segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

‘Precisamos é fechar os espaços para a política feita por pessoas que roubam’


Empresário e bem sucedido, Jorge do Rosário ensaia candidatura à Assembleia Legislativa nas eleições que se aproximam. Ele, que saiu de uma campanha municipal, tomou gosto e agora resolveu defender que é preciso uma campanha política que projete igualdade de todos na sociedade. E isso pode ser feito, segundo ele, quando houver menos corrupção e, consequemente, redução do desvio de verba pública. Nesta entrevista, o empresário diz que é possível tirar o Rio Grande do Norte da crise em que se encontra e citou exemplo que está presente na iniciativa privada. Especificamente em funcionários que são organizados e que são desorganizados. Em outras palavras, ele defendeu que é preciso plenejar toda e qualquer ação pública. Para Jorge do Rosário, Mossoró carece de pessoas comprometidas com a cidade e com a região. Disse que houve perda nas eleições estaduais de 2014. “Mossoró se sentiu muito há quatro anos atrás quando não elegeu nenhum deputado estadual. Quer queira, quer não, na hora de brigar pelas verbas de investimento, na hora de repartir o orçamento estadual com as emendas, na hora de lutar para um determinado benefício que está chegando, é necessário que a cidade e a região tenha deputados que o represente”. Leia abaixo a entrevista.

O senhor saiu de uma campanha municipal recentemente. E já está vislumbrando outro pleito. O que o motivou a ter interesse pela Assembleia Legislativa?
Quando você sai de uma eleição como foi a de 2016 com quase 52 mil votos, você entende que aquilo que você defendeu como projeto ganhou o apoio de muitas outras pessoas. E isso cria uma responsabilidade. Ao mesmo tempo, a gente escuta as pessoas dizendo que o sonho não deve morrer. A decisão de dar prosseguimento ao projeto político com uma pré-candidatura a deputado estadual não se fundamenta em desejo pessoal ou mera expectativa de poder, mas no sentimento de seguir adiante com uma proposta de trabalho que acredito possa ajudar as pessoas que vivem no nosso Estado.

O senhor acha que existe espaço para novos nomes em Mossoró, em termos de representatividade na Assembleia?
Mossoró se sentiu muito há quatro anos atrás quando não elegeu nenhum deputado estadual. Quer queira, quer não, na hora de brigar pelas verbas de investimento, na hora de repartir o orçamento estadual com as emendas, na hora de lutar para um determinado benefício que está chegando, é necessário que a cidade e a região tenha deputados que o represente.  Sendo assim, penso que a cidade perdeu muito sem essa representação e penso que chegou o momento desse história ter um novo capítulo com gente nova para agregar ideias novas, com uma nova energia e com o objetivo de fazer diferente. Representantes que sirvam ao povo e não se sirvam do povo.

Mossoró está ressabiada com novos nomes, já que um dos deputados estaduais que obteve votação significativa na cidade não fez jus aos votos que obteve. O senhor não teme essa ser hostilizado?
O novo pelo simples fato de ser novo não quer dizer nada. O novo que defendemos é representado por pessoas que tenham uma história de vida honrada, coerência com seus ideais e demonstre conhecimento da situação do Estado e aponte caminhos para a retomada do desenvolvimento. O novo que gere credibilidade.

O senhor é um homem bem estabilizado. O que o levou a se interessar pela política?
A decisão de ter uma participação política mais ativa foi tomada em cima de um projeto que representava mudança. Uma ruptura com o modelo de gestão pública ineficiente e muitas vezes desonesta. Essa motivação não passa por vaidade pessoal ou projeto de poder. Trata-se de um desejo de contribuir com algumas ideias e suas implementações, é claro, se essa for a vontade do eleitor. Penso que posso contribuir. Caberá ao eleitor decidir se me outorga ou não o mandato para executar esses projetos.

Existe espaço para o tipo de política que o senhor pensa desenvolver?
Sim, existe. O que precisamos é fechar os espaços para a política feita por pessoas que roubam o dinheiro público, os que ganham com a corrupção, o poder nas mãos de pessoas sem escrúpulos. E na medida em que esses vão perdendo espaço, chegou a hora de incluir pessoas com passado limpo, com coerência, com histórico de honradez e com conhecimento e experiência para apresentar soluções novas e eficazes para os problemas que vivenciamos como falta de oportunidades, aumento da violência, derrocada da economia.

Como o senhor vislumbra o caminho para o seu partido às eleições deste ano?
As pessoas sempre me perguntam como posso conciliar a ideia do novo com filiação aos partidos políticos que ai estão. Infelizmente no Brasil não há opção de ser candidato sem ter filiação a um partido político. E existem partidos com boas bandeiras, embora as pessoas que estão nos partidos possam ter pensamentos não tão republicanos. O que acho mais importante é que o projeto que estamos defendendo esteja à frente de partidos e pessoas. Não podemos impedir as alianças, mas podemos lutar para que as ideias nobres não se percam em razão de projetos pessoais. Desta forma estou filiado a um partido que acredito que tem na maior parte dos seus integrantes pessoas comprometidas com uma mudança verdadeira.

Diante do cenário de crise, é possível observar alguma luz para os problemas do Rio Grande do Norte?
É claro que tem. Eu cito um exemplo na minha empresa. Tenho colaboradores em funções iguais e que têm mais ou menos o mesmo salário. Um é organizado, tem seu carro, sua casa e suas contas em ordem. O outro vive de aluguel, tá com o carro atrasado e vive atolado em dívidas. Assim, existem estados que fizeram o dever de caso e estão organizados e outros que estão quebrados. Infelizmente o nosso está na segunda opção. O que vemos é um governo cujas decisões são apenas sobre onde cortar, onde reduzir, onde fechar. Perdeu a capacidade de atrair, de crescer, de dinamizar e de arrecadar. É um ciclo apenas negativo. A luz no fim do túnel começa pela retomada da credibilidade do Estado, na inversão do ciclo para positivo e fazer gestão pública com eficiência e planejamento.

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