferente. Daí ao que o blog disse inicialmente: a eleição do ano que vem tende a ser atípica. E não quer dizer que não possamos ter nomes carimbados se vestindo de novidade. OU algo novo com reflexos do passado.

Nomes
A prefeita Rosalba Ciarlini tem externado estar em sintonia com a nova realidade. Se surtirá efeito, o tempo dirá. A prefeita, obviamente, pensa na reeleição, embora não possa comentar sobre. Não agora. Mas o seu grupo já emite sinais claro que projeta internamente a discussão.

E é aí que entra a dicotomia "novo" e velho". A chapa governista tem tudo para ser outra. O nome a compor com Rosalba ainda é incógnita. A atual vice-prefeita, Nayara Gadelha, já disse que não pensa em se candidatar à Câmara Municipal. Mas entre o que se diz e o que se pratica existe uma lacuna enorme. Daí ser uma possibilidade. Resta saber como o seu partido vai trabalhar.

Pela oposição existe a real possibilidade de termos a classe empresarial, mais uma vez, apresentando nomes ao Executivo. Diante do novo momento político, pode ser que haja repercussão. Tudo depende de como a coisa for trabalhada. Política e amadorismo não combinam. Pode ser Jorge do Rosário e Tião da Preste ou Tião com Jorge. Ou Jorge com outro nome do setor.

Sobre os deputados estaduais Alysson Bezerra e Isolda Dantas. O primeiro está se movimentando bem. Mas a pressa com que está realizando algumas ações pode resultar em infração à Lei Eleitoral: ele pode vir a ser acusado de estar fazendo campanha fora de época. A assessoria do deputado deve freá-lo ou então encontrar mecanismos legais que possibilitem a continuidade de algo que pode ser positivo mais adiante.

Já Isolda Dantas tem preferido ser mais comedida. Ela passou a ser vidraça. O governo da petista Fátima Bezerra no Rio Grande do Norte não está dos melhores e se Fátima não reagir acabará sepultando alguma pretensão política de Isolda com relação à Prefeitura de Mossoró.

Dito isto, acrescente-se que todos precisam rever posicionamentos e, acima de tudo, práticas. Não se pode mais fazer política com o pensamento no passado. Este deve ser analisado apenas para evitar a continuidade de práticas que não dão resultado.

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