sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

O que falta é polidez

Em muitas vezes, o cidadão comete erros ou não atende às expectativas do Governo em virtude da falta de conhecimento. E não se trata aqui de nenhuma alusão ao saber produzido no decorrer do aprendizado.

A Prefeitura de Mossoró divulgou recentemente que o cidadão que colocar entulhos de materiais de construção em via pública e for reincidente, poderá ser multado em R$ 100,00. Foi dito também que o recolhimento de tais entulhos não seria de responsabilidade do Executivo e que quem fizesse reforma em suas casas ou quaisquer outras construções, seria responsável pela contratação de empresas especializadas em tal trabalho. Algo que faz sentido.

Não se pode colocar lixo ou restos de material de construção em via pública, que é um espaço coletivo. De todos. Diante do comunicado feito recentemente pela Prefeitura, o interino resolveu ir às ruas de bairros afastados do Centro. E não procurou a periferia.

O objetivo foi ver como se comportava o morador da chamada área nobre de Mossoró. Surpresa? Nenhuma. Assim como ocorre na periferia, problema de amontoado de lixo e de entulhos se percebe em bairros como Nova Betânia e áreas adjacentes. Na Rua Frei Miguelinho, Doze Anos, são observados “montes” formados em alguns locais.

Como se trata de uma rua com movimento intenso no trânsito, tais amontoados poderão provocar algum acidente. Na Rua Alaíde da Escóssia, no bairro Nova Betânia, mais entulhos e lixo. Tal situação rememora a obra “O que faz o brasil, Brasil”, do antropólogo brasileiro Roberto Damatta. No livro, ele faz a distinção entre a casa, a rua e o trabalho.

Em casa a gente é o que é, algo que difere da rua, que é ambiente coletivo. Assim sendo, é na rua onde todos são iguais, porque existem leis que devem ser respeitadas. Poderia ser o inverso: em casa a pessoa pode fazer o que bem entender, e a sujeira pode tomar conta. Mas ocorre o inverso. No caso em questão, da jogada de lixo e entulhos, o Código de Postura Municipal prevê punições para quem desrespeita o ambiente coletivo, público.

Isso evidencia uma coisa que deveria ser levada em consideração: é preciso que o ordenamento jurídico de uma cidade seja levado ao conhecimento de todos. E aqui retorno ao início deste texto: as pessoas colocam lixo e entulhos nas ruas por falta de conhecimento. E também de educação.

A sociedade não se acostumou com algo inerente ao viver em sociedade, que é a polidez. Gestos simples e palavras igualmente simples são deixados de lado. Pronunciar um “bom dia” a quem quer que seja está em desuso. Assim como lembrar que calçadas são espaços públicos, bem como locais tidos como privados (frente de casas) são de uso coletivo.


Em Areia Branca
O clima não está nada bom para o PMDB de Areia Branca: a prefeita Luana Bruno tem feito uma administração opaca, sem brilho. E para completar, não foi “fiel” ao apoio que recebeu em 2012. Agora, com problemas administrativos e na esfera pessoal, tudo leva a crer que ela não tentará a reeleição. Até porque ela perdeu suporte de quem poderia ajudar: o apoio do deputado estadual Manoel Cunha Neto (PHS), “Souza”. Em 2012, Souza tentou emplacar Lidiane Garcia como sua candidata, mas foi “engolido” por Bruno Filho, ex-prefeito e pai de Luana. Lidiane foi, então, indicada como companheira de chapa.

Em Areia Branca II

Agora a coisa é diferente. Como existem barreiras políticas e pessoais, Souza deverá jogar pesado contra o PMDB de Luana Bruno. E, diferente do que o interino comentou dias passados neste espaço, a vez não tende a ser de Lidiane Garcia: é de João de Berguinho, que é filho do médico Berguinho (do INSS) e que foi candidato a deputado estadual na eleição do ano passado. Seria, em tese, a construção de um novo grupo político em Areia Branca, o qual será liderado por Souza. Até poderia sair a chapa João de Berguinho/Lidiane. Tudo pode acontecer. O período de especulação apenas está começando.



