quinta-feira, 10 de julho de 2014

Político gosta de fazer o povo de trouxa

A partir da segunda-feira a campanha eleitoral será, efetivamente, iniciada. Embora a Seleção Brasileira não tenha passado para a final da Copa, o jogo de domingo entre Alemanha e Argentina vai "parar" o Brasil. Final é sempre final. E merece ser vista.

No dia seguinte, seja qual seleção for a campeã, brasileiros voltam à normalidade. Ou quase: a eleição de 2014 vai dividir opiniões, criar inimizades e, ao fim, eleger quem quiser. Diferente da Copa, eleição não dá poder a quem merece. 

Fosse diferente, não teríamos uma campanha tão cara no Rio Grande do Norte. E daí o blog diz: seja lá quem for o próximo governador potiguar, tudo continuará do mesmo jeito. Grandes grupos empresariais vão continuar onde sempre estiveram: mandando.

Sim, porque alguém projetar gastos de até R$ 40 milhões é, no mínimo, estar afirmando que empresários vão chegar junto. E vão. Até porque o que se gasta em campanha, conforme se divulga em prestação de contas, vem de "doações".

E esse lance não acontece apenas ao Governo do Estado. Desde um candidato a senador tem R$ 15 milhões para gastar em uma campanha? Certamente doadores empresariais vão seguir com Wilma de Faria (PSB) ou com Fátima Bezerra (PT). E seja qual for a eleita, esta, obviamente, vai defender algum interesse de quem a apoiou financeiramente. É a praxe da política brasileira.

Fala-se em mudança, mas tudo continuará do mesmo jeito. Promessas que não podem ser concretizadas já são feitas. E o eleitor, já cheio do engodo chamado política, continua sendo enganado. E é isso o que todo e qualquer político gosta: fazer o povo de trouxa.

Nenhum comentário: