sábado, 3 de fevereiro de 2018

Efeitos da maturidade

Quando se é jovem não se pensa muito no que virá no futuro. Nas famosas consequências. Estas, que se danem. O que importa é viver. E sabem de uma coisa? O jovem está coberto de razão. Já tive meus momentos de não pensar no que viria depois. Hoje, com a maturidade, a gente percebe que cada minuto vivido é como se fosse um presente divino. E, ao mesmo tempo, vem-nos à ideia de que a velhice está cada vez mais perto. E isso é meio atormentador.

Não se sabe se é uma consequência da maturidade ou algo próprio da velhice que se aproxima. Mas o pensar na vida, quando se alcança determinada idade, deixa de ter o frescor da juventude. O lado bom é que não se comete nenhum ato impensado. O negativo é que tudo passa a ter um peso maior do que deveria.

Quando se chega à famosa idade do lobo, tudo parece se acalmar mais. Algumas palavras começam a fazer sentido mais que outras. E teorias antes tidas como inalcançáveis são cada vez mais compreendidas. E também as pessoas. Esposa, filhos e até netos. Embora ainda não os tenha. Mas fico a imaginar como é que eles serão. E, nesse imaginar das coisas, surge a grande questão: como serei daqui a alguns anos?

Se a gente for pensar nessas questões coma finco, perderemos o que pode ser feito com urgência: viver. É preciso, como me disse uma amiga bem íntima, a minha esposa, é preciso viver sem se importar muito com o que a idade apresenta, levando em consideração cada limite que os anos e a maturidade apresentam. Até porque é necessário que se viva cada fase da vida.

Portanto, se a crise da idade chegou, é bom encontrar mecanismos que te levem a conviver em harmonia com o tempo. Afinal, ele, o tempo, passa para todos. Viver ainda é o melhor dos caminhos. E quando se utiliza a maturidade para incrementar essa particularidade, tudo tende a ser melhor.

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