‘Nazoropa’ 
Depois do voto garantido e de estar no cargo que tanto quis, o governador Robinson Faria (PSD) vai curtir outros carnavais. Nos últimos quatro anos, ele não perdeu uma foliazinha sequer no Rio Grande do Norte. De Apodi a Alexandria, de Caicó a Mossoró, de Natal ao município mais longínquo, lá estava ele. Agora a coisa é diferente. Robinson deve passar o Carnaval na Europa.

Segue
Até porque poucos municípios realizarão Carnaval no Rio Grande do Norte. O período não está propenso a gasto público com bandas e estrutura enquanto o povão sofre com falta d’água. Certamente, o governador Robinson Faria só iria ouvir reclamações. Na Europa será diferente. Vai desopilar e recarregar as baterias.

Chapa 
A ex-prefeita Fafá Rosado e o ex-deputado federal Betinho Rosado devem colocar blocos na rua no momento certo. Quem conseguir viabilizar o nome, será o candidato que terá o apoio da ex-governadora Rosalba Ciarlini. Quem ficar em segundo, seria o vice. Chapa formada, então. Faltam apenas os números para mostrar quem estará na frente. A tese de que o grupo de Fafá estaria negociando reaproximação com o prefeito Silveira Júnior (PSD) nunca existiu. Boatos. Mera especulação. Até porque não fazia sentido algum a ex-prefeita retornar para um lugar de onde saiu e sabendo que não teria apoio algum.

De mudança 
A ex-prefeita mossoroense Cláudia Regina (DEM) resolveu mudar e adotou Natal como endereço fixo. Com isso, cai por terra a tese de que ela iria assumir o comando do DEM de Mossoró, que ficou sem comando com a saída de Carlos Augusto da legenda.

Vice dissidente
O vice-prefeito de Upanema, Juninho de Mainha (PDS), está trabalhando para disputar a Prefeitura daquela cidade nas eleições do próximo ano. Enfrentará o prefeito Luiz Jairo (PR). Juninho tenta acordo com o PMDB. A questão é que a legenda presidida por Henrique Eduardo Alves no RN em Upanema está igual ao diretório de Mossoró: não tem um tamborete onde se possa sentar. Como o ex-prefeito Jorge Luiz (PMDB) não pode e não quer ser candidato, tudo leva a crer que este apoiará a postulação do atual vice-prefeito. Tudo ainda em fase embrionária.


Sem UTI neonatal
Os oito leitos de UTI neonatal que deveriam estar funcionando desde a segunda-feira na Maternidade Almeida Castro não foram abertos. A diretoria da unidade hospitalar enfrentou dificuldades para fechar os plantões: faltaram pediatras interessados.

Falta remédio
O Hospital Regional Tarcísio Maia está com problema no estoque de medicamentos. Da lista de remédios, cerca de 50 estão em falta para procedimentos de urgência e emergência. Mesmo que o paciente tenha dinheiro, não poderá comprar, pois são medicamentos hospitalares e não são vendidos nas farmácias.

Chuva
A lagoa que se localiza por trás do Hiperbompreço em Mossoró voltou a encher com as chuvas registradas por estas bandas. Ontem, uma equipe da Defesa Civil Municipal esteve na área. Em anos anteriores de chuva, a água empoçada invadiu o estabelecimento, provocando transtornos e problemas.


É NOTÍCIA
1 – Moradores do conjunto Parque das Orquídeas realizaram ontem manifestação contra a retirada de casas que estão próximas à linha de alta tensão.

2 – Com as chuvas, terrenos baldios se tornam ameaças constantes em consequência da proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. E Mossoró está cheia desses terrenos.

3 – O governador Robinson Faria apresentou as razões dos 24 vetos a projetos de lei apresentados pelos deputados estaduais na legislatura passada.

4 – Dentre os projetos vetados está o que obriga boates e casas noturnas do Rio Grande do Norte a investir em equipamentos de segurança. Robinson Faria não quis mexer no vespeiro.

5 – O Sêbado, localizado próximo à Praça do Rotary, realiza amanhã o seu I “Sêbado Folia”. A programação está prevista para ser iniciada às 13h. Boa opção.

Frase-
“No todo, a relação da Assembleia com o Governo não se baliza pela eleição para presidente desta Casa.”

KELPS LIMA – Deputado estadual, sobre a formação da oposição ao governo Robinson Faria.

Fonte: Jornal de Fato

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