segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Eleitor mossoroense precisa de 'injeção de ânimo'

Dizem que as urnas falam. Que os números expressam algo que o eleitor quer falar. Diante da não-renovação de mandatos, da não-eleição de alguns, alto percentual de votos nulos, brancos e de abstenções, qual seria a voz que ecoou nas urnas? Certamente a de indignação. Algo, no decorrer do processo eleitoral, aconteceu que desagradou aos eleitores do Rio Grande do Norte. No caso específico de Mossoró, a luz acendeu. E acendeu com gosto de gás.

Uma cidade com 160.013 eleitores ficar sem representação na Assembleia Legislativa é meio que discrepante. Enquanto que São Miguel, no Alto Oeste potiguar e que tem 18.667 votantes conseguiu dois deputados estaduais (Galeno Torquato e Raimundo Fernandes). Daí o blog acentuar que é preciso rever posições.

Os números das urnas em Mossoró mostram que 54.864 eleitores se mostraram indiferentes aos nomes que se apresentaram. Foram exatamente 17.517 abstenções, 13.592 votos nulos e 23.760 votos em branco.

Em outras palavras, só os votos de Mossoró daria para eleger dois deputados estaduais e garantir representação ampliada na Câmara Federal. Mas algo deu errado. Algo não foi bem aceito pelos eleitores. Daí a zebra que deu.

Para se ter ideia do quadro negativo aos candidatos, dos 160.013 eleitores, 91.492 votaram em Mossoró. Os chamados votos válidos. Isso reforça a tese de que algo deu muito errado.

Ao Governo do Estado, o candidato Robinson Faria (PSD) surpreendeu e levou 52.886 votos. Contrariou tudo e todos. Mas isso de deve exclusivamente ao prefeito Francisco José Silveira Júnior (PSD) e à exclusão da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) do processo eleitoral. Ela sofreu rasteira do próprio partido e não pôde ir à reeleição. O candidato Henrique Eduardo Alves (PMDB) obteve 29.494 votos. Maioria significativa pró-Robinson Faria, o que levou a disputa ao segundo turno.

Aliás, é bom que se diga, Robinson Faria tem muito a agradecer a Mossoró. Algo que ele já fez ainda ontem, quando agradeceu ao prefeito mossoroense o apoio dispendido no primeiro turno.

Agora é esperar o segundo turno. Pela fala das urnas. É esperar como as lideranças vão se comportar e como as coordenações das campanhas que disputarão o Governo do Estado vão trabalhar. Pelo menos em Mossoró, será preciso algo que se chama "injeção de ânimo" aos eleitores. Caso contrário...


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