quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Vermelho no vermelho

Muito foi dito sobre o candidato do PMDB ao Governo do Estado, deputado federal Henrique Eduardo Alves. Principalmente acerca da aliança com o DEM, que alijou sua única governadora da eleição para apoiar um projeto que não estaria enquadrado na tese de fortalecimento partidário. Mas, analisando tudo por outro ângulo, o blog diria que Henrique fez tão somente o que se espera de uma liderança: se articulou.

E o blog vai mais longe: Henrique se articulou tanto que até escolheu seu adversário mais direto. O candidato do PMDB sabia perfeitamente que Robinson Faria, postulante do PSD ao Governo do Estado, não conseguiria reunir lideranças em torno de seu nome. E o resultado está aí: Robinson pouco convence e está, ainda, em evidência tão somente por forças que a deputada federal Fátima Bezerra (PT), candidata ao Senado Federal, possui. Não fosse ela, o pessedista estaria vem pior.

O blog não sabe da realidade em outros municípios e vai se ater apenas a Mossoró, cidade administrada por um prefeito do PSD. Em tese, esperou-se que Robinson Faria tivesse maior visibilidade por estas bandas. Afinal, a vitória do Francisco José da Silveira Júnior colocou Robinson em evidência onde ele menos esperaria.

Mas as últimas pesquisas divulgadas mostraram que o vice-governador que quer chegar à titularidade do cargo não soube aproveitar o momento. E o resultado é que ele perderia em Mossoró. O candidato do PMDB segue em primeira opção do eleitorado mossoroense. Mas isso não quer dizer que Henrique vá, necessariamente, ser o vitorioso.

É bem verdade que faltam poucos dias para a eleição. Em tese, Robinson Faria não teria tempo suficiente para projetar seu nome. Nem mesmo por meio do programa eleitoral gratuito. O blog vê que Robinson perde tempo em atacar Henrique com algo que poderia ser propagado em movimentações diárias e nas ruas. O palanque eletrônico ficou sem propostas, sem uma espécie de pré-contrato e direcionado ao eleitor.

Além disso, o fato de Robinson Faria estar no vermelho - a sua campanha - implica dizer que ele estaria gastando mais do que poderia. A prestação de contas indica que ele arrecadou pouco mais de R$ 1,6 milhão e gastou R$ 7,7 milhões. E isso pegou mal e muitos até dizem que se ele chegar ao Governo do Estado vai gastar mais do que poderia. 

Nenhum comentário: