terça-feira, 23 de setembro de 2014

Cláudia e Silveira se enfrentarão no TSE?

A penúltima semana da campanha eleitoral em Mossoró está pegando fogo. A começar pelos recentes números divulgados ao Governo do Estado e ao Senado. Uns acreditam piamente no que está exposto. Outros, nem tanto. Mas tudo isso faz parte. Até porque pesquisa foi o que não faltou. E nem faltará em toda e qualquer campanha eleitoral. Virou vício. Além de ser ferramenta que mede, em termos, a opção ou o intenção que o eleitor tem com relação aos candidatos.

Mas a briga maior não está no eixo das eleições de agora. O cenário que se mede, da projeção que se espera, vem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prefeito Francisco José Júnior (PSD) entrou com requerimentos na Corte Superior para ser considerado parte interessada no processo que tramita por lá e que versa sobre retorno, ou não, de Cláudia Regina (DEM) à Prefeitura de Mossoró.

Uns dizem que Cláudia não teria condições de retornar. Outros afirmam que é hora de Silveira deixar a Prefeitura.

E assim, entre uns e outros, os dois - Cláudia e Silveira - buscam o que a Justiça Eleitoral permite: seus direitos. Cláudia não teve nenhum processo julgado (concluído em sua totalidade). E, dizem, ela não deveria ter saído da Prefeitura justamente por tal motivo: não se teve o chamado processo transitado em julgado.

O prefeito, com o requerimento que protocolou no TSE, quer entrar no jogo político que se travou em 2012 e que tem reflexos grandes para Mossoró. Silveira quer continuar na Prefeitura. Daí o requerimento dele, em ser parte do processo. Afinal, o assunto o interessa.

Mas isso não quer dizer que Cláudia Regina esteja equivocada. Ela, dizem alguns, estaria no mesmo caminho que se viu em Ipanguaçu e Francisco Dantas, onde os prefeitos foram cassados e retornaram aos seus cargos recentemente. Mesmo com eleições suplementares terem sido realizadas.

Como se vê, o capítulo final das eleições de 2012 está longe de acabar. O enredo se mostra longo. Mas o desfecho, entende-se, pode complicar para uns. Vejamos: se o TSE entender que Cláudia Regina deve retornar à Prefeitura, Silveira perderia tudo. Não retornaria à Câmara Municipal porque renunciou ao mandato de vereador. Assim como o vice-prefeito Luiz Carlos (PT). Foi o que aconteceu em Ipanguaçu.

Cláudia Regina e Silveira buscam, logicamente, pelo óbvio. Contudo, esse óbvio não se mostra fácil para nenhum dos lados.

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