terça-feira, 9 de setembro de 2014

Felipe Maia também é citado em escândalo

Não foi apenas o presidente da Câmara Federal e candidato ao Governo do RN, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB), que apareceu nas denúncias feitas pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, à revista Veja: outro potiguar estaria envolvido no que a mídia nacional chamou de escândalo. Trata-se do deputado federal Felipe Maia (DEM), filho do presidente nacional do Democratas, senador José Agripino Maia. Felipe é empresário e lida com combustível para avião.

O ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, denuncia Henrique Alves como um dos parlamentares brasileiros que receberiam propina da estatal para seguirem as orientações do Governo. Henrique, obviamente, negou. As declarações ganham força por terem sido feitas durante uma delação premiada, ou seja, o acusador acreditava que tudo que dissesse seria sigiloso. Porém, alguém acabou vazando o conteúdo e isso foi para na capa da revista Veja.

Pela denúncia, Henrique não é o único. Paulo Roberto Costa coloca bem claro a participação do PMDB no suposto esquema, tendo entre outros nomes o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, e Romero Jucá (PMDB-RR). A governadora Roseane Sarney (PMDB-MA) foi citada entre os governadores enrolados no esquema.

“Os negócios suspeitos de Henrique Alves”. Este foi o título da revista IstoÉ de março de 2013. De acordo com reportagem, durante dois anos, o Tribunal de Contas da União investigou a atuação de parlamentares suspeitos de valer-se de seus cargos para obter contratos com órgãos públicos e empresas estatais. Nos anexos 14 e 15, ambos de caráter sigiloso, de um relatório com 600 páginas, cinco parlamentares são mencionados por descumprir o artigo 54 da Constituição.

Entre os envolvidos estavam o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o ex-ministro Eunício Oliveira (PMDB-CE), o ex-governador e deputado Paulo Maluf (PP-SP) e o deputado Felipe Maia (DEM-RN), filho do senador José Agripino (DEM).

No relatório, Henrique Alves é apontado como sendo sócio cotista da Newtec Produções, que fechou dois contratos com a Petrobras com dispensa de licitação. De acordo com Constituição, desde a posse, os parlamentares ficam impedidos de contratar com órgãos públicos. Na época, a desculpa de Alves foi dizer que não ocupava cargo executivo na empresa.


Em nota encaminhada à imprensa, Henrique afirmou que nunca pediu nem recebeu nenhuma verba por meio de Paulo Roberto Costa: “Nunca pedi nem recebi quaisquer recursos por meio do senhor Paulo Roberto Costa. As insinuações publicadas pela revista Veja, de forma genérica e sem apresentar evidências sobre o meu nome, não podem ser tomadas como denúncia formal nem fundamentada. Foram feitas em um processo de delação premiada, sem apresentação de provas. E delação premiada exige provas. Peço a todos que fiquem atentos à manipulação do episódio na campanha eleitoral, por candidatos sem respeito pela verdade dos fatos”, disse Henrique.

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