domingo, 5 de outubro de 2014

Jogo zerado ao segundo turno no RN

Deu segundo turno no Rio Grande do Norte. Mossoró perdeu sua representação na Assembleia Legislativa. Wilma perdeu... E por aí vai. E qual a lição que fica? Não apenas uma. Várias. A começar por Mossoró: o prefeito Francisco José Júnior (PSD) estreou com o que se chama de "pé direito". Não pelo fato do seu candidato ao Governo, Robinson Faria (PSD) ter ido ao segundo turno. Não pelo fato de sua candidata ao Senado, Fátima Bezerra (PT) ter sido eleita. E sim pelo fato de que ele foi o grande beneficiado pelo engessamento das chapas proporcionais (à Assembleia Legislativa e Câmara Federal). Todo mundo sabe que uma eleição é vitrine para outra.

Silveira conseguiu dar visibilidade a Robinson Faria. E foi a partir daqui que o candidato do PSD se projetou. E Robinson contradisse tudo o que foi dito sobre sua postulação. Afinal, todos esperavam vitória do candidato do PMDB, Henrique Eduardo Alves, no primeiro turno. E tudo partiu daqui, de Mossoró. É bem verdade que a ida de Robinson ao segundo turno não deve ser creditada ao prefeito. Mas não deixou de ser uma ajuda. Ainda mais quando esta ajuda teve o reforço da governadora Rosalba Ciarlini (DEM). Por sinal, Rosalba não pediu votos para nenhum candidato ao Governo. Apenas se limitou a dizer que existiam cinco candidatos e, aos mais próximos, teria dito que não votassem em Henrique.

O certo é que o jogo será zerado no segundo turno. Resta saber como os que não lograram êxito se comportarão. É o caso da vice-prefeita de Natal e ex-governadora Wilma de Faria (PSB). Ela perdeu a disputa ao Senado para a deputada federal Fátima Bezerra (PT). Não se sabe como as lideranças de Mossoró se comportarão.

A única certeza que se tem é que o candidato do PMDB terá que rever algumas táticas. Principalmente as que não funcionaram. Em Mossoró, por exemplo, a coordenação da campanha dele deixou a candidatura de Robinson Faria praticamente "livre, leve e solta". No começo da campanha, o pessedista estava apático, mas o prefeito Silveira Júnior soube trabalhar o "plus" que a campanha precisava. E a coordenação de Henrique não acompanhou o ritmo. Daí ter sofrido o reflexo da apatia nas urnas.


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