quinta-feira, 17 de julho de 2014

Estelionato religioso

Tudo bem que a pessoa precisa crer em algo, principalmente em Deus. Tudo bem que a religião é inerente ao homem, mas algumas abusam de suas atribuições, de proporcionar paz de espírito, e buscam tirar proveito financeiro sobre problema dos outros. Não há mal pior que a chamada falta de vergonha de líderes religiosos à exploração de dramas pessoais e apregoam que se o cidadão abrir mão de algum bem, Deus vai agir imediatamente e favoravelmente. Como se Deus fosse capitalista e precisasse de dinheiro ou bens materiais para curar, soltar da prisão ou trazer algum amor que se foi.

E determinadas religiões se aproveitam da fragilidade inerente ao homem para se dar bem. Dia desses uma senhora que mora lá pro lado do bairro Santo Antônio foi vítima da voracidade financeira e econômica de quem deveria zelar pela harmonia e amor: ela buscou suporte religioso para amenizar o sofrimento de mãe, de quem tem um filho preso. De quem sofre por não poder fazer nada.

E eis que a proposta da tal igreja foi a de que se ela abrisse mão de determinada quantia que o marido tinha em conta poupança, Deus iria agir e tirar o filho dela da prisão. O resultado não poderia ser mais desastroso: o marido não gostou nadica de nada de perder as economias, fruto de anos de trabalho, para alguém que usa o nome de Deus em vão. De quem usa-o para tirar proveito financeiro.

O que fica é a lição: Deus não age à força do dinheiro. Do poderio econômico que alguém pode ter. Deus age conforme nossas ações. Age conforme o que o homem quer. A pobre mulher, fragilizada emocionalmente, caiu no chamado "conto do pastor" e, por cima, ficou com mais um problema: além do filho continuar preso, a família está sem nenhum tostão.

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